Fisioterapia - EBOOK

Fisioterapia - EBOOK

(Parte 1 de 7)

Curso: FISIOTERAPIA

Organizador(es): Prof. Larissa Mariana Veloso de Oliveira

QUESTÃO Nº 1 Autor(a): Cláudio Lísias Monteiro da Cruz

QUESTÃO Nº 12 Autor(a): Maysa Ferreira Martins Ribeiro

QUESTÃO Nº 13 Autor(a): Gabrielly Craveiro Ramos

QUESTÃO Nº 14 Autor(a): Larissa Mariana Veloso de Oliveira

QUESTÃO Nº 15 Autor(a): Dalley César Alves

QUESTÃO Nº 16 Autor(a): Larissa Mariana Veloso de Oliveira

QUESTÃO Nº 17 Autor(a): Larissa Mariana Veloso de Oliveira

QUESTÃO Nº 18 Autor(a): Larissa Mariana Veloso de Oliveira

QUESTÃO Nº 19 Autor(a): Larissa Mariana Veloso de Oliveira

QUESTÃO Nº 20 Autor(a): Patrícia Leite Álvares Silva

QUESTÃO Nº 21 Autor(a): Fabiana Pavan Viana

QUESTÃO Nº 2 Autor(a): Erikson Custódio Alcântara

QUESTÃO Nº 23 Autor(a): Gabriella Assumpção Alvarenga

QUESTÃO Nº 24 Autor(a): Larissa Mariana Veloso de Oliveira

QUESTÃO Nº 25 Autor(a): Cejane Oliveira Martins Prudente

QUESTÃO Nº 26 Autor(a): Larissa Mariana Veloso de Oliveira

QUESTÃO Nº 27 Autor(a): Adroaldo José Casa Junior

QUESTÃO Nº 28 Autor(a): Francine Aguilera

QUESTÃO Nº 29 Autor(a): Fabiana Pavan Viana

QUESTÃO Nº 30 Autor(a): Dálley Cesar Alves

QUESTÃO Nº 31 Autor(a): Valéria Rodrigues Costa de Oliveira

QUESTÃO Nº 32 Autor(a): Zíngarah Májory Tôrres de Arruda

QUESTÃO Nº 3 Autor(a): Elizabeth Rodrigues de Morais

QUESTÃO Nº 34 Autor(a): Adriana Marcia Monteiro Fantinati

QUESTÃO Nº 35 Autor(a): Zíngarah Májory Tôrres de Arruda

QUESTÃO Nº 36 Autor(a): Adroaldo José Casa Junior

QUESTÃO Nº 37 Autor(a): Priscila Valverde Oliveira Vitorino

QUESTÃO Nº 38 Autor(a): Larissa Mariana Veloso de Oliveira

QUESTÃO Nº 39 Autor(a): Larissa Mariana Veloso de Oliveira

QUESTÃO Nº 40 Autor(a): Fabiana Pavan Viana

QUESTÃO Nº 1

O tecido conjuntivo forma uma rede contínua responsável pelas relações espaciais entre as células, os tecidos e os órgãos do corpo. Os constituintes do tecido conjuntivo são quase sempre os mesmos: fibras (colágenas, elásticas e reticulares); substância fundamental amorfa ou matriz extracelular, e células. As características do tecido conjuntivo dependerão da função de cada região. A combinação de proporções específicas dos constituintes resulta em tipos de tecido conjuntivo estruturalmente diferentes, com propriedades mecânicas próprias: o frouxo ou areolar e o denso. São os estresses mecânicos da atividade motora normal que determinam a constituição do tecido conjuntivo. A partir das informações acima, avalie as afirmações a seguir. I. O tecido conjuntivo frouxo adapta-se com o encurtamento e contração de suas fibras caso não haja movimento adequado, como no caso de uma imobilização. I. As cicatrizes são formadas por tecido denso e sem orientação, se não forem submetidas a estímulos mecânicos. I. As fáscias musculares estão em continuidade com os tendões e aponeuroses musculares, formando um sistema interligado, adaptado à transmissão de tensões mecânicas. IV. As diversas fases do processo de reparo do tecido conjuntivo não interferem na redução do risco de recidiva das lesões musculoesqueléticas. V. O tecido conjuntivo pode apresentar maior proporção de fibras e se tornar denso se houver necessidade de resistência. Se a resistência é requerida em direção preferencial, haverá orientação das fibras colágenas segundo esta orientação.

