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AMANDA NUNES – B931BH-6 ANA PAULA DA SILVA – B8929E-0 EDUARDO ASSENZA – B6026B-6 NATÁLIA VILAS – T116FC-7 ROSÂNGELA MATOS – B91EDJ-2

ATIVIDADE PRÁTICA SUPERVISIONADA: Semiologia

AMANDA NUNES – B931BH-6 ANA PAULA DA SILVA – B8929E-0 EDUARDO ASSENZA – B6026B-6 NATÁLIA VILAS – T116FC-7 ROSÂNGELA MATOS – B91EDJ-2

ATIVIDADE PRÁTICA SUPERVISIONADA: Semiologia

Trabalho de Atividade Prática Supervisionada sobre a disciplina de Semiologia do curso de

Fisioterapia apresentado à Universidade Paulista – UNIP

Orientadora: Profª. Ms. Gisele Ladik

SANTOS 2014

Resumo e Introdução Anamnese ATM Ombro Cotovelo Punho e Mãos Quadril Joelho Tornozelo e Pés Coluna

Cervical Torácica Lombar Avaliação Postural

O presente trabalho vem enfatizar o que foi observado em sala de aula, a importância da disciplina Semiologia para os futuros fisioterapeutas, sua aplicação pratica na realidade profissional .Este trabalho traz em seu corpo um registro das técnicas e estudos realizados durante o primeiro semestre de 2014, baseado nos conteúdos ministrados na disciplina de Semiologia desenvolvidos pela Prof. Gisele Ladik Antunes, da Universidade Paulista. Através de revisão bibliográfica e de conhecimentos adquiridos em aula esse trabalho foi elaborado sob a supervisão da titular docente da disciplina. Ao longo do curso ficou evidente a utilidade da disciplina para o sucesso do futuro profissional.

Palavras chave: semiologia, fisioterapeuta, teste de força muscular, ADM, avaliação.

Semiologia esta relaciona da ao estudo dos sintomas das doenças, é muito importante para assertividade de um diagnostico das enfermidades. A semiologia aplicada a fisioterapia traz recursos para avaliação das enfermidades musculoesqueléticas, qualificando e descrendo, enumerando as.

Transmite um sentido critico e investigativo ao fisioterapeuta para uma melhor abordagem terapêutica junto aos pacientes atendidos, através da anamnese é possível relacionar o histórico antecedente do paciente, o progresso de sua queixa. Possibilita desenvolver um olhar clinico das estruturas anatômicas, da palpação, da goniometria, teste de força muscular dos procedimentos envolvidos na avaliação do paciente.E com essa base de dados diagnosticar e orientar um tratamento adequado com fundamentos técnicos científicos.

Anamnese (do grego Ana, trazer, de novo, Mnesis memória) não é mais do que uma entrevista realizada entre profissional de saúde e o paciente. É o primeiro passo para um diagnostico e sua utilidade vai bem além, ela busca a compreensão de fatos anteriores que sejam relacionados a análise das queixas do paciente, que possam orientar quanto a conduta e o tratamento a serem ministrados.

A importância da anamnese não deve ser minimizada, ela deve considerar perguntas como:

Identificação do paciente.

A queixa do paciente: ordem cronológica dos sintomas, localização dos sintomas, quais coesões estão limitadas, fator desencadeante (trauma, genética, queda...), tipo de dor.

Antecedentes pessoais e familiares.

Exames complementares.

Hábitos de vida do paciente.

As perguntas devem ser feitas seguindo o critério de perguntas abertas, perguntas focadas e perguntas fechadas:

1. Perguntas Abertas: perguntas feitas de forma que o paciente se sinta livre para expressar, sem nenhuma reserva ou limitação. 2. Perguntas Focadas: são do tipo aberta, mas com assuntos específicos, o paciente deve se sentir a vontade para falar, mas somente sobre um tema ou sintoma. 3. Perguntas Fechadas: são diretas com objetivo especifico, são usadas para complementar o diagnostico.

