Desenvolvimento de Parâmetros Métricos - Mensuração de Riscos de Deslizamentos de Encostas de Morros em áreas vulneráveis

Desenvolvimento de Parâmetros Métricos - Mensuração de Riscos de Deslizamentos...

Proposta de Projeto: Parâmetros Métricos de Mensuração de Riscos: deslizamentos de encostas de morros em Áreas Vulneráveis

Antonio Fernando Navarro – Matr. SIAPE 2739304

Página 1 de 9

Parâmetros Métricos de Mensuração de Riscos: Deslizamentos de Encostas de Morros em Áreas Vulneráveis

Antonio Fernando Navarro

I. Objetivo:

Vários são os parâmetros que devem ser levados em consideração na identificação dos riscos de deslizamentos de encostas e na mensuração da probabilidade de as encostas virem a deslizar, por excesso de peso sobre elas devido a lixo depositado ou à ocorrência de chuvas intensas que percolando sobre o solo e entre essas massas e as rochas sãs ou degradadas do substrato, criando as condições de deslizamento de grandes volumes de material variado, atingindo velocidades maiores conforme o grau de inclinação das encostas e o volume de solo existente sobrejacente à camada de solo, levando consigo moradias, arruamentos e mesmo pessoas. Vegetações são importantes na fixação dessas camadas de solo sobre as encostas dependendo da quantidade e profundidade das raízes. A velocidade de deslizamento e a capacidade destrutiva estão na razão direta das massas de solo em deslocamento conjugadas com a declividade da encosta natural. Deve ser levado em consideração que o peso dessas massas está sempre sendo agregado com o volume de água absorvido ou adsorvido aos grãos do terreno. Maior declividade poderá significar maior deslocamento de massas. Assim, passa a ser o objetivo maior o de definir os riscos de deslizamentos das encostas ou taludes que possam atingir pessoas e bens patrimoniais próprios e de terceiros, em terrenos ocupados pela Universidade Federal Fluminense – UFF, para que se possa priorizar ações corretivas ou mitigadoras necessárias, ou definir e isolar as áreas de riscos, inclusive quanto à necessidade de desocupação ou interdição de imóveis.

I. Peritos que elaboraram a análise:

Engenheiro Civil e de Segurança do Trabalho Antonio Fernando de Araújo Navarro Pereira, CREA/RJ 42758-D, Matrícula SIAPE 1739304, lotado na Gerência de Engenharia e Fiscalização da Superintendência de Engenharia e Arquitetura da SAEP/UFF, autor da Proposta de Avaliação do grau de Risco das Encostas e, o Engenheiro Civil e de Segurança do Trabalho Antonio José Alves Pereira, representante da Defesa Civil do Município de Niterói/RJ, que convalidou as análises e o documento base de avaliação.

I. Metodologia empregada:

A metodologia empregada constituiu-se do desenvolvimento de uma ferramenta expedita de análise de riscos que levasse em consideração os principais fatores de riscos decorrentes de um escorregamento de taludes, onde a situação crítica seria a do deslocamento de grandes volumes de material orgânico e solo carreando

Proposta de Projeto: Parâmetros Métricos de Mensuração de Riscos: deslizamentos de encostas de morros em Áreas Vulneráveis

Antonio Fernando Navarro – Matr. SIAPE 2739304

Página 2 de 9 blocos rochosos, alguns com peso aproximado de 5 toneladas; empregada na avaliação de campo de 9 encostas onde ocorreram deslizamento de solo e rochas; preenchimento dessas planilhas e da análise de casa situação de per si. Destaca-se que em 5 dessas encostas inspecionadas identificaram-se vários riscos distintos, como o do deslocamento de árvores com DAP superior a 70 cm, desplacamento de rochas, deslizamento de material orgânico sobrejacente ou, em situação mais crítica, do escorregamento do talude, atingindo edificações da Universidade Federal Fluminense, edificações de terceiros contíguas aos terrenos da UFF, bens próprios e de terceiros, e o deslocamento de material bloqueando ruas internas aos Campi ou externas. O relatório de avaliação que indica, de acordo com a situação, o maior ou menor risco observado, encontra-se indicado a seguir:

Riscos avaliados Graus de Avaliação

1 2 3 1. Inclinação da encosta/talude ≤ 300 ≥ 300 e ≤ 600 ≥ 600

2. Possibilidade de Danos Materiais Pequeno Médio Grande 3. Possibilidade de Danos Pessoais Pequeno Médio Grande 4. Possibilidade de bloqueio de vias Pequeno Médio Grande 5. Baixa cobertura vegetal Grande Médio Pequeno 6. Baixa capacidade de drenagem do solo Grande Médio Pequeno 7. Drenagem ineficiente da encosta Grande Médio Pequeno 8. Existência de trincas, fissuras, rachaduras Pequeno Médio Grande 9. Escorregamento/deslizamento anterior Pequeno Médio Grande 10. Blocos de rocha soltas (≥ 100kg) Pequeno Médio Grande

IV. Locais visitados:

Campus da Praia Vermelha (três trechos de encostas), Campus do Valonguinho (dois trechos de encostas), Campus do Gragoatá e instalações do IACS na rua Lara Villela (um trecho de encosta), Faculdade de Economia (um trecho de encosta).

