livro - basico - 2016

livro - basico - 2016

(Parte 3 de 4)

Elaboração: Agosto/2014 Revisão: Abril/2015

BC1

Observações:

• Considerar os 3 “S” (Protocolos PE1, PE2, PE3). • O objetivo da avaliação primária é identifi car e corrigir situações de risco imediato de morte. Considera-se crítico todo paciente que apresentar alterações signifi cativas em qualquer etapa da avaliação. • Se o paciente for considerado crítico, o tempo de permanência na cena deve ser o mínimo possível.

• Para realizar permeabilidade de VA: considerar o uso de manobras manuais e uso dispositivos de abertura de via aérea. • Repetir avaliação primária durante o transporte.

Quando suspeitar ou critérios de inclusão: Em toda abordagem de pacientes com agravo clínico, após a realização da Avaliação Primária e das intervenções específi cas dessa fase do atendimento.

Conduta: 1. Realizar a entrevista SAMPLA (com o paciente, familiares ou terceiros): • Nome e idade;

• Queixa principal;

• S: verifi cação dos sinais vitais:

• respiração (frequência, ritmo e amplitude);

• pulso (frequência, ritmo e amplitude);

• pressão arterial; e

• pele (temperatura, cor, turgor e umidade). • A: história de alergias;

• M: medicamentos em uso e/ou tratamentos em curso;

• P: passado médico – problemas de saúde ou doença prévia;

• L: horário da última ingestão de líquidos ou alimentos; e

• A: ambiente do evento.

2. Realizar a avaliação complementar: • instalar oximetria de pulso, se disponível; e

• mensurar a glicemia capilar, se disponível.

3Realizar o exame da cabeça aos pés:

• Cabeça e face:

• inspecionar e palpar o couro cabeludo, orelhas, ossos da face, olhos, pupilas (verifi car diâmetro, reação à luz e simetria pupilar) nariz, boca; e • observar alterações na coloração e temperatura da pele.

• Pescoço:

• avaliar região anterior e posterior; e

• avaliar, em especial, se há distensão das veias jugulares.

• Tórax:

• observar, em especial, se há uso de musculatura acessória, tiragem intercostal e de fúrcula, movimentos assimétricos. • Abdome:

• observar abdome distendido.

• Membros superiores:

• observar, em especial, a palpação de pulsos distais e perfusão dos membros; e

• avaliar a força motora, solicitando que o paciente aperte a mão do profi ssional e/ou eleve um braço de cada vez, se descartada qualquer potencial lesão. • Membros inferiores:

• observar, em especial, a palpação de pulsos distais e perfusão dos membros (reenchimento capilar); e

• avaliar a força motora, solicitando que o paciente movimente os pés e/ou eleve uma perna de cada vez, se descartada qualquer potencial lesão.

BC2 – Avaliação secundária do paciente (agravo clínico)

Protocolo Samu 192 Emergências Clínicas

BC2 – Avaliação secundária do paciente (agravo clínico)

Adaptações são permitidas de acordo com as particularidades dos serviços

Este protocolo foi pautado nas mais recentes evidências científi cas disponíveis.

Elaboração: Agosto/2014 Revisão: Abril/2015

BC2

Protocolo Samu 192 Emergências Clínicas

BC2 – Avaliação secundária do paciente (agravo clínico)

BC2 – Avaliação secundária do paciente (agravo clínico)

Adaptações são permitidas de acordo com as particularidades dos serviços

Este protocolo foi pautado nas mais recentes evidências científi cas disponíveis.

Elaboração: Agosto/2014 Revisão: Abril/2015

Observações:

• Considerar os 3 “S” (Protocolos PE1, PE2, PE3). • A avaliação secundária é importante, porém não obrigatória, principalmente nos pacientes críticos ou se sua realização implicar em atraso de transporte.

• Objetivo específi co da avaliação secundária: localizar alterações na cor da pele ou mucosas, assimetrias morfológicas, instabilidades hemodinâmicas, ruídos anômalos emitidos pelo paciente, alterações de motricidade e sensibilidade. • Registrar detalhadamente os achados da avaliação secundária.

BC2

Quando suspeitar ou critérios de inclusão: Episódio testemunhado (ou referido) de engasgo com tosse e/ ou sinais de sufocação.

Conduta: 1. Avaliar a severidade • obstrução leve: Paciente capaz de responder se está engasgado. Consegue tossir, falar e respirar.

