Business plan Edson Zacarias Mutane

Business plan Edson Zacarias Mutane

(Parte 1 de 2)

Produção e comercialização de produtos agrícolas consumíveis indispensavelmente no quotidiano humano e de alto valor económico.

Autoria: Edson Zacarias Mutane

Chimoio, Junho de 2016

Projecto Agri-Mutane (Por Mutane, Edson Zacarias-EGFB) i

DPA –Direcção Provincial de Agricultura
IIAM –Instituto de Investigação Agrário de Moçambique

Lista de acrónimos

PMA –Programa Mundial para Alimentação

PROMAC –Promoção de Agricultura de Conservação

MITEADER – Ministério de Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural ONGs – Organizações Não Governamentais

Projecto Agri-Mutane (Por Mutane, Edson Zacarias-EGFB i Lista de tabelas e figuras

Tabela 1: Análise SWOT do projecto6
Tabela 2: Identificação e mitigação de riscos9
Tabela 3: Principais recursos de produção necessários1
Tabela 4: Cronograma de actividades12
Tabela 5: Custos de materiais/equipamentos operacionais13
Tabela 6: Depreciação de bens14
Tabela 7: Amortização do empréstimo com juros15
Tabela 8: Custos indirectos15
Tabela 9: Projecção de vendas16
Tabela 10: Demostração de resultados do exercício17

Figura 1: Tamanho da area produtiva (A), e Distribuição de culturas na área (B) ...................... 10

Projecto Agri-Mutane (Por Mutane, Edson Zacarias-EGFB i Índice

Lista de acrónimosi
Lista de tabelas e figurasi
Sumário executivoiv
1. IDENTIFICAÇÃO DO PROJECTO1
1.1 Introdução2
1.2 Problematização e Justificativa3
1.3 Objectivos3
1.4 Missão4
1.5 Visão4
1.6 Valores4
2. ANÁLISE DO PROJECTO5
2.1 Análise da situação5
2.2 Análise SWOT/FOFA6
3. ESTRATÉGIAS DE MARKETING7
3.1 Produto7
3.2 Preço7
3.3 Praça7
3.4 Promoção7
3.4 Parceiros7
3.5 Fornecedores8
4. GESTÃO DO PROJECTO8
4.1 Gestão do pessoal (Recursos humanos)8
4.2 Gestão de conflitos8
4.3 Processo de monitoria e avaliação8
4.4 Gestão de riscos8
5. PLANO OPERACIONAL10
5.1 Descrição da área de cultivo10
5.2 Descrição de equipamentos, materiais e recursos de produção necessários1
5.3 Cronograma de actividades12
6. PLANO FINANCEIRO13
6.1 Descrição de custo de equipamentos/materiais operacionais13
6.2 Depreciação de bens14
6.3 Amortização do empréstimo15
6.4 Despesas indirectas15
6.5 Projecção de vendas16

6.6 Demostração de resultados do exercício no 1o ano ........................................................................................... 17

Projecto Agri-Mutane (Por Mutane, Edson Zacarias-EGFB iv

Sumário executivo Com fins lucrativos, AGRI-MUTANE é um projecto criado no intuito de satisfazer as necessidades alimentares das comunidades de Machaze, visto que o distrito anualmente tem registado crises alimentares associados à falta de chuvas e secas prolongadas. O projecto focaliza as suas actividades usando tecnologias viradas na produção e comercialização de produtos agrícolas utilizando aguas do rio Ripembe como forma de minimizar a problemática de crise alimentar. As principais culturas a serem produzidas compreendem o milho, tomate, couve, repolho, cebola, e outras de grande valor económico como gergelim e castanha de caju, numa área total de 2km2 . A primeira fase do projecto compreende uma duração de 1,5 anos, isto é 1 ano e 6 meses.

Para ser levado a cabo o projecto estima se o capital inicial de 292,515.0 MZN, podendo arrecadar se uma receita bruta de 402,50.0 por ano e lucro liquido de 264,351.62 MZN correspondente a 65,7% da receita bruta, depois da subtracção de todos gastos de amortização, depreciação e outros custos.

