ARCHPRESS: ARQUITETURA E URBANISMO EM PESQUISA

ARCHPRESS: ARQUITETURA E URBANISMO EM PESQUISA

(Parte 4 de 5)

Contudo, em se tratando de Brasil, cuja corrupção é uma chaga incurável, a atual conjuntura econômica nacional, as altas taxas de juros praticadas, dificuldades para contrair financiamentos, e períodos de recessão sugerem observar estas importantes questões atuais antes de partir para ação. Por outro lado, deve-se lembrar do lema muito conhecido na seara da Economia que diz: “É na crise é que se cresce”.

Por fim o investimento mostra-se totalmente viável tendo em vista o local do empreendimento, o crescimento econômico projetado para a cidade de Curitibanos e a implantação dos Polos Comerciais, Industriais, Educacional e de Saúde que ora está a se desenvolver na região. Financeiramente está comprovada pelas análises provável e otimista.

COLTRI, Gustavo. Hotel também é opção para investimento, São Paulo, 2013, Disponível em: <http://w.blogbrookfield.com.br/index.php/mercadoimobiliario/hotel-tambem-e-opcao-para-investimento>. Acesso em: 29 maio 2016.

CONCEIÇÃO, Elisa Stallbaum. Análise de viabilidade econômico financeira da implantação de um hotel em Bagé. Porto Alegre, 2012. Disponível em: <http://w.lume.ufrgs.br/handle/10183/83563>. Acesso em: 12 mar. 2016.

Dados da Copa do Mundo. Disponível em: <http://w.dadosefatos.turismo.gov.br/dadosefatos/geral_interna/noticias/detalhe/2 0150807.html>. Acesso em: 28 maio 2016.

Números de Curitibanos. Disponível em: <http://w.cidades.ibge.gov.br/xtras/perfil.php?lang=&codmun=420480&search=sa nta-catarina|curitibanos>. Acesso em> 08 maio 2016.

Página de Turismo de SC. <http://turismo.sc.gov.br/o-estado>. Acesso em: 12 maio 2016.

PELLIZARO JÚNIOR, Roque. Disponível em: <http://w.curitibanos.sc.gov.br/municipio/index/codMapaItem/12288>. Acesso em: 29 maio 2016.

Perspectivas da Hotelaria Brasileira. Disponível em: <http://w.bndes.gov.br/SiteBNDES/export/sites/default/bndes_pt/Galerias/Arquivo s/conhecimento/bnset/set3301.pdf>. Acesso em: 29 maio 2016.

RIBEIRO NETO, Eduardo. ANÁLISE SWOT: planejamento estratégico para análise de implantação e formação de equipe de manutenção em uma empresa de segmento industrial. São João Del Rei, 2011. Disponível em <http://w.icap.com.br/biblioteca/172349010212_FORMATADA.pdf>. Acesso em: 05 maio 2016. SEBRAE. Gostar de hospedar não é o bastante para empreender em hotelaria: Perfil de negócios de hotelaria (hotéis e pousadas) – Recife 2014. Disponível em: <http://w.sebrae.com.br/Sebrae/Portal%20Sebrae/UFs/PE/Anexos/Perfil%20de% 20negocios_hotelaria_.pdf>. Acesso em: 19 maio 2016.

Newton Marçal Santos

E-mail: newtonmarçal@brturbo.com.br

Harryson Fiorillo Cabral

E-mail: harryfio@hotmail.com

Sergio Luiz Heusy E-mail: sergioheusy@gmail.com

Muitas edificações existentes, utilizadas para promover o ensino e aprendizagem, não utilizam os recursos naturais e energéticos de forma a contribuir com a eficiência funcional desses ambientes. Os mecanismos para potencializar e/ou corrigir erros construtivos ou de disposição mobiliária nesses locais são, geralmente, simples e de baixo custo. Observar o desempenho luminoso, as condições naturais e artificiais, propor medidas corretivas, se for o caso, ampliar, através de laudos técnicos, o potencial energético natural, e a economia de energia nesses ambientes. Tal estudo pode, sem dúvidas, extrapolar a seara pública partindo também para o estabelecimento privado de ensino visando usar os recursos da Habitabilidade em Arquitetura para oferecer aos estudantes em suas salas de aulas e laboratórios em geral, uma condição de conforto luminotécnico, como veremos no estudo a seguir.

