ARCHPRESS: ARQUITETURA E URBANISMO EM PESQUISA

ARCHPRESS: ARQUITETURA E URBANISMO EM PESQUISA

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Para amostras de salas de aula estudadas obtivemos uma iluminância média de:

Sala 2º Ano - 252lux - 200lux (mínimo) 300lux (médio) 500lux (ideal); Sala 8º Ano – 254lux - 200lux (mínimo) 300lux (médio) 500lux (ideal); Sala 3º Ano – 251lux - 200lux (mínimo) 300lux (médio) 500lux (ideal); Biblioteca – 226lux - 300lux (mínimo) 500lux (médio) 750lux (ideal);

A maioria das salas estudadas encontram-se com os índices de iluminância superiores aos previstos pela NBR 5413/92. Contudo, a Biblioteca não conseguiu atingir a marca dos 300lux necessitando ainda um acréscimo de luminárias.

Ainda sim, estão propostas algumas alterações, conforme os estudos luminotécnicos, ensaiando as condições ideais para cada ambiente estudado, tomando-se por base o índice de iluminância média. As quantidades, posições, e especificações das lâmpadas estão anexas no projeto luminotécnico ideal para cada ambiente. Em resumo, seguem abaixo listados os índices:

6.4 C. E. Santa Terezinha – Centro

6.4.1 Localização da Escola:

O Colégio Estadual Santa Terezinha está localizado a latitude: 27°16'59.51"S e longitude: 50°35'1.09"O; Encontra-se localizado no Centro de Curitibanos, no complexo da Igreja Matriz e está locado em uma região alta da cidade com poucas edificações altas a sua volta. O Ginásio se encontra a Noroeste da Escola, em uma cota mais baixa em relação as salas de aula não promovendo o sombreamentos nas mesmas. (na imagem, 10 horas aproximadamente) conforme figura 4. (fonte: Google)

Figura 4 – Insolação e Salas - E C.E. Santa Terezinha

Fonte: Elaborado pelo autor, com base na pesquisa realizada 6.4.2 Diagnóstico – C.E. Santa Terezinha

O Estudo luminotécnico foi desenvolvido com luminárias com dados técnicos semelhantes (tipo, formato, potência, entre outras características) para aproximar ao máximo a realidade em cada ambiente estudado. A pesquisa aponta que as condições atuais das Salas de Aula não estão atendendo o mínimo de iluminância 200lux, previsto pela NBR 5413/92.

Para amostras de salas de aula estudadas obtivemos uma iluminância média de:

A maioria das salas estudadas encontram-se com os índices de iluminância inferiores aos previstos pela NBR 5413/92. Contudo, a Biblioteca quase conseguiu atingir a marca dos 300lux necessitando ainda um pequeno acréscimo de luminárias.

De qualquer forma, estão propostas algumas alterações, conforme os estudos luminotécnicos, ensaiando as condições ideais para cada ambiente estudado, tomando-se por base o índice de iluminância média. As quantidades, posições, e especificações das lâmpadas estão anexas no projeto luminotécnico ideal para cada ambiente.

Em resumo, seguem abaixo listados os índices: Sala 03 - 354lux - 200lux (mínimo) 300lux (médio) 500lux (ideal); Sala 16 – 324lux - 200lux (mínimo) 300lux (médio) 500lux (ideal); Sala 21 – 334lux - 200lux (mínimo) 300lux (médio) 500lux (ideal); Biblioteca – 595lux em média- 300lux (mínimo) 500lux (médio) 750lux (ideal);

6.5 Relatório Geral

As salas de aula das Escolas estudadas, na sua grande maioria, são padronizadas com 8,0 metros de comprimento por 6,0 metros de largura, compostas por janelas vidro fantasia, basculantes com orientações, em relação ao norte, diversas.

O tipo (escrita a giz ou a pincel atômico) e a posição (em relação as janelas) da lousa variam em algumas salas afetando a eficiência de aproveitamento da luz natural, em alguns casos. Vale ressaltar, que a melhor posição de incidência luminosa é quando esta não é interrompida em sua trajetória produzindo sombras ou penumbras sobre a folha, caderno ou livro sobre a mesa. Como a grande maioria das pessoas são destras ou invés de canhotas, (tomando por base a pergunta feita aos alunos, nos momentos dos levantamentos fotográficos) em geral, as janelas ficam à esquerda dos alunos e à direita da lousa.

