Versao Final de Monografia Ivaristo Americo Mboa Junior
(Parte 1 de 5)
Ivaristo Américo Mboa Júnior
Eficiência da calda de alho no controlo da lagarta-do-cartucho (Spodopterra frugiperda). Caso de cultura de milho.
Licenciatura em Ensino de Agro-pecuária com Habilitação em Extensão Rural
Universidade Pedagógica
Chongoene 2017
Ivaristo Américo Mboa Júnior
Eficiência da calda de alho no controlo da lagarta-do-cartucho (Spodopterra frugiperda). Caso de cultura de milho.
Universidade Pedagógica
Chongoene 2017
Monografia Científica a ser apresentada, no curso de Agro-pecuária, Departamento da ESTEC, Universidade Pedagógica Delegação de Gaza, para obtenção de Grau académico de Licenciatura em Agro-pecuária minor em Ensino.
Supervisor: Eng. Hermenegildo Novela
| Lista de figuras | i |
| Lista de gráficos | i |
| Lista de tabelas | i |
| Lista de anexos | i |
| Lista de acrónimos e abreviatura | i |
| Declaração | i |
| Dedicatória | iv |
| Agradecimentos | v |
| Resumo | vi |
| CAPÍTULO I | 1 |
| 1. Introdução | 1 |
| 1.1. Problema | 2 |
| 1.1.2 Justificativa | 3 |
| 1.2. Objectivos | 4 |
| 1.2.1. Geral | 4 |
| 1.2.2 Específicos | 4 |
| 1.2.3 Questões científicas | 4 |
| CAPÍTULO I | 5 |
| 2. Referencial teórico | 5 |
| 2.1. Características gerais de cultura do Milho | 5 |
| 2.1.1 Fases do desenvolvimento do milho | 5 |
| 2.1.2 Importância económica do milho | 6 |
| 2.1.3 Principias pragas que afectam o milho | 6 |
| 2.2. Descrição geral da Lagarta-do-cartucho | 7 |
| 2.2.1 Ciclo de vida da lagarta-do-cartucho | 7 |
Índice Páginas 2.2.2 Sintomas e danos ........................................................................................................... 7
| 2.3 Uso de Pesticidas químicos | 8 |
| 2.4. Uso de Pesticidas botânicos | 8 |
| 2.4.1 Vantagens dos pesticidas botânicos | 9 |
| 2.5. Calda de alho | 9 |
| 2.5.1 Acção insecticida da calda de alho | 9 |
| CAPÍTULO I | 10 |
| 3. Matérias e métodos | 10 |
| 3.1. Localização da área de estudo | 10 |
| 3.1.1 Características da área de estudo | 10 |
| 3.2. Procedimentos metodológicos | 1 |
| 3.2.1 Delineamento experimental | 1 |
| 3.2.2 Unidade experimental e tratamentos | 1 |
| 3.2.3 Determinação da amostra | 12 |
| 3.3. Condução de experimento | 12 |
| 3.3.1 Preparação da calda | 13 |
| 3.3.2 Formulação da solução | 14 |
| 3.3.3 Preparação do campo | 14 |
| 3.3.4 Praticas culturais | 15 |
| 3.4. Variáveis em estudo | 17 |
| 3.4.1 Tipo de pesquisa | 17 |
| 3.4.2 Técnicas de colectas de dados | 18 |
| 3.4.3 Método de processamento e análise de dados | 18 |
| CAPÍTULO IV | 19 |
| 4. Resultados e discussão | 19 |
| 4.1 Observações gerais do ensaio | 19 |
2.2.3 Importância económica da lagarta-do-cartucho ............................................................ 8 4.2 Percentagem média de folhas atacadas aos 45 e 60 dias ................................................ 20
| 4.4 Peso médio de espigas em (g) | 24 |
| 4.5 Rendimento médio de grãos em g | 26 |
| 4.5 Rendimento médio de grãos em ton/ha | 28 |
| CAPÍTULO V | 30 |
| 5.0 Conclusão e recomendações | 30 |
| 5.1 Conclusões | 30 |
| 5.2 Recomendações | 31 |
| 5.3 Referências bibliográficas | 32 |

| Figura 1: Processo de picotamento, conservação da calda | 13 |
| Figura 2: Rede usada, processo de filtração da calda | 13 |
| Figura 3: Delineamento, abertura de sulcos | 14 |
| Figura 4: Aplicação do pesticida sobre a lagarta-do-cartucho | 16 |
| Figura 5: Ocorrência de pragas | 19 |
| Figura 6: Danos causadas pelas pragas | 19 |