Palavras chave: Conforto. Salas de Aula. Arquitetura. Iluminância.

1. INTRODUÇÃO

A Arquitetura deve servir ao homem e ao seu conforto, de forma que é preponderante, para uma melhor condição de vida e de saúde, quando o seu organismo pode funcionar sem ser submetido à fadiga ou estresse, de qualquer ordem, seja ela acústica, luminosa, ergonômica, entre outras. O homem deve obter da Arquitetura condições compatíveis ao conforto humano no interior dos edifícios, independentemente das condições externas ao ambiente de forma que as variações externas não influenciem nas atividades exercidas por ele no interior da edificação, mesmo que parcialmente, de forma a diminuir o rendimento das suas atividades.

2 O HOMEM, A ARQUITETURA E OS RECURSOS NATURAIS

Em tempos em que a humanidade não se permite desperdícios dos recursos naturais – que estão cada vez mais escassos, a ciência “Habitabilidade” faz toda a diferença na concepção de uma ideia (projeto), que posteriormente tornar-se-á uma habitação. Tal Ciência reúne uma série de estudos e estratégias de projetos que buscam atingir a Zona de Conforto e Desempenho Funcional. Para as edificações a Habitabilidade, visa, em busca desta Zona, utilizar os recursos naturais do ambiente tais como, insolação natural, temperatura, ventilação predominante, pluviosidade, a fim de definir técnicas específicas para aumentar a eficiência do prédio construído ou ainda, corrigir as deficiências funcionais de edificações já existentes, de forma a utilizar o mínimo de energia artificial para atingir esses objetivos. Dentre as condições naturais citadas, o que chama a atenção, em pleno século XXI é que as edificações não estão, em geral, lançando mão dos recursos técnicos da Habitabilidade e conforto para que as pessoas gastem cada vez menos energia e tenham um ambiente adequado às atividades fins de cada edificação. Um bom exemplo, de descaso de utilização é justamente o assunto do escopo deste artigo. A eficiência da Iluminância dos ambientes de estudo escolares.

3 ESTÍMULOS FISIOLÓGICOS DA ILUMINAÇÃO

Desenvolver atividades como ler, estudar, desenhar ou trabalhar com luz inadequada ou insuficiente não irá - segundo José Mulser, editor responsável pelo portal da oftalmologia - danificar seus olhos, mas ocasionará cansaço frequente e desconforto ocular. Além destes sinais e sintomas a permanência continuada nestes ambientes produz dores de cabeça, mal estar, irritação e baixo rendimento intelectual. Portanto, uma boa iluminação implica em luz que não seja muito forte, afim de evitar o ofuscamento dos olhos, e nem tão fraca a ponto de provocar cansaço aos olhos.

A luz ideal é a natural. Além de não produzir inconvenientes ecológicos, outra vantagem é a redução do uso dos sistemas de iluminação artificial e a consequente redução do consumo de energia elétrica, benefício econômico que, segundo resultados de pesquisas, pode justificar custos iniciais de construção associados com um maior perímetro da edificação necessário ao uso da iluminação natural (LESLIE, 2003). Contudo, nem sempre a arquitetura é “pensada”,“projetada” com o fito de receber ambientes de estudos ou quando o é, nem sempre são cumpridos os requisitos normativos mínimos de iluminância exigidos que, segundo vários estudos, evitam os problemas já citados e ainda proporcionam as condições adequadas ao desempenho das tarefas, conforme o caso. No Brasil, a situação não é diferente, pois segundo investigação sobre a prática profissional local, projetistas usam pouco material de referência durante a concepção do projeto, limitando-se a códigos e checklists, e raramente aplicam avaliações na forma de simulações e otimizações (GRAÇA et al., 2007).

