Proj arq const escola pública fundamental

Proj arq const escola pública fundamental

(Parte 1 de 4)

PORTO VELHO / RO 2012

Monografia apresentada como requisito avaliativo-parcial da disciplina de Introdução do Trabalho Final de Curso, ministrada pelas Professoras: Me. Helena Zoraide Pelacani Almada e Esp. Kaciana Moretto Santos do curso de Arquitetura e Urbanismo, 9º período, da Faculdade Interamericana de Porto Velho/RO – UNIRON.

Orientador: Engenheiro Fernando Guimarães Filho

PORTO VELHO / RO 2012

Trabalho apresentado à banca examinadora do curso de arquitetura e urbanismo oferecido pela faculdade interamericana de Porto Velho – UNIRON.

BANCA EXAMINADORA Orientador: Engenheiro Fernando Guimarães Filho

Professora: Me. Helena Zoraide Pelacani Almada Professora: Esp. Kaciana Moretto Santos

PORTO VELHO / RO 2012

Dedico este trabalho a todos aqueles que contribuíram para sua realização, especialmente minha família.

“O homem é bom por natureza, mas uma educação equivocada o perverte.” Jean-Jacques Rousseau (1712-1778)

A construção de uma escola de ensino fundamental para uso público deve promover um local de desenvolvimento e aprendizagem para cada aluno independente de sua idade. É analisado neste trabalho como um resultado de expressão cultural de uma comunidade, mostrando diferentes abordagens na construção de escolas em países em desenvolvidos e países em desenvolvimento. Nos países desenvolvidos as escolas demonstra que construções de edifícios escolares não representam apenas princípios educacionais, mas é levado em consideração seu projeto arquitetônico, às adequações necessárias para que cada ambiente dentro de uma escola possa atender as metodologias de ensino. Já nos países em desenvolvimento que muitas vezes nem sempre atende os níveis no desempenho em sua arquitetura como em países mais ricos, no entanto muitas escolas são usadas como exemplos neste trabalho que incorporaram elementos locais como a cultura e tradições locais construindo escolas com características construtivas regionais adotando formas que acomodem os aspectos ambientais de cada região. A partir desses aspectos a construção de um edifício escolar deve atender o ensino de alunos em seus anos iniciais de estudo onde cada criança possa interagir com o ambiente construído, sendo de grade importância que o ambiente escolar insira os alunos ao ensino integral dando um bom local de estudo sem que aprisionem alunos em salas de aula. Nas práticas construtivas, foram considerados aspectos funcionais, assim como, conforto ambiental dos usuários, em sustentabilidade e propondo uma arquitetura em que sua configuração física contribua para o desenvolvimento intelectual, social e que seja agregada a toda comunidade do bairro Nova Esperança em Porto Velho, principalmente crianças.

Palavras-chave: Arquitetura. Construção. Desenvolvimento. Escola.

The construction of an elementary school for public use should promote local development and learning for every student regardless of their age. It is analyzed in this paper as a result of expression of a cultural community, showing different approaches in building schools in developed countries and developing countries. In developed countries the schools demonstrates that constructions of school buildings represent not only the educational principles, but is considered in its architectural design, the adjustments necessary for each setting within a school can meet the teaching methodologies. Already in developing countries that often do not always meet the performance levels in its architecture as in richer countries, but many schools are used as examples in this work that incorporated elements of local culture and traditions as building schools with local characteristics constructive regional adopting ways that accommodate the environmental aspects of each region. From these aspects the construction of a school building must meet the education of students in their early years of study where each child can interact with the built environment, and the importance of grid environment school students to enter the teaching integral giving a good spot study without imprison students in classrooms. In construction practices were considered functional aspects as well as environmental comfort of the users in sustainability and proposing an architecture in which its physical configuration contributes to the intellectual, social, and that is aggregated across the community of New Hope neighborhood in Porto Velho, especially children.

Keywords: Architecture. Construction. Development. School.