V. Resultado da avaliação:

Para a definição do grau de risco trabalhou-se com os indicadores definidos no item I, pontuando-se os locais, para, a partir daí, definirem-se as ações necessárias, que levam em consideração a preservação da vida humana. Assim, essas podem ser traduzidas como:

( ) proteção das encostas [gabiões, crib wall, hidro-semeadura],

( ) contenção de encostas [cortinas atirantadas, muros de arrimo, muros de gravidade, escadas hidráulicas, concreto projetado],

Proposta de Projeto: Parâmetros Métricos de Mensuração de Riscos: deslizamentos de encostas de morros em Áreas Vulneráveis

Antonio Fernando Navarro – Matr. SIAPE 2739304

Página 3 de 9

V.I. Campus da Praia Vermelha a) Encosta ao lado do acesso ao Campus da Praia Vermelha

Riscos avaliados Graus de Avaliação

Inclinação da encosta/talude ≤ 300 ≥ 300 e ≤ 600 ≥ 600 Possibilidade de Danos Materiais Pequeno Médio Grande Possibilidade de Danos Pessoais Pequeno Médio Grande Possibilidade de bloqueio de vias Pequeno Médio Grande Cobertura vegetal Grande Médio Pequeno Capacidade de drenagem do solo Grande Média Pequeno Drenagem da Encosta Grande Médio Pequeno Existência de trincas, fissuras, rachaduras Pequeno Médio Grande Escorregamento/deslizamento anterior Pequeno Médio Grande Existência de pedras (≥ 100kg) soltas Pequeno Médio Grande Grau de Avaliação: 23 pontos

V.I. Campus da Praia Vermelha b) Passagem entre o prédio “D” da Engenharia e o prédio do Instituto de Física

Riscos avaliados Graus de Avaliação

Inclinação da encosta/talude ≤ 300 ≥ 300 e ≤ 600 ≥ 600 Possibilidade de Danos Materiais Pequeno Médio Grande Possibilidade de Danos Pessoais Pequeno Médio Grande Possibilidade de bloqueio de vias Pequeno Médio Grande Cobertura vegetal Grande Médio Pequeno Capacidade de drenagem do solo Grande Médio Pequeno Drenagem da Encosta Grande Médio Pequeno Existência de trincas, fissuras, rachaduras Pequeno Médio Grande Escorregamento/deslizamento anterior Pequeno Médio Grande Existência de pedras (≥ 100kg) soltas Pequeno Médio Grande Grau de Avaliação: 25 pontos

V.I. Campus da Praia Vermelha c) Encosta em frente ao prédio do Instituto de Física Riscos avaliados Graus de Avaliação

Proposta de Projeto: Parâmetros Métricos de Mensuração de Riscos: deslizamentos de encostas de morros em Áreas Vulneráveis

Antonio Fernando Navarro – Matr. SIAPE 2739304

Página 4 de 9

Inclinação da encosta/talude ≤ 300 ≥ 300 e ≤ 600 ≥ 600 Possibilidade de Danos Materiais Pequeno Médio Grande Possibilidade de Danos Pessoais Pequeno Médio Grande Possibilidade de bloqueio de vias Pequeno Médio Grande Cobertura vegetal Grande Médio Pequeno Capacidade de drenagem do solo Grande Médio Pequeno Drenagem da Encosta Grande Médio Pequeno Existência de trincas, fissuras, rachaduras Pequeno Médio Grande Escorregamento/deslizamento anterior Pequeno Médio Grande Existência de pedras (≥ 100kg) soltas Pequeno Médio Grande Grau de Avaliação: 21 pontos

V.I. Campus do Valonguinho a) Talude ao lado das obras do Anexo do Anatômico

Riscos avaliados Graus de Avaliação 1 2 3

Inclinação da encosta/talude ≤ 300 ≥ 300 e ≤ 600 ≥ 600

Possibilidade de Danos Materiais Pequeno Médio Grande Possibilidade de Danos Pessoais Pequeno Médio Grande Possibilidade de bloqueio de vias Pequeno Médio Grande Cobertura vegetal Grande Médio Pequeno Capacidade de drenagem do solo Grande Médio Pequeno Drenagem da Encosta Grande Médio Pequena Existência de trincas, fissuras, rachaduras Pequeno Médio Grande Escorregamento/deslizamento anterior Pequeno Médio Grande Existência de pedras (≥ 100kg) soltas Pequena Médio Grande Grau de Avaliação: 25 pontos

