Atlas Digital de Histologia Basica

Atlas Digital de Histologia Basica

(Parte 1 de 2)

Fábio Goulart de Andrade

Osny Ferrari Organização

© Fábio Goulart de Andrade [organização] © OsnyFerrari [organização]

1ª Edição -Londrina -2014

Livro disponível para downloadgratuito e impressão. http://www.uel.br/ccb/histologia

Projeto gráfico: KeldreyVinicius Alicio de Paula e ValescaTurade Lima

Capítulo 1 6 TECIDO EPITELIAL DE REVESTIMENTO

Capítulo 2 20 TECIDO EPITELIAL GLANDULAR

Capítulo 328 TECIDO CONJUNTIVO: CÉLULAS

Capítulo 4 34 TECIDO CONJUNTIVO: FIBRAS, VARIEDADES E TECIDO ADIPOSO

Capítulo 542 TECIDO CARTILAGINOSO

Capítulo 6 47 TECIDO ÓSSEO

Capítulo 753 SANGUE

Capítulo 857 TECIDO MUSCULAR

Capítulo 962 TECIDO NERVOSO: NEURÔNIO E CÉLULAS DA GLIA OU DA NEURÓGLIA

Capítulo 1068 TECIDO NERVOSO: CEREBELO, PLEXO COROIDE, NERVOS E GÂNGLIOS

A identificação dos quatro tecidos básicos nas lâminas de microscopia óptica vai ser fácil e correta em função deste atlas de Histologia.

Desde a criação da Universidade Estadual de Londrina (UEL), o ensino de Histologia tem sido oferecido de maneira sistematizada para a formação de profissionais das áreas biológica, agrária e da saúde. O estudo da Histologia é de grande importância para estas áreas e se baseia na análise e interpretação de imagens dos tecidos e dos órgãos animais, observadas no microscópio.

Ao longo da história do Departamento de Histologia da UEL, foi produzida uma coleção completa de lâminas histológicas que contribuiu significativamente para a formação acadêmica de muitos dos profissionais acima citados, durante décadas.

Em uma de suas visitas no Departamento, em meados da década de 1980, o Professor

Doutor Luiz Carlos Uchoa Junqueira, autor de um dos livros de Histologia mais conhecidos no mundo, ressaltou pessoalmente a forma positiva que os professores conduziam suas aulas teórico-práticas. Os professores representavam as imagens observadas no microscópio óptico das lâminas em desenhos didáticos, o que proporcionava melhor compreensão e interpretação dos conteúdos por parte dos estudantes. Como membro deste grupo de professores, procuro ressaltar que os desenhos realmente auxiliavam no processo de aprendizagem. Além disso, esta prática foi mantida ao longo do tempo, inclusive quando fui professora de alguns dos autores deste Atlas.

Com o avanço dos recursos tecnológicos, os autores tiveram a oportunidade de documentar de maneira organizada e didática todo este acervo, visando facilitar o estudo dos tecidos na composição dos vários órgãos e estruturas que constituem os sistemas.

Vejo como positiva a iniciativa dos autores em proporcionar mais esta ferramenta de estudo, vindo ao encontro dos anseios das novas gerações que têm acesso às informações, principalmente através da internet.

Parabenizo a todos por este excelente Atlas Digital que tem como principal objetivo facilitar e disseminar o estudo de Histologia.

Neila Recanello Arrebola

Professora aposentada do

Departamento de Histologia da Universidade Estadual de Londrina

Para melhor compreensão dos assuntos relacionados à Histologia, é interessante utilizarmos metodologias que facilitem a aprendizagem. As tecnologias educacionais vêm sendo utilizadas em diversas áreas do conhecimento e têm como principal finalidade enriquecer e propiciar um aprendizado mais prazeroso, dinâmico e significativo. No universo educacional, essas novas tecnologias têm evoluído com muita rapidez e desempenham papel preponderante como elemento transformador do modo de acessar e organizar informações. Nesse sentido, paradigmas que norteavam os processos de ensino-aprendizagem, tais como os que consideravam o professor como transmissor dos conhecimentos e o estudante um mero receptor, estão sendo rompidos e novas metodologias educativas têm sido intensamente desenvolvidas.