FIGURA 1 - Colégio Maria Auxiliadora, aproximadamente anos 5016
FIGURA 2 - Reformado, perdeu todas as suas características originais do ecletismo16
FIGURA 3 - O Colégio Dom Bosco, aproximadamente 194917
de Porto Velho18
FIGURA 5 - Grupo Escola Carmela Dutra19
FIGURA 6 - Grupo Escolar Barão do Solimões, anos 4019
FIGURA 7 - Sistema do ensino público com duração de nove anos20
FIGURA 8 - Planta das salas de aula, vista do pátio de uma sala de aula e vista do interior2
FIGURA 9 - Perspectiva da Escola Gratuita Paju, ano 201123
FIGURA 10 - Escadas de acesso externo e interna da escola24
FIGURA 1 - Planta baixa do pavimento térreo e pavimento superior24
FIGURA 12 - Escola Montessori Oost, Amsterdam, conceito de rua interna25
FIGURA 13 - Conceito de rua interna com anfiteatro25
FIGURA 14 - Implantação da escola Canning Vale26
FIGURA 15 - Espaço flexível que proporciona atividades em grupo26
aprendizagem27
FIGURA 17 - Exemplo de estúdio de aprendizagem27
FIGURA 18 - Mobiliário macio para sentar28
FIGURA 19 - Áreas verdes adjacentes ao edifício escolar28
FIGURA 20 – Planta Baixa do primeiro e segundo pavimento da escola METI29
FIGURA 21 - Escola METI em Rudrapur, Bangladesh29
FIGURA 2 - Escola METI exemplo de sustentabilidade30
FIGURA 23 - Colégio Santo Domingo Savio, construída com conceito de escola aberta31
FIGURA 24 - Colégio Santo Domingo Savio, planta do primeiro e segundo pavimento31
FIGURA 25 - Vista da sala de aula32
FIGURA 26 - Brises verticais de madeira laminada protegem as circulações de alunos32
comunidade3

LISTA DE ILUSTRAÇÕES FIGURA 4 - Antigo Colégio Dom Bosco, hoje Seminário Maior João XI, e Arquidiocese FIGURA 16 - Vista de áreas de colaboração dentro de uma pequena comunidade de FIGURA 27 - A vista aérea enfatiza a implantação no entorno, onde predominam as casas da FIGURA 28 - As salas de aulas ocupam blocos de concreto, com dois pavimentos e fachada envidraçada. .............................................................................................................................. 3

FIGURA 30 - Cada sala de aula possui um pátio privativo34
FIGURA 31 - Planta baixa do pavimento térreo e superior34
Rosa da China35
FIGURA 3 - Interior do “Disco” do CEU Rosa da China, São Paulo/Guaianazes36
FIGURA 34 - CEU Rosa da China com elementos pré-moldados de concreto36
FIGURA 35 - Implantação do CEU Rosa da China, São Paulo/Sapopenba37
37
FIGURA 37 - Interior da EMEI do CEUs Jambeiro, São Paulo / Guaianazes38
FIGURA 38 - Implantação do CEU Jambeiro – São Paulo/Guaianazes38
FIGURA 39 - Condomínios limitam a expansão da escola Rio Madeira42
FIGURA 40 - Planta baixa da Escola Rio Madeira42
FIGURA 41 - Espaço recreativo43
FIGURA 42 - Área para atividades múltiplas de alunos43
FIGURA 43 – Estacionamento na Fachada frontal43
FIGURA 4 - Via de acesso Alameda Roquete Pinto43
FIGURA 45 - Localização das escolas próximas ao bairro Nova Esperança4
FIGURA 46 - Total de residentes em domicílios particulares45
FIGURA 47 - Entorno do terreno para construção da escola46
FIGURA 48 - Avenida Rio madeira46
FIGURA 49 - Croqui de setorização da escola47
FIGURA 50 - Áreas para, arte, música e atuação49
FIGURA 51 - Área de atividades físicas49
FIGURA 52 - Espaço para inteligências múltiplas50
FIGURA 53 - Iluminação natural50
FIGURA 54 - Laboratório de uso múltiplo51
FIGURA 5 - Elemento de sustentabilidade51
FIGURA 56 - Conexão com a comunidade52

FIGURA 29 - Escola com muros que representa transparência. .............................................. 34 FIGURA 32 - O “disco” abriga a creche, ligando ao pavilhão por meio de passarela, CEU FIGURA 36 – A proposta de marcos urbanos significativa em áreas carentes, CEU Jambeiro. FIGURA 57 - Fechamento da área escolar. .............................................................................. 52