Lista de figuras
| Gráfico 1: Percentagem média de folhas atacadas aos 45 e 60 dias | 20 |
| Gráfico 2: Número médio de espigas atacadas | 23 |
| Gráfico 3: Peso médio de espigas | 25 |
| Gráfico 4: Rendimento médio em g | 26 |
| Gráfico 5: Rendimento médio em ton/ha | 28 |
Lista de gráficos
| Tabela 1: Análise estatística da percentagem média de folhas atacadas aos 45 e 60 dias | 21 |
| Tabela 2: Análise estatística do número médio de espigas atacadas | 24 |
| Tabela 3: Análise estatística do peso médio de espigas | 25 |
| Tabela 4: Análise estatística do rendimento médio em g | 27 |
| Tabela 5: Análise estatística do rendimento médio em ton/ha | 29 |
Lista de tabelas
| ANEXOS I: Mapa de localização geográfica do campo de estudo | 36 |
| ANEXOS I: Esquema do delineamento experimental | 36 |
| APÊNDICE I: Demonstração de cálculos | 37 |
| APÊNDICE I: Percentagem média de folhas atacadas aos 45 dias | 41 |
| APÊNDICE I: Percentagem média de folhas atacadas aos 60 dias | 42 |
| APÊNDICE IV: Número médio de espigas atacadas | 43 |
| APÊNDICE V: Peso médio de espigas | 4 |
| APÊNDICE VI: Rendimento médio em g | 45 |
| APÊNDICE VII: Trabalho no campo em diferentes fases | 46 |
Lista de anexos APÊNDICE VIII: Ficha de acompanhamento e registo de actividade .................................... 47
| DBCC |
| INE | |
| INIA | |
| TA |
| TC | |
| TD | |
| TE | |
| Pmf | |
| NE | |
| Pm | |
| Rme |
Lista de acrónimos e abreviatura DMS IIAM TB
Delineamento de Blocos Completamente Casualizados Diferenças Mínimas Significativas Instituto de Investigação Agrária de Moçambique Instituto Nacional de Estatística Instituto Nacional de Investigação Agronómica Tratamento testemunha Tratamento de 120g/l da calda de alho Tratamento de 150g/l da calda de alho Tratamento de 170g/l da calda de alho Tratamento de Cipermetrina 20 EC 1ml/l Percentagem média de folhas atacadas Número médio de espigas atacadas Peso médio de espigas em gramas Rendimento médio de grãos em gramas
Declaração
Declaro que esta monografia científica é resultado da minha própria investigação pessoal e das orientações do meu supervisor, o seu conteúdo é original, todas as fontes consultadas estão devidamente mencionadas no texto, nas notas e na Bibliográfica final. Declaro ainda que este trabalho nunca foi apresentado em nenhuma outra instituição para obtenção de qualquer grau académico.
Xai-Xai, 1 de Julho de 2017 _ (Ivaristo Américo Mboa Júnior) iv
Dedicatória
Dedico este trabalho a Deus o doador da vida, pelo derramar do seu Espírito Santo, que me guia em todas as veredas de justiça. Aos meus pais Ivaristo Américo Mboa e Lúcia Zefanias Bila, por terem me nascido e pelo despertar do espírito Agro-pecuário, sintam a alegria de terem um profissional em casa.
Agradecimentos
Em primeiro lugar, agradecer a Deus Criador pelo dom da vida, pelas múltiplas bênções derramadas sobre mim, pois estou certo de que o seu amor é tão grandioso e a sua graça dura para sempre.
Aos meus pais Ivaristo Américo Mboa e Lúcia Zefanias Bila, pela educação de forma a busca um filho digno socialmente.
Meus irmãos Américo Mboa, Júlio Mboa, Salvador Mboa, Lourenço Mboa, Joaquim Mboa, Ester Mboa, Olga Mboa, Palmira Mboa, Lúcia Mboa, Elisabete Mboa, pela força que me deram em todos os momentos da minha vida estudantil.
Á minha família no geral pelo carinho, apoio moral, material prestado durante o decorrer do curso e principalmente pela força trazida durante a realização do trabalho.