Na busca por propostas inovadoras, a informática vem ganhando destaque como estratégia pedagógica, sendo uma alternativa facilitadora da construção do conhecimento por parte dos estudantes. Dentre as tecnologias de informação e comunicação, o computador desponta como uma das principais ferramentas, visto que, através de seu uso, é possível criar um ambiente virtual, imersivo e gráfico, fornecendo suporte à aprendizagem e possibilitando o desenvolvimento de várias propostas pedagógicas. As principais características e vantagens desta tecnologia são o fácil acesso, via internet, o potencial de representação em múltiplos formatos, o acesso a informações interconectadas e a interatividade.

Embora na internet existam muitos sites destinados ao estudo de Histologia, poucos apresentam conteúdo que se aproxima das atividades práticas desenvolvidas nas aulas de graduação do Departamento de Histologia da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Além disso, para estudos posteriores, nas aulas práticas dos últimos anos, tem sido habitual os estudantes utilizarem recursos como câmeras digitais e smartphones para fotografarem as imagens observadas no microscópio óptico. Estes fatos serviram de motivação para a criação de um projeto de ensino intitulado “Desenvolvimento de um Atlas de Histologia Básica”, com o objetivo de elaborar um livro digital contendo fotomicrografias da coleção de lâminas do Departamento de Histologia da UEL. Por conta da facilidade e pela gratuidade do acesso, optamos pelo desenvolvimento de um material de estudo digitalizado.

Neste projeto, foram envolvidos vários professores do Departamento de Histologia da UEL, bem como estudantes de graduação que já haviam cursado a disciplina de Histologia Básica. Orientados pelos professores do projeto, os estudantes reorganizaram a coleção de lâminas histológicas utilizadas nas aulas práticas e realizaram a triagem das lâminas em melhores condições para análise e captura das imagens no fotomicroscópio. Em seguida, os estudantes se reuniram periodicamente com os professores para elaborar os capítulos do atlas, selecionando e editando as imagens capturadas consideradas mais adequadas para a compreensão das estruturas e dos tecidos básicos. Assim, este Atlas Digital de Histologia Básica é resultado do trabalho colaborativo de professores e estudantes de graduação que contribuíram de maneira significativa para que o material produzido tivesse o enfoque mais didático possível.

Através da disponibilização gratuita deste atlas na internet, esperamos proporcionar mais uma ferramenta de estudo aos estudantes, direcionada à realidade vivenciada nas aulas práticas do Departamento de Histologia da UEL.

FÁBIO GOULART DE ANDRADE é Biólogo pela Universidade Estadual de Londrina (UEL); Mestre em

Agronomia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) e Doutor em Patologia Experimental pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). É professor do Departamento de Histologia da UEL desde setembro de 2001.

OSNY FERRARI é Biólogo pela Universidade Estadual de Londrina - UEL; Mestre em Ciências

Biológicas (Morfologia) pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); Doutor em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP). É professor do Departamento de Histologia da Universidade Estadual de Londrina desde fevereiro de 1976.

ANA CLÁUDIA SWARÇA é Bióloga pela Universidade Estadual de Londrina (UEL); Mestre em Genética e Melhoramento pela Universidade Estadual de Londrina (UEL); Doutora em Genética pela Universidade Federal do Paraná (UFPR); Pós-doutora pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), área: Ciências Biológicas - Genética. É professora do Departamento de Histologia da UEL desde maio de 2007.

ÂNGELA MARIA FERREIRA FALLEIROS é Bióloga pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ);

Mestre em Ciências Biológicas (Histologia) pela Universidade Estadual de Londrina (UEL); Doutora em Ciências Biológicas (Anatomia Humana) pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP). É professora do Departamento de Histologia da UEL desde março de 1991.

EDUARDO JOSÉ DE ALMEIDA ARAÚJO é Biólogo e Mestre em Biologia (Morfologia) pela Universidade

Federal de Goiás (UFG); Doutor em Ciências Biológicas (Biologia Celular) pela Universidade Estadual de Maringá (UEM); pós-doutor pela Queen Mary University of London (QMUL), área: Medicina - Neurogastroenterologia. É professor do Departamento de Histologia da UEL desde junho de 2010.