• obstrução grave: Paciente consciente e que não consegue falar. Pode não respirar ou apresentar respiração ruidosa, tosse silenciosa e/ou inconsciência.

2. Considerar abordagem específi ca. • obstrução leve em paciente responsivo:

• não realizar manobras de desobstrução (não interferir);

• acalmar o paciente;

• incentivar tosse vigorosa;

• monitorar e suporte de O2, se necessário; • observar atenta e constantemente; e

• se evoluir para obstrução grave: ver item obstrução grave.

• obstrução grave em paciente responsivo - executar a manobra de heimlich:

• posicionar-se por trás do paciente, com seus braços à altura da crista ilíaca;

• posicionar uma das mãos fechada, com a face do polegar encostada na parede abdominal, entre apêndice xifóide e a cicatriz umbilical; • com a outra mão espalmada sobre a primeira, comprimir o abdome em movimentos rápidos, direcionados para dentro e pra cima (em j); e • repetir a manobra até a desobstrução ou o paciente tornar-se não responsivo.

• obs: em pacientes obesas e gestantes no último trimestre, realize as compressões sobre o esterno (linha intermamilar) e não sobre o abdome. • obstrução grave em paciente irresponsivo:

• posicionar o paciente em decúbito dorsal em uma superfície rígida;

• diante de irresponsividade e ausência de respiração com pulso, executar compressões torácicas com objetivo de remoção do corpo estranho; • abrir vias aéreas, visualizar a cavidade oral e remover o corpo estranho, se visível e alcançável (com dedos ou pinça); • se nada encontrado, realizar 1 insufl ação e se o ar não passar ou o tórax não expandir, reposicionar a cabeça e insufl ar novamente; e • considerar o transporte imediato mantendo as manobras básicas de desobstrução.

3Estar atento à ocorrência de PR (Protocolo BC4) ou PCR (Protocolo BC5).

4. Realizar contato com a Regulação Médica e passar os dados de forma sistematizada. 5. Aguardar orientação da Regulação Médica para procedimentos e/ou transporte para a unidade de saúde.

BC3 – OVACE – Obstrução de vias aéreas por corpos estranhos

Protocolo Samu 192 Emergências Clínicas

BC3 – OVACE – Obstrução de vias aéreas por corpos estranhos

Adaptações são permitidas de acordo com as particularidades dos serviços

Este protocolo foi pautado nas mais recentes evidências científi cas disponíveis.

Elaboração: Agosto/2014 Revisão: Abril/2015

BC3

Observações: • Considerar os 3 “S” (Protocolos PE1, PE2, PE3).

Quando suspeitar ou critérios de inclusão: Paciente irresponsivo ao estímulo, com respiração agônica ou ausente, com pulso central palpável.

Conduta: 1.Checar responsividade (tocar os ombros e chamar o paciente em voz alta) e checar a presença de respiração.

1.Se não responsivo e respiração ausente ou gasping, posicionar o paciente em decúbito dorsal em superfície plana, rígida e seca.

2.Solicitar ajuda (DEA).

3.Checar pulso central (carotídeo) em 10 segundos. •se pulso presente:

•abrir via aérea e aplicar 1 insufl ação com bolsa valva-máscara.

•a insufl ação de boa qualidade deve ser de 1 segundo e obter visível elevação do tórax. Considerar a escolha da manobra manual segundo a presença de trauma;

•precocemente instalar suprimento de O2, alto fl uxo (10 a 15l/min) na bolsa valva-máscara; •considerar a instalação da cânula orofaríngea (COF);

•na persistência da PR, realizar 1 insufl ação de boa qualidade a cada 5 a 6 segundos (10 a 12/min);

•verifi car a presença de pulso a cada 2 minutos. Na ausência de pulso, iniciar RCP com compressões torácicas efi cientes e seguir Protocolo BC5; e

•manter atenção para a ocorrência de PCR (Protocolo BC5).

•se pulso ausente:

•iniciar RCP com compressões torácicas efi cientes e seguir Protocolo BC5.

4.Realizar contato com a Regulação Médica e passar os dados de forma sistematizada.

5.Aguardar orientação da Regulação Médica para procedimentos e/ou transporte para a unidade de saúde.

BC4 – Parada respiratória no adulto

Protocolo Samu 192 Emergências Clínicas

BC4 – Parada respiratória no adulto

Adaptações são permitidas de acordo com as particularidades dos serviços

Este protocolo foi pautado nas mais recentes evidências científi cas disponíveis.