É correto apenas o que se afirma em

A) I, I, II e IV

B) I, I, II e V C) I, I, IV e V

D) I, I, IV e V E) I, II, IV e V

Gabarito: Letra B

Tipo de questão: Objetiva

Conteúdo avaliado: Tecido Conjuntivo

Autor(a): Cláudio Lísias Monteiro da Cruz

Comentário: Em primeiro lugar, é bom destacar que esta questão foi muito bem elaborado, mostrando a necessidade de conhecimentos multidisciplinares, por parte dos acadêmicos de fisioterapia.

Quem não tem uma boa base de histologia, anatomia, fisiologia e clínica, não tem condições de responde-la correta.

Em segundo, consideremos a necessidade do fisioterapeuta ter, em sua formação, conhecimento sobre terapias manuais no trabalho específico do tecido conjuntivo, local de desenvolvimento de diversas doenças incapacitantes e deformantes, portanto disfuncionais.

Autores com Bloom- Fawcet falam da histologia, inclusive destacando que as fibras reticulares do TC, possivelmente sejam fibras de colágeno ou elastina, que ainda se encontram em fase de maturação, aguardando os depósitos de licina ou valina que as definirão como um, ou outro tipo de fibra.

Também é bom destacar que a Osteopatia de Leon Chaitow, estudando a manipulação do TC, conclui que o tensionamento, em suas diversas maneiras, é um fator determinante na organização do tecido conjuntivo.

Amélia Pascoal Marques também demonstrou o que ocorre com o tecido conjuntivo imobilizado em tensão e sem tensão, destacando a desorganização de TC não posicionado, portanto a perda das funções, quando em aproximação de suas fixações. Para Ida Rolf, bioquímica estudiosa da manipulação do TC, é com a mão que o terapeuta atento, treinado e embasado cientificamente, consegue fazer a liberação mio-fascial. Para exercer suas funções estruturais e imunológicas, o TC precisa estar bem organizado, sem sobreposições e aderências, que impeçam o livre deslocamento do líquido lacunar, que faz a osmose ser uma realidade mantenedora e restauradora da vida celular. A reparação adequada de órgãos e tecidos diversos do corpo humano, portanto, depende da boa condição do TC que os envolve, forma, fixa, protege, une, nutre e muito mais. Desta forma, o TC precisa ser corretamente mobilizado ou mesmo imobilizado, normalmente em posição de "alongamento", para que ocorra reparação e diminuição de risco de recidiva de lesão musculoesquelética.

A teoria do "icosaedro" de tensão, fala da continuidade da fascia com as aponeuroses musculares, mostrando que as tensões são transmitidas a todas as estruturas interligadas, tanto quando corretamente desencadeadas, quanto em acidentes ou posturas e gestos inapropriados. Os estímulos tensionais lentos, graduais e progressivos, tornam o TC mais livre e organizado, enquanto os contínuos e frequentes, provocam uma resposta em densificação tecidual, muitas vezes protetora e funcional.

Referências:

QUESTÃO Nº 12

No estudo do córtex cerebral, é abordada a consolidação da aprendizagem/reaprendizagem motora. Algumas estratégias mimetizam ações pelo pensamento e outras envolvem observação do ato motor. As propostas que geram plasticidade adaptativa cortical favorável à recuperação funcional envolvem

A) imagética e abordagem da reaprendizagem motora. B) conceito Bobath e conceito de aprendizagem motora.

C) prática mental e sistema cortical de neurônios espelho. D) método de facilitação neuromuscular proprioceptiva e conceito Bobath.

E) Abordagem da reaprendizagem motora e facilitação neuromuscular proprioceptiva.

Gabarito: Letra C Tipo de questão: Objetiva

Conteúdo avaliado: Neurologia

Autor(a): Maysa Ferreira Martins Ribeiro

Comentário: O córtex motor é capaz de se reorganizar e de se adaptar em resposta a inúmeras perturbações.