Projecto Agri-Mutane (Por Mutane, Edson Zacarias-EGFB) 1

Nome do Projecto:AGRI-MUTANE
Área de actuação:Agro-negócios
Duração:01 ano e 6 meses (18 meses)
Orçamento estimado:292,515,0 MZN
Centro:Chitobe-Machaze
Pessoal de contacto:dr. Edson Zacarias Mutane
Contacto:861 576 590 ou 824 052 348
E-mail:edson.mutane@gmail.com

1. IDENTIFICAÇÃO DO PROJECTO

Coordenador do projecto:dr. Edson Zacarias Mutane
Vice coordenador:dr. Robert Zacarias Mutane
Actividades distintas:Sara Jonas
Suporte:Leonardo Noé

Equipa chave do projecto

Declaração

Declaro por minha honra que o presente projecto do sector agrário é da minha autoria e nunca foi apresentado em qualquer instituição para a obtenção de qualquer financiamento.

Edson Zacarias Mutane Chimoio, Junho de 2016

1.1 Introdução

Desde os períodos mesolíticos e paleolíticos (a.n.e.), que o homem tende a transformar os recursos naturais à sua disposição para satisfazer as necessidades básicas sobretudo alimentares. Nestes períodos, o homem no geral e as comunidades da Africa Austral em particular dos quais os Khoi khoi e os San, são designadas em função de suas actividades como caçadores e recolectores de recursos florestais. Pode se verificar que nestes períodos o homem é nómado mas a satisfação alimentar é suprida de recursos florestais (vegetais) e faunísticas (carne de caça).

Na fase de sedentarização, a agricultura e a pastorícia passam a ser actividades dominantes a nível mundial incluindo Moçambique. Antes da revolução industrial, a agricultura era praticada em pequena escala, sendo na sua maioria de sequeiro e de modelo familiar, porém, desde a invenção de máquinas a vapor de James watt (Revolução industrial) é aplicado na agricultura distintas tecnologias para facilitar o trabalho assim como a ampliação da produtividade. Neste caso é dominante o uso de adubos, pulverizadores, insecticidas, bois a charruas, tractores, sistemas de irrigação como motobombas, aspersores, etc.

Utilizando esta tecnologia, muitos países americanos e asiáticos passaram a abastecer distintos mercados adoptando o modelo de agricultura do tipo agronegócios e não de subsistência familiar. Todavia, o uso destas tecnologias em Africa e crucialmente em Moçambique ainda não se faz sentir, observando a maior parte de produtores utilizando meios rudimentares, agricultura de sequeiro (que só depende de chuvas), de subsistência familiar, que na sua maioria tem vindo a trazer problemas de fome, empobrecimento de solos, falta de água, resultando na predominância de maiores índices de pobreza absoluta.

É esta situação que vive as comunidades do distrito de Machaze, fraca produção agrícola usando meios rudimentares, fome e secas prolongadas além de problemas de água. É nesta vertente que é levado a cabo o presente projecto para implantar nas fontes de água deste distrito um tipo de agricultura que usando tecnologias seja mais produtivo para satisfazer as necessidades alimentares das comunidades locais, minimizando desta forma a crise alimentar observada anualmente no distrito.

1.2 Problematização e Justificativa

Constituindo um dos distritos mais pobres do País, em Machaze regista- se secas prolongadas a quase todos anos, o que resulta na fraca produção agrícola, predominância da fome e da pobreza absoluta por parte das comunidades locais bem como na deficit alimentar por parte dos funcionários. Como resultado a maior parte das comunidades locais tende a viajar a distintos lugares sobretudo Africa de Sul a busca de condições mínimos de sobrevivência.

Do outro lado observa-se que o distrito dispõe se de pequenos rios periódicos que chegam mesmo a secar no tempo de calor, piorando a situação. Todavia, alguns destes como o Ripembe e Save tendem a permanecer com alguns mananciais que associados ao uso de tecnologias de irrigação, adubação e uso de insecticidas em escala significativa podem satisfazer essa problemática.

Neste caso, verificada existência da água, fertilidade dos solos e localização próxima do rio Ripembe à vila de Machaze, pretende o presente projecto desenvolver suas actividades de produção e comercialização de produtos agrícolas utilizando tecnologias ao longo deste rio Ripembe, como alternativa de combater a predominância de índice de pobreza no distrito, suprindo a dependência excessiva de chuvas e permitindo que a produção seja realizada em qualquer época do ano.

1.3 Objectivos

Geral: Satisfazer rentavelmente as necessidades alimentares das comunidades do distrito de Machaze a partir da produção e venda de produtos agrícolas imprescindíveis ao quotidiano alimentar do homem, contribuindo desta forma no combate do índice da pobreza observado no distrito.

Específicos

Cultivar produtos agrícolas de base para alimentação do homem a qualquer época do ano utilizando tecnologias de produção;

Comercializar rentavelmente os produtos agrícolas cultivados às comunidades do distrito de Machaze; Criar gado bovino de modo que sirva de animal ajudante durante a produção agrícola.