Elaboração: Agosto/2014 Revisão: Abril/2015

BC4

Observações:

•Considerar os 3 “S” (Protocolos PE1, PE2, PE3). •Manter a reanimação ventilatória initerruptamente até chegar apoio, chegar ao hospital, ou se o paciente apresentar ventilação espontânea (respiração, tosse e/ou movimento).

Protocolo Samu 192 Emergências Clínicas

Adaptações são permitidas de acordo com as particularidades dos serviços

Este protocolo foi pautado nas mais recentes evidências científi cas disponíveis.

Elaboração: Agosto/2014

Revisão: Novembro/2015 1/2

BC5 – PCR RCP em adultos (Guidelines AHA 2015)

BC5

Quando suspeitar ou critérios de inclusão Paciente inconsciente, respiração ausente ou em gasping, sem pulso central palpável.

Conduta 1. Checar a responsividade (tocar os ombros e chamar o paciente em voz alta).

2. Se não responsivo:, Profi ssional 1: comunicar imediatamente a Regulação Médica, para apoio do suporte avançado de vida

(SAV) e providenciar desfribilador externo automático (DEA) e os equipamentos de emergência;

Profi ssional 2: verifi car a respiração e o pulso simultaneamente. Atenção: Checar pulso central (carotídeo) em até 10 segundos.

3. Posicionar o paciente em decúbito dorsal em superfície plana, rígida e seca.

4. Se respiração ausente ou em gasping e: Pulso PRESENTE: abrir via aérea e aplicar uma insufl ação a cada 5 a 6 segundos (10 a 12/min) e verifi car a presença de pulso a cada 2 minutos. Siga o Protocolo BC4 (Parada respiratória);

Pulso AUSENTE: informar imediatamente à Central de Regulação Médica, solicitando apoio (caso ainda não o tenha feito) e iniciar ressuscitação cardiopulmonar (RCP).

5. Iniciar RCP pelas compressões torácicas, mantendo ciclos de: 30 compressões efi cientes (na frequência de 100 a 120/min, deprimindo o tórax em 5 a 6 cm com completo retorno)

Duas insufl ações efi cientes (de 1 seg cada e com visível elevação do tórax) com bolsa valva-máscara com reservatório e oxigênio adicional.

6. Assim que o DEA estiver disponível: Instalar os eletrodos de adulto do DEA no tórax desnudo e seco do paciente sem interromper as compressões torácicas; Ligar o aparelho; e

Interromper as compressões torácicas apenas quando o equipamento solicitar análise. Seguir as orientações do aparelho quanto à indicação de choque.

7. Se choque for indicado: Solicitar que todos se afastem do contato com o paciente;

Disparar o choque quando indicado pelo DEA; e

Reiniciar imediatamente a RCP após o choque, começando pelas compressões torácicas, por 2 minutos.

8. Após 2 minutos de compressões e insufl ações efi cientes, checar novamente o ritmo com o DEA: Se choque for indicado, siga as orientações do equipamento. Em seguida, reinicie imediatamente a RCP com ciclos de 30 compressões para duas insufl ações;

Se choque não for indicado, checar pulso carotídeo e, se pulso ausente, reiniciar imediatamente a RCP com ciclos de 30 compressões para duas insufl ações.

9. Checar novamente o ritmo após 2 minutos (considerar possibilidades do item 8);

BC5 – PCR RCP em adultos (Guidelines AHA 2015)

Protocolo Samu 192 Emergências Clínicas

Adaptações são permitidas de acordo com as particularidades dos serviços

Este protocolo foi pautado nas mais recentes evidências científi cas disponíveis.

Elaboração: Agosto/2014 Revisão: Novembro/2015

BC5

2/2 BC5 – PCR RCP em adultos (Guidelines AHA 2015)

BC5 – PCR RCP em adultos (Guidelines AHA 2015)

10. Manter os ciclos de RCP e avaliação do ritmo até: A chegada do SAV;

A chegada ao hospital ou

A vítima apresentar sinais de circulação (respiração, tosse e/ou movimento);

1. Se retorno à circulação espontânea, seguir Protocolo de cuidados pós-RCP (BC7);

12. Na ausência de retorno a circulação espontânea ou outras condições de risco, considerar Protocolo de Interrupção da RCP (BC8).