Essa capacidade é conhecida como plasticidade e é refletida pela reorganização do mapa motor e pela recuperação da função perdida. A prática mental e a ação dos neurônios espelho são fundamentais no processo de plasticidade neuronal cortical e na reabilitação funcional. A prática mental é um método utilizado para facilitar a aprendizagem ou melhorar o movimento.

A técnica consiste em ativar áreas corticais através da imaginação repetida do ato motor que será executado por meio de uma concentração mental. Construindo a representação visual do movimento que será executado posteriormente, imitando as ações pelo pensamento. Estudos relacionados à plasticidade do córtex pré-motor de macacos constatou que os “neurônios espelho” são células que disparam impulsos quando o animal realiza uma ação específica. As mesmas células disparam quando o animal observa alguém realizar a mesma tarefa. Envolvem, portanto, a observação do ato motor. Estudos recentes têm mostrado que estes neurônios estão fortemente relacionados com a nossa capacidade de aprender. O cérebro parece associar a visão de movimentos alheios ao planejamento de seus próprios movimentos.

Referências: COHEN, H. Neurociência para fisioterapeutas: incluindo correlações clínicas. 2ª ed. São Paulo: Manole, 2001. BARATO, G. et al. Plasticidade cortical e técnicas de fisioterapia neurológica na ótica da neuroimagem. Revista Neurociência, v. 17, n. 4, 342-348, 2009.

QUESTÃO Nº 13

Entre as afirmações abaixo, identifique quais descrevem condutas de atenção primária de um fisioterapeuta inserido no Núcleo de apoio à Saúde da Família (NASF): I. Realizar palestras nas escolas acerca da importancia da postura na infância e adolescência. I. Montar grupos multiprofissionais para trabalhar técnicas de relaxamento, prevenção e analgesia para diminuição e (ou) alívio da dor. I. Identificar e encaminhar as crianças e adolescentes para tratamento junto a um serviço de fisioterapia ou centro de reabilitação. IV. Participar de equipes multiprofissionais destinadas ao planejamento, à implementação, ao controle e à execução de projetos e programas de ações básicas em saúde. V. Orientar os pais ou responsáveis, pois qualquer procedimento realizado em pediatria deve contar com a dedicação e colaboração da família para que este seja completo e eficaz.

É correto apenas o que se afirma em:

a) I, I e II. b) I, I e IV c) I, IV e V d) I, II e V e) I, IV e V

Gabarito: Anulada

Tipo de questão: Múltipla Escolha

Conteúdo avaliado: Saúde pública – atenção básica

Autor(a): Gabrielly Craveiro Ramos

Comentário: questão sem alternativa no gabarito.

Referências: Ministério da Saúde – programa saúde da família

QUESTÃO Nº 14

Nas figuras estão apresentados quadros gráficos que representam diferentes formas de ondas elétricas utilizadas como recurso fisioterapêutico. Dependendo da forma de onda, a quantidade de carga elétrica que se movimenta em cada direção pode ser igual (equilibrada) ou desigual (desequilibrada).

ROBERTSON, V; WARD, A; LOW, J; REED, A. Eletroterapia explicada: princípios e práticas. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009.

Apresentam carga movimentada equilibrada apenas as ondas expressas nas figuras

A) I e I B) I e I C) I e II

D) I e IV E) I e IV

Gabarito: Letra D

Tipo de questão: Múltipla Escolha

Conteúdo avaliado: Eletroterapia

Autor(a): Larissa Mariana Veloso de Oliveira

Comentário:

Diferentes formas de corrente elétrica tem sido utilizadas como proposta terapêutica na área da saúde. As correntes usadas na eletroterapia clínica podem ser divididas em três tipos: contínua (fluxo unidirecional contínuo), alternada (fluxo bidirecional contínuo) e pulsada (fluxo uni ou bidirecional de partículas carregadas, que param por um período de tempo finito).

As características das correntes elétricas, são melhor compreendidas, quando interpretadas graficamente. A corrente pulsada produzida de forma intermitente com movimento de elétrons em uma só direção, é referida como monofásica; enquanto a corrente intermitente com movimento de elétrons bidirecional é referida como bifásica.