1.4 Missão

Produzir e comercializar produtos agrícolas usando tecnologias para suprir as necessidades alimentares da comunidade do distrito de Machaze.

1.5 Visão

Tornar um dos empreendedores de base quanto ao abastecimento do mercado agrícola no distrito de Machaze.

1.6 Valores Respeito, integridade, segurança e confiabilidade.

2. ANÁLISE DO PROJECTO 2.1 Análise da situação

Não constituindo novidade, hoje em dia, a agricultura constitui a base para a sobrevivência do homem por esta razão considerado o sector de base. Mundialmente tem-se discutido para que muitos sectores como bancos, distintas ONGs e o governo, invistam suas actividades viradas na agricultura de modo que se aumente a produção e produtividade agrícola para evitar a super dependência de produtos alimentares externos.

Em Moçambique, a situação não é diferente sendo por esta razão a instalação das Direcções Provinciais de Agricultura (DPA) e Segurança Alimentar e outras ONGs em todas províncias, para assegurar, coordenar e promover o desenvolvimento do sector agrário nas comunidades, distritos, província e no País em geral.

No que concerne a percepção das comunidades locais sobre o projecto, é de salientar que não constitui novidade, pois quase todas comunidades rurais de Moçambique no geral e de Machaze em particular sobrevivem na base da prática de agricultura de sequeiro. Neste caso a implantação do presente projecto não trará constrangimentos, e por conseguinte as mesmas comunidades ganharão coragem cada vez mais de adoptar também a este tipo de agricultura. E quando a maior parte da comunidade adopta a este tipo de agricultura, o distrito alcançará outros níveis de desenvolvimento quanto a questão da produção agrícola.

2.2 Análise SWOT/FOFA

Para o presente projecto são considerados como forças, oportunidades, fraquezas e ameaças os seguintes aspectos:

Tabela 1: Análise SWOT do projecto

Pot n c ial ad es

Ambiente interno Ambiente externo

Forças Oportunidades Experiencia de operadores do projecto na matéria;

Localização do campo agrícola junto ao rio Ripembe facilitara o processo de irrigação a qualquer período do ano;

Existência de sistemas de irrigação torna a agricultura mais produtiva a qualquer período do ano

Agricultura que não depende das chuvas pelo uso de sistemas de irrigação facilitara a produção mesmo nas dificuldades de chuvas;

Independência das chuvas para se levar a cabo a produção agrícola;

Preocupação de todos ter se alimentação a preço acessível torna o projecto sempre competitivo;

Existência de quadros altamente qualificados capazes de coordenar e traçar estratégias nas tomadas de decisões no projecto;

Riscos mínimos observados

Conhecimento dos benefícios da área onde pretende se pruduzir;

Fr agil ad es Fraquezas Ameaças

Falta de recursos materiais e financeiros para se levar avante o projecto Instabilidade política do país

3. ESTRATÉGIAS DE MARKETING

3.1 Produto Tem como principal produto a produção e comercialização de espécies agrícolas imprescindíveis no quotidiano humano, a saber o milho, o tomate, a cebola, cana-de-açúcar e outras de grande importância económica como o gergelim e castanha de cajú. De referir que a comercialização do milho poderá consistir em duas fases das quais fase miúda e fase seca. A fase miúda irá consistir na venda de maçaroca enquanto a seca ira consistir na venda do próprio milho para farinha ou outro fim a partir do milho seco.

nível aceitável em consonância com a real situação do mercado

3.2 Preço O preço poderá variar em função da dinâmica mercantil, tomando como base a situação real do mercado que se vive naquele instante. O tomate, a couve e a cebola, devido a perecibilidade (deterioração) serão comercializados logo após a colheita, enquanto o milho, o gergelim e a castanha de caju podem ser armazenados durante um tempo suficiente de modo que o preço no mercado atinja os patamares requeridos. Ainda de referir que o preço de venda vai se dividir em produto deteriorável e armazenável a longo termo. Para o produto deteriorável será descontado até 5% ao cliente que comprar até 10 latas/caixas ou mais. Já para o armazenável a longo prazo, poderá se preferir do comprador que precisar o produto a preço maior em relação aos outros e a

3.3 Praça Durante a comercialização, os produtos dependendo da quantidade serão distribuídos em três mercados, a saber no local de produção para compradores em quantidade, na localidade de Chipopópo e na sede do distrito, podendo se identificar mais mercados em função da quantidade, qualidade e preço dos produtos no mercado.