As paredes das salas obedecem um padrão de pintura com uma tonalidade clara a branco (que possui boa capacidade de reflexão dos raios luminosos) complementada com um forros de PVC (Policloreto de Vinila), madeira pintada à óleo, que por serem brilhosos, possuem boa capacidade de reflexão. Em alguns casos o material do teto era alvenaria, umas pintadas com látex semibrilho e outras, fosco, neste último caso, com rendimento reflexivo menor. Quanto à iluminação artificial, a maioria fica abaixo dos 200lux, que é o mínimo necessário e longe da iluminância normativa ideal de uma sala de aula e 300lux para laboratórios e bibliotecas.

As carteiras e cadeiras utilizadas, em todos os casos, são ergonomicamente adequadas aos alunos para a jornada de estudo.

Quanto ao conforto térmico, apesar da média térmica do município de

Curitibanos estar na casa dos 20ºC, no inverno as temperaturas ficam muito próximas a 0ºC, e às vezes abaixo, fazendo do frio o clima predominante na região. Dessa forma, explica (FROTA; SCHIFFER, 2001):

Adequar a arquitetura ao clima de um determinado local significa construir espaços que possibilitem ao homem condições de conforto [...]. À arquitetura cabe, tanto amenizar as sensações de desconforto impostas por climas muito rígidos, tais como os de excessivos calor, frio ou ventos, como também propiciar ambientes que sejam, no mínimo, tão confortáveis como os espaços ao ar livre em climas amenos (FROTA; SCHIFFER, 2001)

À luz desses conhecimentos, percebemos que o piso das salas de aula, na maioria dos casos, é revestido de madeira que, retarda a troca de calor entre os corpos dos alunos e o piso (com a temperatura externa – mais fria) exige assim, menos recursos de aquecimento do ambiente (aquecedores elétricos, por exemplo), e ameniza o desconforto térmico de “gelo nos pés” por parte dos usuários.

7 CONCLUSÃO

Obteve-se ao fim deste estudo, um levantamento das condições gerais e luminotécnicas das salas de aula e laboratórios de algumas escolas da rede pública de ensino, quanto a orientação, iluminação, e condições de conforto térmico e acústico revelando alguns pontos a serem melhorados, bem como, soluções inteligentes. Desenvolvida a pesquisa literária, os levantamentos e o estudo, foram propostas algumas medidas de correção particulares a cada caso, levando-se em conta a simplicidade de intervenção e o mínimo custo, comparadas à reformas ou construção.

Cabe agora, à Direção de cada escola, colocar ou não esse estudo em prática, dependendo sempre, claro, das prioridades do Programa de Desenvolvimento e Orçamento Escolar disponível em cada estabelecimento de ensino da rede pública de Curitibanos/SC.

ABNT. NBR 5413: Iluminância de Interiores. Rio de Janeiro: ABNT, 1992.

DIAS, Amanda Fontes Aragão. Análise do uso da luz natural em salas de aula: estudo de caso em Aracaju- SE. 2011. 140 f.

FROTA, Anésia Barros; SCHIFFER, Sueli Ramos. Manual do conforto térmico. 5.ed. São Paulo: Studio Nobel, 1987.

GRAÇA, Valéria A. C. et al. An evaluation method for school building design at the preliminary phase with optimisation of aspects of environmental comfort for the school system of the State São Paulo in Brazil. Building and Environment, v. 42, p. 984-9, 2007.

LESLIE, R. P. Review: Capturing the daylight dividend in buildings: why and how? Building and Environment, v. 38, p. 381-385, 2003.

NEUFERT, Ernest. A arte de projetar em arquitetura. 17.ed. Gustavo Gili, 2001

SILVA, Heitor da Costa, Arq. PhD, Arquitetura Bioclimática; Iluminação Natural; Zonas Climáticas e Estratégias de Projeto; Iluminação Artificial; Conforto Higrotérmico; e Ventilação Natural. Porto Alegre: LabCon - UFRG, 2008.

