livro - basico - 2016

livro - basico - 2016

(Parte 4 de 4)

5. Aguardar orientação da Regulação Médica para procedimentos e/ou transporte para a unidade de saúde.

BC8 – Decisão de não Ressuscitação

Protocolo Samu 192 Emergências Clínicas

BC8 – Decisão de não Ressuscitação

Adaptações são permitidas de acordo com as particularidades dos serviços

Este protocolo foi pautado nas mais recentes evidências científi cas disponíveis.

Elaboração: Agosto/2014 Revisão: Abril/2015

BC8

Observações:

• Considerar os 3 “S” (Protocolos PE1, PE2, PE3). • Sinais de morte evidente: rigidez cadavérica, livores de hipóstase, decapitação, carbonização, segmentação do tronco.

• Presença de diretiva antecipada de não reanimação: manifestação do paciente maior de 18 anos ou emancipado, em pleno gozo de suas faculdades mentais, escrita em prontuário médico ou documento registrado em cartório – os familiares não podem contestar.

• Após a constatação de óbito pelo médico no local, orientar os familiares quanto aos procedimentos formais e legais.

Protocolo Samu 192 Emergências Clínicas

Adaptações são permitidas de acordo com as particularidades dos serviços

Este protocolo foi pautado nas mais recentes evidências científi cas disponíveis.

Elaboração: Agosto/2014 Revisão: Novembro/2015

BC9 – Algoritmo geral da RCP no adulto (Guidelines AHA 2015)

BC9

Algoritmo geral RCP adulto – SBV BC9 – Algoritmo geral da RCP no adulto (Guidelines AHA 2015)

Verifi car a segurança do local

Aplicar um choque.

Reiniciar imediatamente RCP por 2 minutos (até aviso do DEA para verifi cação do ritmo). Reavaliar ritmo pelo DEA.

Reiniciar RCP imediatamente por 2 minutos (até aviso do DEA para verifi cação do ritmo)

Monitorar até a chegada do

SAV ou proceder conforme orientação do médico regulador.

Parada respiratória (BC4) - Administrar insufl ações com dispositivo BVM: uma insufl ação a cada 5 a 6 segundos (10 a 12 insufl ações/min).

- Contatar a Regulação Médica, solicitando apoio do SAV (caso ainda não o tenha feito) após 2 minutos.

- Manter as insufl ações e verifi car pulso a cada 2 minutos.

- Na ausência de pulso, iniciar RCP (ver o quadro “RCP”).

Paciente não responde (irresponsivo)

Um dos profi ssionais da equipe permanece com o paciente.

Outro profi ssional da equipe comunica imediatamente a

Regulação Médica, solicitando apoio do SAV, e providencia o DEA e os equipamentos de emergência.

RCP (BC5): iniciar com compressões torácicas

Iniciar ciclos de 30 compressões de boa qualidade e duas insufl ações efi cientes com aporte de oxigênio.

Assim que o DEA estiver disponível, com os eletrodos instalados e ligados, interromper as compressões e analisar o ritmo.

Continuar as manobras até que o SAV assuma ou proceder conforme orientação do médico regulador. Se houver retorno da circulação espontânea (paciente se movimentar), seguir o protocolo de cuidados pós-ressuscitação (BC7).

Fonte: Adaptado de AHA Guidelines 2015. Part 5. Adult Basic Life Support and Cardiopulmonary Resuscitation Quality. Circulation. 2015;132:S414-S435.

Verifi car se não há respiração ou se apresenta somente gasping e verifi car pulso (simultaneamente). É possível sentir defi nitivamente o pulso em 10 segundos?

Respiração normal, com pulso

Sem respiração ou gasping, com pulso

Sem respiração ou apenas gasping, sem pulso

Sim, ritmo chocávelNão, ritmo não chocável

O DEA analisa o ritmo. Ritmo chocável?

Quando suspeitar ou critérios de inclusão: • paciente com difi culdade respiratória ou alteração de ritmo e/ou frequência ventilatória de início súbito e de gravidade variável. • sinais e sintomas de gravidade:

• alteração do nível de consciência (agitação, confusão, sonolência, inconsciência);

• cianose;

• uso de musculatura acessória, retrações subcostais e/ou de fúrcula;

• difi culdade na fala (frases curtas e monossilábicas);

• alteração na frequência cardíaca (bradicardia ou taquicardia - >140 bpm); e

• hipoxemia (SatO2 < 90%).

Conduta: 1. Realizar avaliação primária (Protocolo BC1) com ênfase para: • avaliar o nível de consciência;

• manter o paciente em decúbito elevado, em graus variáveis, de acordo com a intensidade do desconforto respiratório; e • considerar possibilidade de OVACE (Protocolo BC3).

2. Realizar avaliação secundária (Protocolo BC2) com ênfase para: • avaliar o padrão respiratório (frequência, amplitude e assimetria) e ruídos respiratórios;

• avaliar oximetria; e

• realizar entrevista SAMPLA.

5. Realizar contato com a Regulação Médica e passar os dados de forma sistematizada. 6. Aguardar orientação da Regulação Médica para procedimentos e/ou transporte para unidade de saúde.

BC10 – Insufi ciência respiratória aguda no adulto

Protocolo Samu 192 Emergências Clínicas

BC10 – Insufi ciência respiratória aguda no adulto

Adaptações são permitidas de acordo com as particularidades dos serviços

Este protocolo foi pautado nas mais recentes evidências científi cas disponíveis.

Elaboração: Agosto/2014 Revisão: Abril/2015

BC10

Observações: • Considerar os 3 “S” (Protocolos PE1, PE2, PE3).

Quando suspeitar ou critérios de inclusão: Reconhecimento dos sinais e sintomas.

BC11 – Choque

Protocolo Samu 192 Emergências Clínicas

BC11 – Choque

Adaptações são permitidas de acordo com as particularidades dos serviços

Este protocolo foi pautado nas mais recentes evidências científi cas disponíveis.

Elaboração: Agosto/2014 Revisão: Abril/2015

BC11

Observações:

• Considerar os 3 “S” (Protocolos PE1, PE2, PE3). • No APH, a conduta mais segura diante de um paciente traumatizado em choque é considerar a causa do choque como hemorrágica, até prova em contrário.

Conduta: 1. Realizar avaliação primária (Protocolo BC1 ) com ênfase para: • avaliar responsividade;

• manter via aérea pérvia;

• estabilizar coluna cervical se suspeita de trauma;

• oferecer O2 sob mascara não reinalante 10 a 15 l/min se SatO2 < 94%; e • identifi car e controlar sangramentos, se pertinente (considerar compressão, torniquete, imobilização de pelve e membros, se necessário).

2. Realizar avaliação secundária (Protocolo BC2) com ênfase para: • coletar história SAMPLA;

• monitorar oximetria de pulso e sinais vitais; e

• realizar a prevenção de hipotermia: manter temperatura adequada da ambulância,

• remover roupas molhadas e usar manta térmica ou cobertor.

3. Realizar contato com a Regulação Médica e passar os dados de forma sistematizada.

4. Aguardar orientação da Regulação Médica para procedimentos e/ou transporte para a unidade de saúde.

Temperatura da peleFria, úmida, pegajosa

Coloração pelePálida ou cianótica Pressão arterialDiminuída (PAS < 90 mmHg)

Nível de consciênciaAlterado Enchimento capilar> 2 seg Frequência cardíacaAumentada (> 100 bpm) Frequência respiratóriaAlterada (< 8 ou > 28 mrm)

(Parte 4 de 4)

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