QUADRO 1 - Evolução de matrículas do ensino fundamental em Porto Velho/RO39
QUADRO 2 - Modalidade de ensino da escola Rio Madeira40

LISTA DE QUADROS QUADRO 3 - Ambientes da escola Rio Madeira..................................................................... 41

GRÁFICO 1 - Evolução da população de Porto Velho39
GRÁFICO 2 - População em Porto Velho, do ensino fundamental de 6 a 14 anos40

LISTA DE GRÁFICO GRÁFICO 3 - População em idade de 0 a 14 anos. ................................................................. 45

1. INTRODUÇÃO13
2 OS PRIMEIROS GRUPOS ESCOLARES DE PORTO VELHO/RO15
2.1 Períodos da educação em Rondônia15
2.1.1 O Instituto Maria Auxiliadora, 1933 – 193715
2.1.2 Antigo Colégio Dom Bosco, 193516
2.1.3 Escola Normal Carmela Dutra 195018
2.2.3 Grupo Escolar Barão do Solimões19
3 PARÂMETROS PARA CONSTRUÇÃO DE ESCOLAS PÚBLICAS20
3.1 Educação no Brasil20
3.1.1 Normas para construção de escolas em Porto Velho21
3.2 Construções de Escolas em Países Desenvolvidos21
3.2.1 Corona School, Los Angeles, Califórnia, EUA21
3.2.2 Escola Gratuita Paju, Paju-si, Coréia do Sul2
3.2.3 Conceito dos Projetos de Herman Hertzberger24
3.2.4 Canning Vale High School, Perth, Austrália Ocidental26
3.3 Construções de Escolas em Países em Desenvolvimento28
3.3.1 METI – Modern Education and Training Institute em Radrapur, Bangladesh (2005)29
3.3.2 Colégio Santo Domingo Savio, Medelín, Colômbia, 200830
3.3.3 Escola pública El Porvenir, Bogotá, Colômbia, 20053
Alexandre Delijaicov, André Takiya e Wanderley Ariza35
4. PRÁTICAS E DIRETRIZES PARA CONSTRUÇÃO DE UMA ESCOLA39
4.1 Números da Educação em Porto Velho/RO39
4.1.1 Dados Sociais da Escola Rio Madeira40
4.1.2 Infraestrutura da Escola Rio Madeira41
4.2 Escolha do Bairro Nova Esperança4
4.2.1 Estimativa de Alunos45
4.2.2 Localização do Terreno46
4.3 Partido Arquitetônico para Construção da Escola47
4.4 Exigências Construtivas47
4.4.1 Revestimentos Pisos e Paredes48
4.4.2 Projeto Paisagístico na Escola48

SUMÁRIO 3.3.4 Centros Educacionais Unificados Rosa da China e Jambeiro (CEUs), São Paulo. 4.4.3 Mobiliário e Equipamentos ............................................................................................. 48

4.4.5 Área de Prática de Atividades Físicas49
4.4.6 Espaços de Atividades Múltiplas dos Alunos49
4.4.7 Iluminação Natural50
4.4.8 Laboratório para Atividades Múltiplas51
4.4.9 Elementos de Sustentabilidade51
4.4.10 A Escola e a Conexão com a Comunidade52
4.4.1. Fechamento da Área com Muros52
CONSIDERAÇÕES FINAIS53

4.4.4 Área para Apresentações ................................................................................................. 48 REFERÊNCIAS ..................................................................................................................... 54

1. INTRODUÇÃO

A construção de escola um pública em Porto Velho, tem grandes consequências culturais, sociais e econômicas. A escola deve ser um equipamento de formação do cidadão no espaço onde se inseri espaço que por muitas não possuem uma estrutura adequada para formação da criança nos anos iniciais de sua vida escolar.

A escolha do bairro nova esperança, foi devido a dois aspectos que justifica a escolha do bairro, a primeira e a procura de alunos que concluem os anos de ensino na escola Rio Madeira que atende apenas alunos do 1ª ao 5ª ano do ensino fundamental. O segundo aspecto foi devido à construção de condomínios que trazem uma demanda de moradores que por muita vezes escolhem matricular seus filhos em outras instituições fora do bairro, para isso pode-se justificar a construção de uma instituição de ensino que atenda a essa nova demanda.