ELIANE VICTORIANO é Bióloga pela Fundação Universidade Regional de Blumenau (FURB); Mestre e

Doutora em Ciências Biológicas (Zoologia) pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP). É professora do Departamento de Histologia da UEL desde julho de 2009.

FERNANDA PACHECO LASSANCE é Bióloga pela Universidade Estadual de Londrina (UEL); Mestre em

Ciências Biológicas (Histologia) pela Universidade Estadual de Londrina (UEL); Doutora em Ciências (Biologia Celular e Tecidual) pela Universidade de São Paulo (USP). É professora do Departamento de Histologia da UEL desde março de 1982.

JÚLIO DE MELLO NETO é Biólogo pela Universidade São Judas Tadeu (USJT); Mestre em Ciências

Biológicas (Morfologia) pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP); Doutor em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo (USP). É professor do Departamento de Histologia da UEL desde julho de 2008.

SHEILA MICHELE LEVY é Bióloga pela Universidade Estadual de Londrina (UEL); Mestre e Doutora em

Ciências Biológicas (Zoologia) pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP). É professora do Departamento de Histologia da UEL desde dezembro de 2006.

Amanda Zaparoli Zucoloto, Danilo Koiti Matsuda Feltran, Felipe Campos de Almeida, Karina Maturana Pinheiro, Leonidas Gomes Angelin, Marília Fernandes Manchope, Milene Ortiz Silva, Natália Kimie Matsubara, Nichelle Antunes Vieira e Victor Hugo Clébis GRADUANDOS DO CURSO DE ODONTOLOGIA DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA:

Camila Gomedi, Camila Mitie Carrasco Nakagawa, Carla Barbosa Pereira, Carlos Augusto Munhoz Araújo, Christopher Brian Bernini e Lima, Diego Campana Hilário, Eduardo Dallazen, Emanuela Paluski Pereira, Erika Caroline Steinle, Giovanna Cilião Adamczik, Jessica Antonia Pinesso Montovani, Keldrey Vinicius Alicio de Paula, Maiara Gabriela Aoki Sugeta, Mariel de Souza Kussano, Pedro Filipe Carvalho Valentini, Valesca Tura de Lima e Vanessa Letícia Antunes Batista.

GRADUANDO DO CURSO DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA: Rafael Bruno Oliveira Lopes Silva

CAPÍTULO 1

Osny Ferrari

Fábio Goulart de Andrade Felipe Campos de Almeida

Leonidas Gomes Angelin Milene Ortiz Silva

Tecido epitelial de revestimento estratificado pavimentoso queratinizado

Figura 1.1 Corte de pele grossa. Coloração: Hematoxilina e Eosina. Pequeno aumento.

Tecido conjuntivo frouxo

Tecido conjuntivo denso não modelado

Figura 1.2 Corte de pele grossa. Coloração: Hematoxilina e Eosina. Médio aumento.

Tecido epitelial de revestimento estratificado pavimentoso queratinizado

Tecido conjuntivo frouxo

Tecido conjuntivo denso não modelado

Figura 1.3 Corte de pele grossa. Coloração: Hematoxilina e Eosina. Grande aumento.

Tecido epitelial de revestimento estratificado pavimentoso queratinizado

Tecido conjuntivo frouxo

Figura 1.4 Corte de lábio, mucosa bucal de revestimento. Coloração: Hematoxilina e Eosina. Pequeno aumento.

Tecido epitelial de revestimento estratificado pavimentoso não queratinizado

Tecido conjuntivo frouxo

Tecido conjuntivo denso não modelado

Figura 1.5 Corte de lábio, mucosa bucal de revestimento. Coloração: Hematoxilina e Eosina. Médio aumento.

Tecido epitelial de revestimento estratificado pavimentoso não queratinizado

Tecido conjuntivo frouxo

Figura 1.6 Corte de lábio, mucosa bucal de revestimento. Coloração: Hematoxilina e Eosina. Grande aumento.

Tecido epitelial de revestimento estratificado pavimentoso não queratinizado

Tecido conjuntivo frouxo

Tecido conjuntivo denso não modelado

Tecido epitelial de revestimento pseudoestratificado cilíndrico ciliado

Figura 1.7 Corte de traqueia. Coloração: Hematoxilina e Eosina. Pequeno aumento.