V.I. Campus do Valonguinho b) Talude próximo ao antigo Ciclotron (Instituto de Física)

Riscos avaliados Graus de Avaliação 1 2 3

Inclinação da encosta/talude ≤ 300 ≥ 300 e ≤ 600 ≥ 600 Possibilidade de Danos Materiais Pequeno Médio Grande Possibilidade de Danos Pessoais Pequeno Médio Grande Possibilidade de bloqueio de vias Pequeno Médio Grande Cobertura vegetal Grande Médio Pequeno Capacidade de drenagem do solo Grande Médio Pequeno Drenagem da Encosta Grande Médio Pequeno Existência de trincas, fissuras, rachaduras Pequeno Médio Grande

Proposta de Projeto: Parâmetros Métricos de Mensuração de Riscos: deslizamentos de encostas de morros em Áreas Vulneráveis

Antonio Fernando Navarro – Matr. SIAPE 2739304

Página 5 de 9

Escorregamento/deslizamento anterior Pequeno Médio Grande Existência de pedras (≥ 100kg) soltas Pequeno Médio Grande Grau de Avaliação: 2 pontos

V.I. Campus do Gragoatá Não foram observados riscos significativos

V.IV. Instalações do IACS

Riscos avaliados Graus de Avaliação

1 2 3 Inclinação da encosta/talude ≤ 300 ≥ 300 e ≤ 600 ≥ 600

Possibilidade de Danos Materiais Pequeno Médio Grande Possibilidade de Danos Pessoais Pequeno Médio Grande Possibilidade de bloqueio de vias Pequeno Médio Grande Cobertura vegetal Grande Médio Pequeno Capacidade de drenagem do solo Grande Médio Pequeno Drenagem da Encosta Grande Médio Pequeno Existência de trincas, fissuras, rachaduras Pequeno Médio Grande Escorregamento/deslizamento anterior Pequeno Médio Grande Existência de pedras (≥ 100kg) soltas Pequeno Médio Grande Grau de Avaliação: 26 pontos

Resumo:

Para a avaliação final dos resultados considerou-se que alguns dos riscos avaliados devem ter um peso diferenciado, ou ponderados, pois podem ser a primeira causa básica da ocorrência dos deslizamentos de encostas. Desta forma, atribuem os seguintes pesos:

demais itens peso 1 (um).

Assim, os pontos obtidos em cada um dos locais passam a ser de – pesos corrigidos:

Locais Pontos Resultado

V.I.b. 41 ( ),( ) V.I. zero Avaliação periódica

Proposta de Projeto: Parâmetros Métricos de Mensuração de Riscos: deslizamentos de encostas de morros em Áreas Vulneráveis

Antonio Fernando Navarro – Matr. SIAPE 2739304

Página 6 de 9

( ) proteção das encostas ( ) interdição de áreas ( ) remoção de casas

VI. Considerações finais:

A presente avaliação não descarta a possibilidade de intervenções em outros locais não contemplados na presente visita, assim como não exclui a possibilidade da aplicação de outras formas ou técnicas de prevenção que possam ser adotadas, empregando-se as boas técnicas de engenharia, assim como não contempla eventuais riscos ocultos (redibitórios) ou que não tenham sido informados ou descritos, como, por exemplo, o de matacões próximos à superfície, lençóis freáticos rasos, entre outros.

Niterói, 20 de abril de 2010.

Antonio Fernando de Araújo Navarro Pereira

Engenheiro Civil / Engenheiro de Segurança do Trabalho CREA/RJ – 42.758-D Matrícula SIAPE 1739304

Fotografias das Encostas visitadas:

Proposta de Projeto: Parâmetros Métricos de Mensuração de Riscos: deslizamentos de encostas de morros em Áreas Vulneráveis

Antonio Fernando Navarro – Matr. SIAPE 2739304

Página 7 de 9

Proposta de Projeto: Parâmetros Métricos de Mensuração de Riscos: deslizamentos de encostas de morros em Áreas Vulneráveis

Antonio Fernando Navarro – Matr. SIAPE 2739304

Página 8 de 9

Proposta de Projeto: Parâmetros Métricos de Mensuração de Riscos: deslizamentos de encostas de morros em Áreas Vulneráveis

Antonio Fernando Navarro – Matr. SIAPE 2739304

Página 9 de 9

Comentários