4 AS CONDIÇÕES DE ILUMINÂNCIA NAS ESCOLAS

De acordo com (Dias, 2011) as características físicas do ambiente escolar, em especial a sala de aula, são um dos fatores responsáveis pelo bom desenvolvimento das atividades e o consequente desempenho dos alunos e professores. A iluminação natural de ambientes, em sua grande maioria, é feita por janelas. Existem normas técnicas que estabelecem cálculos que dimensionam corretamente as quantidades necessárias de aberturas de janelas por ambiente projetado, levando-se em consideração o posicionamento da edificação, a incidência solar, a área construída, a tarefa a ser utilizada no ambiente, conforme as condições de mínimas de habitabilidade. Como as Escolas estudadas já se encontram construídas, o foco do estudo não se fez nas sugestões de intervenções estruturais, tais como aberturas de janelas para atender as normas vigentes, mas sim nas condições que economicamente são mais viáveis, tais como adição de pontos de lâmpadas, luminárias, entre outras. Outrossim, existem regras também para a utilização de iluminação artificial, como buscou-se o embasamento na NBR 5413 que versa sobre Iluminância de Interiores.

5 METODOLOGIA DE TRABALHO

A metodologia utilizada para a pesquisa teve base no levantamento das atuais condições das salas de aulas e laboratórios onde existe a permanência de alunos e professores por um período de tempo necessário para o desenvolvimento das suas tarefas cotidianas no dia, semana e ano letivo. Tomou-se por base um dia aleatório para a visita, sem aviso prévio ou agendamento, para que se constatasse exatamente as condições de trabalho de alunos e professores nos vários estabelecimentos de ensino e em períodos diferentes. Por exemplo, as visitas no Santa Terezinha, Casimiro de Abreu e Marechal Dutra se deram pela manhã, e a do Núcleo Getúlio Vargas, à tarde. O levantamento dos dados da pesquisa ocorreu no ambiente escolar sob acompanhamento de um representante da instituição de ensino, que autorizou o ingresso nas salas, mesmo em horário de aula, para a realização do levantamento fotográfico que ilustra o Projeto de Pesquisa em questão.

De acordo com as imagens das amostras de salas de aula e laboratório, pode se observar as características gerais dos ambientes de ensino aprendizagem, tais como, posição das janelas, lousa, carteiras, luminárias e relações entre si. Tipos de piso, teto, paredes, forrações e outros detalhes preponderantes para a formulação do diagnóstico em cada caso. Com as informações reunidas e analisadas produziuse os projetos luminotécnicos com auxílio do Software livre Softlux, da empresa Itaim, das condições atuais e ideais para cada ambiente.

Uma vez definidas as condições luminotécnicas exigidas pela NBR 5413 de 1992, para cada ambiente, bastou fazer o comparativo e definir as condições ideais fornecendo detalhes técnicos, pelos quais, cada estabelecimento de ensino pode adequar-se, caso haja interesse e recursos para tal.

6 RESUMO DOS LEVANTAMENTOS DE ILUMINÂNCIAS

6.1 E. E. B. Casimiro de Abreu - Centro; Figura 1 – Insolação - E.E.B. Casimiro de Abreu

Fonte: Elaborado pelo autor, com base na pesquisa realizada

A Escola Casimiro de Abreu está localizada na latitude: 27°17'17.36"S e longitude: 50°34'32.40"O; Encontra-se localizada no centro de Curitibanos e está locada em um aclive com poucas edificações verticalizadas a sua volta. O Ginásio se encontra em cota negativa em relação às salas de aula, o que não atrapalha a insolação vespertina e a consequente incidência de luz natural. Como se pode perceber através da imagem, o ginásio - localizado à direita dos blocos de salas de aula - recebe a insolação da manhã, conforme a figura 1 (na imagem, 10 horas aproximadamente). (fonte: Google)

6.1.1 Diagnóstico – E.E.B. Casimiro de Abreu

O Estudo luminotécnico foi desenvolvido com luminárias com dados técnicos semelhantes (tipo, formato, potência, entre outras características) para aproximar ao máximo a realidade em cada ambiente estudado. A pesquisa aponta que as condições atuais das Salas de Aula não estão atendendo o mínimo de iluminância 200lux, previsto pela NBR 5413/92.