Cartilagem hialina

Figura 1.8 Corte de traqueia. Coloração: Hematoxilina e Eosina. Médio aumento.

Tecido epitelial de revestimento pseudoestratificado cilíndrico ciliado

Tecido conjuntivo

Glândulas seromucosas

Tecido epitelial de revestimento pseudoestratificado cilíndrico ciliado

Figura 1.9 Corte de traqueia. Coloração: Hematoxilina e Eosina. Grande aumento.

Células ciliadas Tecido conjuntivo

Figura 1.10 Corte de bexiga vazia. Coloração: Hematoxilina e Eosina. Pequeno aumento.

Tecido epitelial de revestimento de transição

Tecido conjuntivo frouxo

Tecido muscular liso

Tecido epitelial de revestimento de transição

Figura 1.1 Corte de bexiga vazia. Coloração: Hematoxilina e Eosina. Médio aumento.

Tecido conjuntivo frouxo

Figura 1.12 Corte de bexiga vazia. Coloração: Hematoxilina e Eosina. Grande aumento.

Tecido epitelial de revestimento de transição

Tecido conjuntivo frouxo

Tecido conjuntivo denso não modelado

Tecido epitelial de revestimento de transição

Figura 1.13 Corte de bexiga cheia. Coloração: Hematoxilina e Eosina. Pequeno aumento.

Tecido muscular liso

Figura 1.14 Corte de bexiga cheia. Coloração: Hematoxilina e Eosina. Médio aumento.

Tecido epitelial de revestimento de transição

Tecido conjuntivo frouxo

Tecido muscular liso

Tecido epitelial de revestimento de transição

Figura 1.15 Corte de bexiga cheia. Coloração: Hematoxilina e Eosina. Grande aumento.

Figura 1.16 Corte de intestino delgado. Coloração: Hematoxilina e Eosina. Pequeno aumento.

Tecido epitelial de revestimento simples cilíndrico

Tecido conjuntivo frouxo

Tecido muscular liso

Tecido muscular liso

Tecido epitelial de revestimento simples cilíndrico

Figura 1.17 Corte de intestino delgado. Coloração: Hematoxilina e Eosina. Médio aumento.

Tecido conjuntivo frouxo

Figura 1.18 Corte de intestino delgado. Coloração: Hematoxilina e Eosina. Grande aumento.

Tecido epitelial de revestimento simples cilíndrico

Tecido conjuntivo frouxo

Cutícula, borda estriada ou borda em escova

Figura 1.19 Corte de epidídimo. Coloração: Hematoxilina e Eosina. Pequeno aumento.

Figura 1.20 Corte de epidídimo. Coloração: Hematoxilina e Eosina. Médio aumento

Tecido epitelial de revestimento pseudoestratificado cilíndrico com esteriocílios

Tecido epitelial de revestimento pseudoestratificado cilíndrico com esteriocílios

Figura 1.21 Corte de epidídimo. Coloração: Hematoxilina e Eosina. Grande aumento.

Figura 1.2 Corte de rim. Coloração: Hematoxilina e Eosina. Pequeno aumento.

Tecido epitelial de revestimento simples cúbico

Esteriocílios

Tecido epitelial de revestimento pseudoestratificado cilíndrico com esteriocílios

Tecido epitelial de revestimento simples pavimentoso

Figura 1.23 Corte de rim. Coloração: Hematoxilina e Eosina. Médio aumento.

Figura 1.24 Corte de rim. Coloração: Hematoxilina e Eosina. Grande aumento.

Tecido epitelial de revestimento simples cúbico

Tecido epitelial de revestimento simples cúbico

Tecido epitelial de revestimento simples pavimentoso

Figura 1.25 Corte de rim. Coloração: Hematoxilina e Eosina. Grande aumento.

Tecido epitelial de revestimento simples pavimentoso

CAPÍTULO 2

Eliane Victoriano

Ana Cláudia Swarça

KeldreyVinicius Alicio De Paula

Maiara Gabriela Aoki Sugeta Pedro Filipe Carvalho Valentini

Célula caliciforme

Figura 2.1Corte de intestino delgado. Coloração: Hematoxilina e Eosina. Pequeno aumento.

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