Sônia Suzete Roese1

E-mail: sonia.arqui@hotmail.com

Gabriel Fabrício dos Santos2 E-mail: gabrielfs@hotmail.com Paulo Cesar Zanoncini Lins E-mail: paulolins.unc@hotmail.com

A proposta do anteprojeto do Condomínio Parque Por do Sol pretende levantar/suscitar a discussão sobre o modelo de desenho urbano utilizado para empreendimentos voltados a Habitação de Interesse Social. O tema surgiu como contraponto à proposta de implantação do Loteamento Nova Alvorada apresentado pela administração pública municipal de Curitibanos, visando reduzir o déficit habitacional local, o empreendimento pretende o assentamento de 550 famílias em uma área de 374.093m2 em um local recentemente incluído no Plano Diretor do município como ZIS- Zona de Interesse Social. Ocorre que referido projeto, além de não respeitar o meio ambiente e a topografia não oferece infraestrutura social urbana. Um comparativo foi elaborado para demonstrar os ganhos advindos do uso de um projeto urbanístico pensado para as pessoas. O estudo propõe um conceito de condomínio parque, com desenho urbano que agrega valores como conforto, segurança, economia em infraestrutura e a possibilidade de alocar uma quantidade de famílias em tipologias diferentes para as habitações. A proposta pretende inovar também no conceito do sistema de gestão do Condomínio como cooperativa.

Palavras-Chave: Habitação de Interesse Social. Desenho Urbano. Projeto Urbanístico. Déficit Habitacional.

1 INTRODUÇÃO

Sabemos que o déficit habitacional no Brasil, tanto nas cidades pequenas, quando nas grandes metrópoles, é absurdamente grande. Esse déficit não é somente na questão de moradia, mas também na falta de condições adequadas a se viver, causando assim um problema social. Em escala variável as cidades

1 Orientadora Docente da Universidade do Contestado (UnC) -Campus Curitibanos. Mestra em

Desenvolvimento Regional pela Universidade Regional de Blumenau (FURB). Bacharel em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Regional de Blumenau (FURB). sonia.arqui@hotmail.com 2Bacharel em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade do Contestado (UnC) - Campus Curitibanos. gabrielfs@hotmail.com brasileiras apresentam problemas comuns relacionados à falta de planejamento, ausência de regularização fundiária, de controle sobre o uso e a forma de ocupação do solo.

O processo de urbanização no contexto histórico e socioeconômico do país foi responsável pelo agravamento do problema habitacional refletindo na conformação atual das cidades brasileiras. Esses problemas não são tratados de maneira prioritária pelos poderes Municipais, Estadual e Federal e assim o déficit habitacional se agrava cada vez mais.

O déficit habitacional e as inadequadas condições de moradia da população de baixa renda são problemas gerados pela acelerada urbanização, mas também pelo modelo de desenho urbano utilizado. Outros fatores, como a especulação imobiliária, faz com que esta faixa da população seja induzida a buscar áreas cada vez mais distantes e desprovidas de infraestrutura urbana para morar, gerando uma sobrecarga na necessidade de infraestrutura, interferindo no funcionamento das cidades e comprometendo a qualidade de vida da população.

Portanto defendemos um modelo de projeto de Habitação de Interesse Social com o uso racional do solo e a qualificação do assentamento em busca de qualidade de vida para seus beneficiários. Desta forma, apresentamos a proposta de um anteprojeto inovador de Habitação de Interesse Social para a cidade de Curitibanos – SC, denominado Condomínio Parque Pôr do Sol. A proposta apresentada confronta a proposta da administração municipal da cidade de Curitibanos denoninado Loteamento Nova Alvorada, que pretende a edificação de 550 unidades residenciais em uma área de 374.093,0 m², com altos custos de implantação além da devastação do meio ambiente. Pois, alocar tantas famílias em uma área isolada, sem infraestrutura urbana é no mínimo aumentar o problema.

A relevância do tema se sustenta no sentido de que é preciso promover o debate sobre a HIS visando orientar os agentes públicos a desenvolver ou aprimorar novas políticas habitacionais para suprir as necessidades da população brasileira.

2 METODOLOGIA

Para o desenvolvimento deste trabalho foi elaborada uma pesquisa bibliográficasobre o tema Habitação de Interesse Social em livros, teses e Web.

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