13. Realizar contato com a Regulação Médica para defi nição do encaminhamento e/ou unidade de saúde de destino.

14. Registrar achados e procedimentos na fi cha/boletim de ocorrência.

Observações

Considerar os 3 “S” (Protocolos PE1, PE2, PE3). Compressões torácicas efi cientes e de boa qualidade compreendem:

Deprimir o tórax em pelo menos 5 cm (sem exceder 6 cm) e permitir o completo retorno entre as compressões;

Manter frequência de compressões em 100 a 120 compressões/min;

Alternar os profi ssionais que aplicam as compressões a cada 2 min; e

Minimizar as interrupções das compressões.

Insufl ações efi cientes e de boa qualidade compreendem:

Insufl ação de 1 segundo cada

Visível elevação do tórax.

Utilizar o DEA assim que disponível, mantendo as manobras de reanimação até a efetiva instalação e disponibilidade do equipamento. Não interromper manobras de RCP.

Quando suspeitar ou critérios de inclusão: • RCP em andamento sem indicação de choque pelo DEA acompanhada de exaustão da equipe e após autorização do Médico Regulador (condição obrigatória). • RCP em andamento quando as condições ambientais se tornam inseguras e/ou muito insalubres.

• RCP em andamento quando as condições de segurança pessoal na cena se tornam comprometidas.

Conduta: 1. Na condição de exaustão da equipe: • realizar contato com a Central de Regulação Médica antes de tomar a decisão de interromper a RCP, para informar os motivos e receber orientações e ou defi nição do encaminhamento e/ou unidade de saúde de destino.

2. Na condição de riscos para a equipe por cena ou ambientes inseguros: • se possível e sem oferecer maiores riscos para a equipe: remover o paciente para local mais seguro, na maior brevidade possível e continuar com as manobras de RCP; e • se não for possível remover o paciente: realizar contato com a Central de Regulação Médica, o mais breve possível, para informar os motivos que levaram a interrupção da RCP e receber orientações/defi nição do encaminhamento e/ou unidade de destino.

BC6 – Interrupção da RCP

Protocolo Samu 192 Emergências Clínicas

BC6 – Interrupção da RCP

Adaptações são permitidas de acordo com as particularidades dos serviços

Este protocolo foi pautado nas mais recentes evidências científi cas disponíveis.

Elaboração: Agosto/2014 Revisão: Abril/2015

BC6

Observações:

• Considerar os 3 “S” (Protocolos PE1, PE2, PE3). • Os esforços de ressuscitação cardiopulmonar devem ser mantidos enquanto apresentar ritmo chocável (pelo DEA). • Não há parâmetro de tempo de RCP para a tomada de decisão sobre a interrupção dos esforços.

• Os esforços de RCP devem ser mais prolongados em pacientes que apresentam hipotermia, overdose de drogas ou outras causas potencialmente reversíveis de PCR e em pacientes de afogamento.

Quando suspeitar ou critérios de inclusão: Paciente com retorno da circulação espontânea após manobras de Ressuscitação Cardiopulmonar.

Conduta: 1. Manter os eletrodos do DEA instalados no tórax do paciente.

2. Otimizar a ventilação e oxigenação com ênfase para: • manter permeabilidade da via aérea;

• manter a SatO2 ≥ 94%; • se em Parada Respiratória, iniciar com 10 a 12 insufl ações/min com bolsa valva-máscara; e

• não hiperventilar.

9. Aguardar orientação da Regulação Médica para procedimentos e/ou transporte para a unidade de saúde.

BC7 – Cuidados pós-RCP no adulto

Protocolo Samu 192 Emergências Clínicas

BC7 – Cuidados pós-RCP no adulto

Adaptações são permitidas de acordo com as particularidades dos serviços

Este protocolo foi pautado nas mais recentes evidências científi cas disponíveis.

Elaboração: Agosto/2014 Revisão: Abril/2015

BC7

Observações: • Considerar os 3 “S” (Protocolos PE1, PE2, PE3).

Quando suspeitar ou critérios de inclusão: • sinais de morte evidente.

• risco evidente de injúria ou de perigo para a equipe (cena insegura).

• presença de diretiva antecipada de não reanimação. (Resolução 1.995 - CFM).

2. Comunicar o evento à Central de Regulação Médica. 3. Em situações de risco à equipe, observar considerações do protocolo PE1. 4. Realizar contato com a Regulação Médica e passar os dados de forma sistematizada.

(Parte 3 de 4)

Comentários