A todos os docentes do curso de Agro-pecuária: MSC. Augusto Júnior, Eng. Jorge Dgedge,
Eng. Hermenegildo Novela, Enga . Clemência Chitsondzo, dr. Confúcio Matsena, dr. Nélio
Ualema, pelo esforço empreendido durante o processo de leccionação.
Minha profunda gratidão ao meu querido supervisor, Eng. Hermenegildo Novela, pela disponibilidade, paciência e dedicação na acessória ao meu trabalho.
Quero endereçar o meu muito obrigado aos colegas de carteira: Alda Jacob, Iolanda Bombi, Celina Julião, Reginalda Paulino, pelas sugestões, conversa valiosas e ricas contribuições desenvolvidas ao longo do curso.
Amigos: Alberto Tamele, Quinito Mussacate, Arsénio Nhembe e Josefa António, pelo apoio moral e espiritual prestado em todos momentos na minha vida estudantil.
Ao encerrar mais uma etapa académica, gostaria de agradecer em especial ao eng. Jorge Dgedge por ter cedido o espaço onde foi conduzido o ensaio, ao sr. Boaventura Mugabe pelo apoio moral e em geral a todos que, directa ou indirectamente contribuíram para realização deste trabalho. A todos o meu MUITO vi
Resumo
O constante uso de pesticidas químicos no controlo de pragas agrícolas têm causado intoxicações aos seres vivos e danos ao meio ambiente. Face a este cenário, surge a necessidade de desenvolver o trabalho, com o objectivo de estudar a eficiência da calda de alho como alternativo aos pesticidas químicos no controlo da lagarta-do-cartucho (Sptodopterra frugiperda) na cultura do milho, no bairro de Madjone, no Distrito de Chongoene, na Província de Gaza nos períodos de Janeiro a Maio de 2017. Foi usado o Delineamento de blocos completamente casualizados (DBCC), constituído por cinco (5) tratamentos e quatro (4) blocos. O primeiro tratamento foi testemunha (TA), os três (3) tratamentos seguidos foram, as diferentes dosagens da calda de alho (TB=120g/l, TC=170g/l e TD=200g/l) e o último tratamento a Cipermetrina (TE). No ensaio foram recolhidos os dados referentes a percentagem média de folhas atacadas, o número médio de espigas atacadas, o peso médio de espigas e o rendimento médio de grãos, onde os dados foram submetidos a análise de variância (ANOVA), pelo teste de TUKEY a 5%, usando o pacote estatístico ASSISTAT versão 7.7 pt (2017). Contudo houve diferenças significativas no rendimento médio de grãos, entre o tratamento testemunha (TA) com 139g em relação aos restantes tratamentos. Nos tratamentos usando a calda de alho (TB=281g, TC=323g e TD 288g) deferiram significativamente no rendimento médio em relação a Cipermetrina (TE) que obteve 351g. Referir que não houve diferenças significativas no rendimento médio de grãos entre os tratamentos usando a calda de alho. Palavras-chave: Calda de alho, Lagarta-do-cartucho (Sptodopterra frugiperda), Milho (Zea mays), Controlo.
1 CAPÍTULO I
1. Introdução A cultura do milho (Zea mays), constitui um dos cereais mais produzidos no mundo, comummente pelo sector familiar, pelas pequenas, médias e grandes empresas, pois, apresenta alta importância económica devido ao seu alto valor nutricional. Mais de 300 milhões de toneladas de milho são produzidas por ano mundialmente, e é vida para mais de 300 milhões de pessoas em África (SANCREZ; FISHER & VASCONCELOS, 2011).
Em Moçambique é cultivado em todo o território nacional e durante o ano todo. (HORWARD, 2000). Entretanto, existem factores que podem ocasionar prejuízos em sua produção, como por exemplo os insectos-pragas, sendo destaque, a lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda), que ocorre frequentemente nos campos de produção do milho.