3.4 Promoção Serão considerados como canais de promoção a rádio comunitária de Chitobe, uso de telefones, descontos para os que necessitam em quantidades, além da promoção boca a boca em função da qualidade dos produtos.

3.4 Parceiros Visto que o projecto ainda está na fase embrionária, não conta com muitos parceiros, sendo eles a DECA, LANDOLAKES, IIAM e Sr. Bora Nhamunda (agricultor de referência no distrito).

3.5 Fornecedores O projecto terá como fornecedores a DPA, PMA, FAO, PROMAC e o MITEADER.

4. GESTÃO DO PROJECTO

4.1 Gestão do pessoal (Recursos humanos) Na primeira fase, o projecto não conta com muito pessoal, para evitar-se que haja muitas despesas antes da melhor inserção no mercado, podendo contar com o coordenador do projecto, vice coordenador, assistente das actividades de campo e um ajudante.

4.2 Gestão de conflitos A resolução de qualquer conflito observado no decorrer do trabalho será feita tendo em conta as estruturas locais, dependendo da complexidade e necessidades do conflito, podendo começar do régulo comunitário, Polícia da Republica de Moçambique (PRM), centro de mediação, tribunal, sucessivamente.

4.3 Processo de monitoria e avaliação Para o presente projecto a monitoria será feita em todas actividades principais, desde a compra do material, transporte, abertura do campo de cultivo, em função da alocação de recursos (eficiência), tempo gasto (eficácia), riscos identificados, problemas e conflitos. De referir que os problemas identificados servirão de base para o sucesso da segunda fase do projecto pelo traço de estratégias de mitigação correspondentes.

4.4 Gestão de riscos Como ferramenta imprescindível para o desenvolvimento de qualquer projecto, para o presente projecto serão identificados os riscos e sua posterior estratégia de mitigação em função da actividade proposta, como ilustra a tabela na página a seguir:

Projecto Agri-Mutane (Por Mutane, Edson Zacarias-EGFB) 9 Tabela 2: Identificação e mitigação de riscos

Actividade Fase da actividade Potencial risco Medida de mitigação

Plantação de produtos agrícolas;

Fase de Sementeira

Escavação por animais bravios (galinha do mato, lebre, cabrito e macaco pimpim)

Vedação do campo a Lala palm, uso de cães para afugentamento, batuques e estátuas falsas

Destruição por bactérias e insectos Compra de sementes… …

Plantio em solos pobres

Uso de adubo orgânico (estrume de gado bovino, caprino e avicultura e restos de plantas)

Fase de crescimento

Avaria de máquinas de irrigação

Manutenção diária, semanal e mensal antes e após o uso de máquina e reposição de peças danificadas

Uso da máquina segundo as recomendações preestabelecidas pelos fabricantes

Doenças contagiosas Uso de pulverizadores e pesticidas

Ataques por insectos e animais (gafanhotos, ratazanas, lebres e cabritos)

Uso de Pesticidas (bactérias e insectos), herbicidas (recuperação de culturas);

Furto de equipamentos

Trancar os equipamentos no local de armazenamento e vigia-los durante o tempo de inactividade Repreender o furtivo e encaminhar para a polícia

Fase de Colheita

Destruição por animais bravios

Vedação do campo a Lala palm, uso de cães para afugentamento, batuques e uso de estátuas falsas

Queimadas descontroladas

Estabelecimento de quebra fogo nos limites do campo agrícola à savana.

Furto

Vigiar e repreender o furtivo e encaminhar as autoridades competentes

Comercialização de produtos agrícolas cultivados

Transportação Assalto Uso de armas brancas de auto defesa em colaboração com autoridades.

Venda

Burla Dever apenas as pessoas conhecidas e de confiança

Furto Vigiar e repreender o furtivo e encaminhar às autoridades competentes

Criação de gado bovino para ajudar nas plantações

Doenças contagiosas Vacinação

Furto Vigiar e repreender o furtivo e encaminhar às autoridades competentes

Ataque por ecto/endo parasitas Pulverizar o animal (deebing)

Projecto Agri-Mutane (Por Mutane, Edson Zacarias-EGFB) 10

5. PLANO OPERACIONAL

5.1 Descrição da área de cultivo O projecto será localizado na localidade de Chipopópo a mais ou menos 35 Km da sede do distrito, às proximidades do rio Ripembe. Predomina nessa área solos argilosos com alta capacidade de reter agua o que fara com que a irrigação seja feita periodicamente minimizando desta forma custos.

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