INSTRUÇÕES GERAIS: Todos os campos deverão ser preenchidos a partir de informações fornecidas pelo trabalhador e obtidas durante o exame médico. Outras fontes de informação a serem utilizadas são: prontuário médico, prontuário de consultas anteriores, Comunicação de Acidentes do Trabalho (CAT), relatórios, pedidos de encaminhamento, etc. Quando houver divergência entre as informações das fontes secundárias, procure elucidar os fatos com o trabalhador.

Atividades da Vida Prática (AVPs): atividades domiciliares, do cotidiano.

Atividades da Vida de Diárias (AVDs): dizem respeito às atividades laborativas, das mais simples às mais complexas, em diferentes postos de trabalho, respeitando-se os limites biomecânicos.

Atividades da Vida de Lazer (AVLs): são atividades que envolvem a satisfação, o descanso, o interesse do indivíduo como, por exemplo, esporte, jogos, jogos de salão, dança, teatro, leitura, cinema, música, grupos de atividades recreacionais, entre outros.

Pontos importantes de uma anamnese

1. Deve se estabelecer uma ordem cronológica. 2. Nenhuma informação deve ser desconsiderada, com termos de compreensão do paciente, transcrita de forma clara e organizada, com escrita formal e técnica. 3. A observação do ambiente, a complementação de dados com parentes e outras pessoas que possam colaborar com essa coleta de dados. 4. Após a Anamnese serão solicitados exames físico e exames clínicos, o exame clinico começa com avaliação do paciente ao entrar na sala de consulta, neste momento pode se observar . O caminhar, a postura, a necessidade de apoio para caminhar, uso de muletas e ou apoios, faces de dor. Após este primeiro contato pode se fazer uma inspeção mais minuciosa

Comentários sobre o diagnóstico:

A comparação do exame com a anamnese pode ajudar a fechar um diagnóstico. Por exemplo, o exame levou a suspeita de uma lesão em C3 ou C4. Na anamnese consta que o paciente apresenta ponto doloroso na região do músculo supraespinhoso, então é mais provável que se trate de C4. Se não houver queixa de dor irradiada, o mais provável é C3 (ver sintomatologia do exame cervical detalhado — p. 64).

ATM- Articulação Temporomandibular

Anatomia

A articulação temporomandibular é uma articulação da mandíbula com o crânio, especificamente o processo condilar da mandíbula com o osso temporal. Esta é uma articulação sinovial, ou seja, apresenta um espaço entre os ossos, espaço sinovial preenchido por um líquido lubrificante especial: o liquido sinovial, também chamado de sinóvia. É classificada como bicondilomeniscartrodia conjugada ou biginglimoartrodial composta. São duas superfícies ósseas envolvidas: Cada uma destas superfícies ósseas é recoberta por uma cartilagem, a cartilagem articular.

Entre estas duas cartilagens existe um fino disco ovalado, chamado de disco articular ou fibrocartilagem interarticular. Tem a função de melhorar a coaptação entre o processo condilar e a fossa mandibular e ainda absorve impacto.

A simetria ditada pela ATM tem que ser constante. Unida com as articulações da coluna cervical e cintura escapular, a ATM transforma-se em um perceptível pêndulo, consequentemente sua distonia provocará distúrbios posturais diretos na coluna cervical e na cintura escapular, promovendo assim, alterações posturais que podem acometer a coluna lombar e os membros inferiores. Não existe sequer exatas confirmações científicas de que a disfunção da ATM pode levar a tal disfunção postural de lombar para baixo, mas muitos estudos na área da saúde demonstraram alguns pacientes com tais alterações posturais e possuíam uma disfunção temporomandibular.

No lado temporal, a superfície articular é a fossa mandibular, depressão côncava na porção escamosa do osso temporal. No lado mandibular, a articulação se dá pelo côndilo da mandíbula. Cada uma destas superfícies ósseas é recoberta por uma cartilagem, a cartilagem articular.