A lagarta-do-cartucho (Spodopterra frugiperda) é um insecto que no estágio larval alimentase de plantas de milho em todas as fases de desenvolvimento, de preferência os cartuchos de plantas jovens (CRUZ et al., 1995). Segundo Siloto (2002), pode causar danos à cultura dependendo de alguns factores, como o local de plantio e estágio fenológico da planta. Por ser um insecto que apresenta hábito polífago e alta capacidade de dispersão (PEREIRA, 2007). No controlo da Lagarta-do-cartucho (Spodopterra frugiperda), a técnica mais usada é a aplicação de pesticidas químicos. No entanto, a aplicação destes sem orientações técnicas, pode causar danos a saúde humana, a fauna, a flora e ao microbiota local (VENTUROSO, 2009). Neste sentido para minimizar esses impactos, vários estudos estão sendo feitos usando caldas ou extractos vegetais como pesticidas alternativos economicamente viável no controlo de pragas, na redução dos danos causados, as plantas, ao Homem e ao meio ambiente.
O presente trabalho têm como objectivo avaliar a eficiência da calda de alho no controlo da lagarta-do-cartucho (Spodopterra frugiperda) na cultura do milho.
1.1. Problema O grande desafio da agricultura mundial é produzir grandes quantidades de alimentos com alta qualidade, produzindo alimentos livres de contaminações (tanto por pragas, assim como por pesticidas), garantindo a saúde pública e maximizando a produção. O milho é uma das culturas mais produzidas no nosso país, mais é alvo de fortes ataques de pragas e doenças, sendo geralmente mais afectado o sector familiar (GASPART, 2010).
Segundo Waquil et al. (1982), a lagarta-do-cartucho (Spodopterra frugiperda) constitui uma das pragas que mais causa graves problemas à cultura do milho, para o seu controlo desta os agricultores usam pesticidas químicos, que apesar de serem eficientes, são os prováveis causadores de doenças neurocomportamentais, depressão, suicido ao aplicador (intoxicação durante a aplicação, no manuseio e no consumo). O sector familiar normalmente usa a Cipermetrina no controlo de lagarta-do-cartucho (SOUZA & SOARES, 2010).
Os pesticidas químicos envolvem elevados custos de aquisição, são tóxicos ao Homem por ingestão de alimentos contaminados, destroem os predadores de pragas e são tóxicos ao meio ambiente através da poluição das fontes de águas, da atmosfera e da desertificação dos solos (GUERRA, 1985).
O constante uso do mesmo tipo de pesticida químico em várias épocas ou campanhas agrícolas, pode causar resistência ecológica. O pesticida passa a não ter nenhum efeito quando exposto repetidamente aos organismos indesejáveis. As pragas não morrem, ganham resistência e passam a sua capacidade as novas gerações, facto que leva os agricultores, aumentarem o número de pulverizações, agravando ainda mais o problema.
Face a esta situação surge a seguinte questão:
Será que a calda de alho é uma alternativa viável no controlo da lagarta-do-cartucho (Spodopterra frugiperda) na cultura do milho?
1.1.2 Justificativa A crescente evolução da ciência e o aumento da população, impulsionaram o Homem, à busca de soluções e estratégias para o aumento da produção e produtividade. O que levou o Homem a adopção de processos que aceleram o desenvolvimento das plantas, usando os adubos ou fertilizantes e pesticidas para o controlo de pragas agrícolas (GASPART, 2010).
Actualmente os pesticidas químicos são alvos de grandes críticas, debates em todo o mundo, envolvendo, os ambientalistas e os engenheiros Agrónomos. Devido ao impacto negativo destes à saúde pública e ao meio ambiente. Na tentativa de consciencialização da população sobre o efeito do uso dos pesticidas químicos, constantemente são criados novos mecanismos alternativos para o controlo de pragas, através do uso de pesticidas orgânicos conhecidos normalmente como caldas ou extractos vegetais (GUERRA, 1985).
Os pesticidas orgânicos são compostos naturais biodegradáveis, podendo ser rapidamente degradáveis naturalmente em relação aos químicos. Não são tóxicos ao meio ambiente, são facilmente solúveis, não acumulam-se nas cadeias alimentares, garantem uma boa saúde humana, são benéficos comparativamente aos químicos, pois permanecem pouco tempo na planta e também não empobrecem os solos, nem destroem os predadores de pragas (VENTUROSO, 2009).
Diversos estudiosos, defendem que o uso de pesticidas orgânicos constitui uma fonte alternativa economicamente viável, na redução de riscos de contaminação ao Homem e ao meio ambiente (SOUZA & SOARES, 2010). Dada a grande importância da cultura do milho, foi feito um estudo para avaliar a eficiência da calda de alho no controlo da lagarta-do-cartucho (Spodopterra frugiperda) na cultura do milho, como forma alternativa na minimização do ataque de pragas e na melhoria da produção.