O projeto de construção de uma escola pública de ensino fundamental no bairro

Nova Esperança, zona norte de Porto Velho/RO, se deve ao fato de que a escola Rio Madeira, atende alunos apenas do ensino fundamental nos anos iniciais do 1ª a 5ª ano. Por tal motivo a nova proposta de uma escola deverá atender alunos do 1ª ao 9ª ano do ensino fundamental, construindo uma estrutura que além de salas de aula tenham espaços onde os alunos sejam estimulados a aprender.

A escolha de construir uma escola e de criar um projeto onde o principal beneficiado seja a comunidade onde a mesma irá ser construída, de modo que a escola seja um lugar de transição, interação e comunicação com o bairro alcançado todo o potencial que possa ser alcançado, deve-se planejar espaços onde o aluno não se torne um “prisioneiro” dentro da escola, mas sim que se sinta parte dele e isso vale para toda a comunidade do bairro nova esperança em Porto Velho.

O projeto se baseia em construir um local que possa atender alunos do ensino fundamental dos anos iniciais e finais, dando uma melhor infraestrutura estimulando as varias atividades e inteligência que cada aluno possui o que futuramente terá boas consequências para comunidade onde a nova escola será construída.

Para a proposta de construir uma escola pública de ensino fundamental, se deve ao fato de que a escola Rio Madeira, atende alunos apenas do ensino fundamental nos anos iniciais do 1ª a 5ª ano que atende o bairro nova esperança no Município de Porto Velho.

Nas escolas de Porto Velho, como nas escolas do Brasil a poucos estudos sobre o ambiente escolar no que se refera a sua infraestrutura, a escola deve ser um equipamento urbano de grande referência, pois e dele que se formará novos cidadãos.

A monografia esta estruturada em quatro capítulos, sendo o primeiro a introdução do trabalho.

O segundo capítulo mostra a história da educação em Porto Velho e alguns dos primeiros e principais grupos escolares de Porto Velho, fazendo uma breve descrição de sua história e estrutura física dos edifícios.

No terceiro capítulo o estudo de caso e feito em dois parâmetros um se refere à construção de escola em países desenvolvidos em que a educação e bem privilegiada pelo governo onde e dada grande importância tanto construtiva quanto pedagógica já que e mais do que provado que uma boa edificação aliada a investimentos na educação trará ganhos futuros a sociedade. No segundo parâmetro e abordado a educação em países em desenvolvimento onde mostra bons exemplos com um investimento na infraestrutura escolar muitas vezes prático que beneficiem o atendimento a uma comunidade trazendo bons resultado para o futuro.

No quarto capítulo apresenta a metodologia de dados como forma de levantamento, criando uma estimativa de alunos que a construção da escola púbica de ensino fundamental que será contemplada no bairro Nova Esperança zona norte de Porto Velho. Também é analisado o espaço físico da escola Rio Madeira, no que se refere ao número de alunos e no espaço que a escola oferece, também será apresentada um levantamento de dados da população em dois bairros próximos à construção da escola, os bairros Rio Madeira e Industrial, para referenciar e estimar o número de alunos.

Desses referenciais da importância social da escola busca-se assim, promover uma edificação adequada em todos os seus parâmetros construtivos e necessidades pedagógicas e sociais para seus usuários, desempenhando um papel de referência arquitetônica e educacional.

2 OS PRIMEIROS GRUPOS ESCOLARES DE PORTO VELHO/RO

2.1 Períodos da educação em Rondônia

A educação em Rondônia pode ser dividida em quatro principais períodos. O primeiro ocorreu com a construção da ferrovia Madeira-Mamoré e a formação das cidades de Porto Velho e Guajará-Mirim; o segundo com a criação do Território Federal do Guaporé, o terceiro na ocasião da implantação dos projetos de colonização, o quarto e atual período foi iniciado a criação do FUNDEF1 , pelo Governo Federal.