Toda a articulação é envolvida por uma estrutura fibrosa, chamada de cápsula articular, que se classifica morfologicamente como tecido conjuntivo fibroso. Além dela, existem ainda três ligamentos mantendo a articulação:

Ligamento esfenomandibular ou ainda ligamento lateral interno; Ligamento temporomandibular ou ainda ligamento lateral externo;

Ligamento estilomandibular ou ligamento estilomaxilar.

Morfologicamente os ligamentos se classificam como tecido conjuntivo denso modelado. A mesma classificação morfológica dos tendões, mas estes ligam músculos a ossos. Os ligamentos, ossos com ossos, dando suporte e fixação que só a cápsula articular não bastaria, deixando o membro com a impressão de frouxidão ou solto no espaço.

Tipos de movimentos

As possíveis movimentações da mandíbula são bastante complexas, podendo ser as abaixo descritas, isoladas ou combinadas. Depressão da mandíbula. Elevação da mandíbula. Protusão da mandíbula. Retração da mandíbula. Lateralização da mandíbula.

Destes movimentos básicos derivam os vários tipos de movimentos relacionados à fala e à mastigação. Na posição de repouso a boca permanece ligeiramente aberta, os lábios permanecem próximos, os dentes não mantem contato e sim levemente afastados. Na posição de congruência máxima, os dentes encontram-se fortemente cerrados e a cabeças condilares encontramse na face posterior da articulação. A oclusão cêntrica é a relação entre o maxilar, mandíbula e os dentes onde há um contato máximo dos dentes. Tratase da posição assumida pela mandíbula na deglutição.

As articulações temporomandibulares deslocam-se ativamente apenas para frente e discretamente para os lados. Durante o movimento da abertura da boca, os côndilos da articulação permanecem sobre o disco das eminências articulares e qualquer movimento súbito, como o bocejo pode deslocar um ou ambos os côndilos para frente. As articulações temporomandibulares são inervadas por ramos provenientes dos ramos aurículo temporal e masseter do nervo mandibular, a abertura normal da boca ocorre quando se consegue colocar três dedos verticais entre dentes incisivos.

Exame Físico

Palpe o espaço articular, a procura de estalido e dor, teste a amplitude movimentos, pedindo que o paciente realize os seguintes movimentos:

1. Abrir e fechar a boca 2. Mover a mandíbula lateralmente 3. Fazer protusão e retração da mandíbula. 4. Teste a força dos músculos temporais com a boca do paciente fechada.

Para palpar a art. Temporomandibular coloque os dedos indicadores no canal auditivo do paciente. O movimento da ATM pode ser sentido quando paciente abre a boca, o desvio do movimento padrão da ATM é observado e deslocamento da ATM ao abrir a boca é sentido a palpação.

Testes de ATM 1. Teste de Chovstek – Reflexo Mandibular

Disfunções de Atm.

Dor miogênica: desconforto e dor nos músculos da mastigação, podendo atingir até o músculo do pescoço e ombro. Desarranjos internos da ATM: Significa que existe um disco articular deslocado ou mal posicionado, ou mesmo lesão da articulação. Doença degenerativa da ATM: como osteoertrite ou artite reumatóide da ATM.

Causas das Disfunções

Traumatismo Aceleração e desaceleração cervical

Brusco movimento da cabeça para frente e para trás, causa estiramento e compressão dos componentes da ATM, podendo danificá-la.

A excessiva abertura da boca: pode trazer danos os ligamentos, à capsula articular, ou mesmo do disco articular.

Má oclusão: a mordida inadequada pode estar relacionada à discrepâncias de bases ósseas maxilo - mandibulares ou à desarmonia dental.

Alterações dos músculos faciais, espasmos nos músculos mastigatórios desencadeados por tensão ou estresse, artrite ou fixações na articulação temporomandibular.

Bruxismo: Ranger os dentes ao dormir, tumores e problemas de crescimento da mandíbula.

Outros problemas: Alterações sistêmicas, morfológicas congênitas, discrepâncias estruturais maxilo – mandibulares, estresse físico e psicológico, alterações hormonais.