4 1.2. Objectivos
1.2.1. Geral
Avaliar a eficiência da calda de alho no controlo da lagarta-do-cartucho (Spodopterra frugiperda) na cultura do milho.
1.2.2 Específicos
Testar as diferentes dosagens da calda de alho no controlo da lagarta-do-cartucho (Spodopterra frugiperda);
Avaliar a eficiência da calda de alho em relação a Cipermetrina 20% EC 1ml/l no controlo da lagarta-do-cartucho (Spodopterra frugiperda);
Comparar os rendimentos obtidos aplicando a calda de alho em relação a Cipermetrina 20% EC 1 ml/l.
1.2.3 Questões científicas 1. Que efeito têm as diferentes dosagens da calda de alho no controlo da lagarta-docartucho (Spodopterra frugiperda)? 2. Será que existe diferença significativa na aplicação da calda de alho em relação a Cipermetrina 20 EC 1ml/l no controlo da lagarta-do-cartucho (Spodopterra frugiperda)? 3. Qual dentre os dois pesticidas apresenta melhores rendimentos na cultura do milho?
5 CAPÍTULO I
2. Referencial teórico 2.1. Características gerais de cultura do Milho Segundo EMBRAPA (1997), O milho (Zea mays) é de origem Americana (Mexico), a data de sementeira depende do calendário de cada região. Para a zona Sul de Moçambique a época de sementeira é nos meses de Outubro a Dezembro, plantado a 10cm de profundidade, (25x70) cm de compasso (NUNGULU, 2014).
De acordo com Santos (1990), Os solos mais ideais sãos os Argilo-arenosos ou arenoargilosos por serem férteis e de boa drenagem. Embora também pode ser plantados em solos argilosos ou arenosos. As Temperaturas médias óptimas variam entre 18º C a 30 o C e a precipitação média de 600mm. As infestantes prejudicam muito a cultura do milho, sendo necessário o seu controlo através das sachas (GASPAR, 2010).
De acordo com a IIAM (2006), recomenda-se o uso do N-P-K: adubo composto, pois o Nitrogénio (N) estimula o desenvolvimento vegetativo, aumenta o período de maturação e garante bons rendimentos. O fósforo (P) estimula o desenvolvimento das raízes, diminui o período de maturação e dá o equilibro ao Nitrogénio. O potássio (K) aumenta o vigor do caule, garantido a resistência em ocasião de secas ou na inclusão de doenças.
2.1.1 Fases do desenvolvimento do milho Fase vegetativa Para a semente germinar, precisa de humidade, arejamento e de controlo adequado da temperatura. Controlados esses factores a emergência ocorre dos 7 a 10 dias após a sementeira, esta fase influência as fases seguintes (GASPAR, 2010).
Fase da floração É a fase de preparação para a produção do grão e é um período crítico, a falta de qualquer mecanismo de controlo, reflecte directamente na produção. Nesta fase ocorre a formação das espigas, a emergência total da bandeira, das barbas, ocorre a polinização e a fecundação (GASPAR, 2010). Se ocorrer falhas nesta fase, as barbas não aparecerão e a fecundação não irá ocorrer, consequente pode ocorre falhas na formação dos grãos nas espigas (NUNGULU, 2014).
Fase maturação Esta fase começa com o aparecimento do grão, a falta de humidade nesta fase, pode reduzir o rendimento e até pode comprometer a colheita. O grande problema é a secagem rápida do grão antes de uma boa maturação (GASPAR, 2010).
2.1.2 Importância económica do milho Segundo a EMBRAPA (1997), O milho é um cereal que ocupa um lugar de destaque entre as culturas produzidas no mundo, pode ser utilizado na alimentação animal, assim como nas indústrias de alta tecnologia. Este cereal constitui uma boa fonte de energia, proteínas e outros nutrientes, bastante importante na alimentação das populações rurais. A cultura do milho é o principal alimento, fonte de receitas para milhões de pessoas em toda a África Austral, surgindo nos diferentes sistemas agrícolas predominantemente consociado com outras culturas como feijão, mandioca e batata-doce (NUNGULU, 2014).
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