Em relação ao equilíbrio, as formas de onda podem ser consideradas equilibradas ou desequilibradas. Para formas de ondas bifásicas simétricas, a quantidade total de corrente para uma fase é igual à corrente que flui na segunda fase. Essa situação pode não ser verdadeira nas ondas bifásicas assimétricas. Se para esta, o tempo integral para a corrente na primeira fase não for igual ao da segunda fase, então a forma de onda é chamada de Desequilibrada. Ou seja, se a área da primeira fase de uma forma de onda bifásica não é a mesma da segunda fase, a forma de onda é Desequilibrada e se for igual à área sob a segunda fase, é Equilibrada.

Em relação às figuras: I- Corrente Monofásica (não se aplica)

I- Corrente Bifásica Equilibrada (primeira fase equivalente à segunda) I- Corrente Bifásica Desequilibrada (primeira fase diferente da segunda) IV- Corrente Bifásica Equilibrada (primeira fase equivalente à segunda).

Referências: HAAR, GAIL TER. Eletroterapia Prática Baseada em Evidências, São Paulo: Manole:2003 ROBINSON, ANDREW.J.; SNYDER-MACKLER, L. Eletrofisiologia Clínica, Eletroterapia e Teste Eletrofisiológico. Porto Alegre: Artmedica, 2001

QUESTÃO Nº 15

LANGONE. F.; MARQUES, M.J. Atlas seccional da medula espinhal e do encéfalo humanos. Campinas: UNICAMP, 1999.

Na figura acima, observa-se um corte transverso do segmento cervical da medula espinhal. No caso de um paciente com meningeoma na parte posterior da medula espinhal e perda de função na área hachurada representada na figura, os sintomas apresentados seriam

A) Déficit na propriocepção e estereognosia. B) Baixa sensibilidade vibratória, ataxia e paralisia C) Ataxia e diminuição na sensibilidade à dor e à temperatura D) Diminuição da sensibilidade à dor e à temperatura e paralisia flácida E) Paralisia espástica abaixo do segmento e diminuição da propriocepção

Gabarito: Letra A

Tipo de questão: Objetiva

Conteúdo avaliado:

Autor(a): Prof. Dalley César Alves

Comentário: A letra A é a que atende ao enunciado, pois a região posterior da medula, ou o corno posterior da medula espinhal é responsável pela parte sensitiva, sendo assim lesão nesta área gera alteração sensitiva. Na letra A é citada alteração proprioceptiva, ou seja, sensibilidade proprioceptiva, ou de posição, reconhecimento ou identificação de posição de segmentos corporais , já estereognosia (sensibilidade epicrítica ou discriminativa), a estereognosia é um tipo de sensibilidade mais elaborada que é testada através do reconhecimento de objetos com os olhos fechados. Sendo também um tipo de sensibilidade.

As demais letras citam ataxia ( alteração principalmente cerebelar ), paresia ( fraqueza muscular ) que afeta a região anterior da medula e não a posterior. Paralisia ou plegia que também é caracterizada por lesão na região anterior da medula e não posterior. Paralisia flácida que geralmente é causada por lesão em neurônio motor inferior. Já paralisia espástica citada na letra “e” é caracterizada por lesão cortical ou piramidal, ou até mesmo lesão na região anterior da medula espinhal e não na região posterior.

Referências:

QUESTÃO Nº 16

A bioética, que a alguns desavisados parecia tratar-se de uma nova versão da ética médica tradicional e hipocrática, ampliou seu espectro para muito além dos limites tradicionais que tratam dos problemas deontológicos decorrentes das relações entre os profissionais de saúde com seus pacientes PORQUE

O neologismo ganhou notoriedade mundial, afirmando-se na prática por: multiplicação de comitês bioéticos por todo o mundo, organização de novas disciplinas especializadas nas universidades e criação de revistas científicas.

GARRAFA, V. Reflexões bioéticas sobre ciência, saúde e cidadania. Bioética. V.7, n. 1, p. 13-20, 1999.

Analisando essas afirmações, assinale a opção correta.

A) As duas afirmações são verdadeiras, e a segunda justifica a primeira. B) As duas afirmações são verdadeiras, mas a segunda não justifica a primeira. C) A primeira afirmação é verdadeira, e a segunda é falsa. D) A primeira afirmação é falsa, e a segunda é verdadeira. E) As duas afirmações são falsas.

Gabarito: Letra A

(Parte 1 de 7)

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