Sintomas:

Dor nas articulações; Cefaléia; Ruídos nas articulações (estalido ou rangido); Dificuldade de abrir totalmente a boca (contraturas musculares, calcificação articular); Dificuldade de mastigar; Mudança na postura da cabeça (Cabeça inclinada pra frente); Dor de ouvido; Desgaste dental; Zumbido e Sensação de mordida torta, desalinhada, cruzada.

O ombro e uma estrutura articular com um design que capacita uma máxima mobilidade e amplitude de movimentos, formado por uma articulação do tipo esferoide, essa maior mobilidade gera uma área de instabilidade igual sendo assim sujeita a patologias. Entender sua estrutura e funcionamento, nos leva a compreender o mecanismo das lesões.

A Anatomia do Ombro:

Os Ossos fazem parte da estrutura óssea que compõe o ombro:

Úmero (osso do braço), escápula, clavícula, esterno, costela.

Essas estruturas composta de ossos, articulações, ligamentos e músculos formam a cintura escapular.

Os Ligamentos

A cápsula articular é o que mantém os ossos do ombro unidos, existem ligamentos na face anterior que são ligamentos da gleno-umeral superior, médio e inferior, sendo este último maior e mais importante para estabilidade anterior da articulação. Na face posterior temos o ligamento gleno-umeral posterior responsável pela estabilidade posterior da articulação. Existem os ligamentos que unem a clavícula e o acrômio (acromioclavicular), e dois ligamentos coracoclaviculares (trapezoide e conóide).

As Articulações

O ombro e formado por três articulações: esternoclavicular, acromioclavicular, glenoumeral.

Os músculos

Os músculos que fazem parte deste segmento são: deltóide, supraespinal, infra-espinal, redondo Menor, redondo Maior e subescapular.

Manguito Rotador: é o conjunto de músculos que tem como sua principal função manterem a cabeça do úmero contra a cavidade glenóide, reforçar a cápsula articular. Fazem parte do manguito rotador: supra-espinoso, infraespinoso, redondo menor e subescapular

Exame Físico do ombro 1. Inspeção e observação

O ombro deve ser examinado nas vistas anterior, posterior e lateral, deve se avaliar possíveis alterações ósseas, edemas, temperatura, estalidos, hipersensibilidade ou crepitação.

2. Palpação Óssea e de tecidos Moles

Palpar as estruturas ósseas, esterno, clavícula, acrômio, cabeça do úmero, processo coracoide escápula, tendões do manguito rotador, articulações esternoclavicular, acrômioclavicular, escapulo torácica porção longa do bíceps braquial, tuberosidade maior e menor do úmero, sulco bicipital.

3. Goniométria e Perimetria

O que se espera obter com a goniometria e perimetria determinar através da mensuração do paciente a presença ou não de disfunção, estabelecer o diagnostico e possível tratamento.

4. Testes de Função, Força Muscular, Mobilidade Ativa ou Passiva.

Deve se observar limitações na amplitude de movimentos, quando e onde durante os movimentos ,ocorre o início da dor, se o movimento intensifica a dor, ritmo qualidade do movimento, padrão das articulações e os movimentos das mesmas.

Movimentos Ativos: Movimento articular sem qualquer auxilio do examinador, o objetivo e saber a capacidade de coordenação, força muscular e da amplitude de movimento do avaliado.

Movimento Passivo: Movimento realizado com auxilio do avaliador, sem auxilio do individuo, a amplitude de movimento passiva fornece informação exata sobre a integridade das superfícies articulares e estabilidade das capsulas articulares, ligamentos e músculos.

MovimentoGraus de Movimento
Flexão0 -180
Extensão0 - 45
Adução0 - 40

Goniometria do ombro Abdução 0 -180

Rotação Lateral0 – 90

Rotação Medial 0 - 90

Amplitude Articular-Goniometria

Flexão do Ombro

O movimento ocorre na articulação glenoumeral no plano sagital, sendo acompanhado por movimentos nas articulações esternoclavicular, acromioclavicular e escapulotorácica.

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