Para amostras de salas de aula estudadas obtivemos uma iluminância média de:

Laboratório de Química – 247lux - 300lux (mínimo) 500lux (médio) 750lux (ideal);

Biblioteca – 274,50lux em média- 300lux (mínimo) 500lux (médio) 750lux (ideal);

Contudo, propusemos algumas alterações conforme os estudos luminotécnicos ensaiando as condições ideais para cada ambiente estudado, tomando-se por base o índice de iluminância média. As quantidades, posições, e especificações das lâmpadas estão anexas no projeto luminotécnico ideal para cada ambiente. Em resumo, seguem abaixo listados os índices:

Laboratório de Química – 613lux - 300lux (mínimo) 500lux (médio) 750lux (ideal);

6.2 E. E. B. Núcleo Municipal Getúlio Vargas – Bairro Getúlio Vargas

6.2.1 Localização da Escola:

Núcleo Municipal Getúlio Vargas está localizado a latitude: 27°19'20.0"S e longitude: 50°34'26.08"O; Encontra-se localizado no bairro que leva o nome da Escola de Curitibanos e está locado em um topo de morro com poucas edificações altas a sua volta. O Ginásio se encontra a Nordeste da Escola e quando concluído, promoverá sombras sobre algumas salas de aula. A imagem aérea do Núcleo é uma imagem desatualizada, contudo está locada a posição do Ginásio no complexo.(na imagem, 10 horas aproximadamente) conforme figura 2. (fonte: Google)

Figura 2 – Insolação e Salas - N.M. Getúlio Vargas

Fonte: Elaborado pelo autor, com base na pesquisa realizada 6.2.2 Diagnóstico – N. M. Getúlio Vargas

O Estudo luminotécnico foi desenvolvido com luminárias com dados técnicos semelhantes (tipo, formato, potência, entre outras características) para aproximar ao máximo a realidade em cada ambiente estudado. A pesquisa aponta que as condições atuais das Salas de Aula não estão atendendo o mínimo de iluminância 200lux, previsto pela NBR 5413/92.

Para amostras de salas de aula estudadas obtivemos uma iluminância média de:

Sala 2º Ano - 93lux - 200lux (mínimo) 300lux (médio) 500lux (ideal);

Laboratório de Informática – 164lux - 300lux (mínimo) 500lux (médio) 750lux (ideal);

Contudo, propusemos algumas alterações conforme os estudos luminotécnicos ensaiando as condições ideais para cada ambiente estudado, tomando-se por base o índice de iluminância média. As quantidades, posições, e especificações das lâmpadas estão anexas no projeto luminotécnico ideal para cada ambiente. Em resumo, seguem abaixo listados os índices:

6.3 E. E. B. Marechal Eurico Gaspar Dutra – São Luiz 6.3.1 Localização da Escola:

A Escola de Educação Básica Marechal Eurico Gaspar Dutra é uma escola de período integral e está localizada a latitude: 27°16'18.78"S e longitude: 50°34'5.89"O; Encontra-se localizado no São Luiz, ao norte de Curitibanos e está locado em uma região alta da cidade com poucas edificações altas a sua volta. O Ginásio se encontra a Sudoeste da Escola promovendo o sombreamento sobre algumas salas de aula na parte da tarde (na imagem, 10 horas aproximadamente) conforme figura 3. (fonte: Google)

Figura 3 – Insolação e Salas - E.E.B. Marechal Eurico Gaspar Dutra

Fonte: Elaborado pelo autor, com base na pesquisa realizada

6.3.2 Diagnóstico – E.E.B. Marechal Eurico Gaspar Dutra

O Estudo luminotécnico foi desenvolvido com luminárias com dados técnicos semelhantes (tipo, formato, potência, entre outras características) para aproximar ao máximo a realidade em cada ambiente estudado. A pesquisa aponta que as condições atuais das Salas de Aula não estão atendendo o mínimo de iluminância 200lux, previsto pela NBR 5413/92.

(Parte 4 de 5)

Comentários