2.1.1 O Instituto Maria Auxiliadora, 1933 – 1937

A pedra fundamental do Instituto Maria Auxiliadora foi lançado em 4 de janeiro de 1933 e inaugurado e 15 de janeiro de 1937. Foi construído pelo mestre de obra português Pedro Renda. Localizado na Rua Irmã Capeli com a Riachuelo, sua construção de volumetria simples, no formato de “L”, destaca-se pelo seu ecletismo. Seu aspecto formal apresenta-se com duas fachadas e mais um terceira em corte diagonal, sendo a principal pela Rua Irmã Capeli (CARVALHO, J., 2009, p.119).

As obras foram iniciadas sob a responsabilidade dos padres João Nicoletti e Dr.

Antonio Carlos Peixoto. Com três pavimento destacava-se comparado aos demais da cidade de Porto Velho. Aluízio Ferreira, fiscal escolar do Instituto, relata ao Diretor do Departamento de Educação e Cultura do Estado do Amazonas:

“É um grande prédio, situado em um dos pontos mais altos e pitorescos [...] é sem favor o mais majestoso que existe na cidade”. Aluízio Ferreira

As dependências internas do Instituto são amplas e claras. Após o vestíbulo de entrada que conserva ainda os móveis originais, vê-se a escadaria que conduz aos outros pavimentos cujas divisões são as salas de aula. O auditório confortável possui espaço para 320 pessoas em um palco quantificado para as práticas artísticas.

Um marco da educação de Rondônia integrando a paisagem histórica de Porto Velho, emprestando à sua materialidade da arquitetura, a pureza de estilo e concepção moderna da época em que foi edificado, descrito na imagem abaixo (BORZACOV, 2007).

1 FUNDEF – Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental.

16 Figura 1 - Colégio Maria Auxiliadora, aproximadamente anos 50.

Suas cores originais eram beges com detalhes brancos. Esse prédio foi reformado e desfigurado totalmente da sua proposta arquitetônica original (CARVALHO, J., 2009).

Figura 2 - Reformado, perdeu todas as suas características originais do ecletismo.

Os padres salesianos desejavam construir um prédio para aumentar o número de salas de aula, inclusive implantar o curso ginasial (a escola atendia somente o curso primário) e funcionava desde 1922 nas dependências da agência da Companhia Fluvial, na Av.

Farqhuar. Era administrada pelos padres Egydio Boutgnou e João Nicoletti (BORZACOV, 2007).

A pedra fundamental do Colégio Dom Bosco foi lançada em 7 de setembro de 1935 e sua construção iniciada no mesmo ano pelo Padre João Nicoletti e pelo mestre de obras português Pedro Renda, não foi executada conforme o projeto, sendo encerrada sua obra final dos anos quarenta. Sua localização na Rua Gonçalves Dias, entre a Rua Dom Pedro I e a Av. Carlos Gomes. Construção no formato de “L” composto de quarto corpos, sendo o primeiro pórtico de três pisos (CARVALHO, J., 2009, p.124).

O prédio possui dois pavimentos, somente a parte central tem três andares. Ostenta linhas sóbrias, fazendo alusão a grandiosidade do estilo romano, o busto do fundador da congregação salesiana, São João Bosco, em bronze, fica no alto do pavimento térreo. O primeiro pavimento possui grandes e largos corredores, ladeados por arcos diversos, dando um aspecto grandioso e elegante (BORZACOV, 2007).

Figura 3 - O Colégio Dom Bosco, aproximadamente 1949.

O prédio além de Colégio serviu de residência aos padres e sede episcopal. Com a mudança do Colégio para um prédio construído na Rua Almirante Barroso, o antigo colégio foi destinado ao seminário Maio João XI. Ao longo dos anos o Colégio Dom Bosco demonstrou ser um estabelecimento de educação digno das melhores tradições humanistas e cristãs, formando varias personalidade que desempenham um papel significativo em varias áreas em nível nacional (BORZACOV, 2007).

18 Figura 4 - Antigo Colégio Dom Bosco, hoje Seminário Maior João XI, e Arquidiocese de Porto Velho.

Ainda bem preservado, observa-se que as janelas foram trocadas por ferro e vidro, com cobertura por telha de amianto e colocado um gradil sobre as janelas do piso inferior. Atualmente funciona como Seminário Maior João XI e também a Arquidiocese de Porto Velho/RO (CARVALHO, J., 2009).

2.1.3 Escola Normal Carmela Dutra 1950

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