Edifícios administrativos e comerciais

Edifícios administrativos e comerciais

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Centro de Atendimento ao Cidadão, Mato Grosso do Sul, Brasil

Em um terreno de 12.02500 m², no estado de Mato Grosso do Sul, Brasil, a obra foi iniciada em 2006 e seu termino em 2008 e seus materiais que definem a arquitetura e o aço e alumínio.

Com o objetivo de melhorar a qualidade dos serviços públicos oferecidos aos contribuintes, a Prefeitura Municipal de Campo Grande resolveu integrar em um único edifício três Secretarias que respondem por grande parte da burocracia da cidade: Urbanização, Receita e Procuradoria Jurídica.

Com face inclinada e poucos andares, espaço público reúne diversos serviços em um único edifício.

Fonte: <http://www.galeriadaarquitetura.com.br/gil-carlos-de-camillo-arquitetura_/central-de-atendimento-ao-cidadao/481#> acesso em 21/04/2014.

A Central de Atendimento ao Cidadão, concebida pelo arquiteto Gil Carlos de Camillo, é, portanto, um espaço múltiplo, destinado ao trâmite de projetos para construção, questionamento de tributos, pendências jurídicas com o município, entre outros serviços.

Segundo o arquiteto Gil Carlos de Camillo, buscou por uma volumetria em que ocultasse o reduzido número de andares, apenas mostrando a importância do prédio.

“O reduzido número de pavimentos orientou a busca por uma volumetria que, em parte, ocultasse a limitada quantidade de andares e expressasse a importância do prédio.” Gil Carlos de Camillo

A obra contou com recursos do Programa Nacional de Apoio à Modernização Administrativa e Fiscal, cuja principal recomendação foi transmitir a imagem de boa qualidade dos serviços prestados no local por meio da edificação.

Implantado em uma das esquinas do terreno, o acesso ao edifício com uma área construída de 4.500 m², possui um amplo pé-direito triplo. Considerando a finalidade institucional, sua tipologia se revela por meio da seqüência estrutural que se declara nas fachadas.

Amplo pé-direito triplo reforça a imagem de edificação institucional.

Fonte: <http://www.galeriadaarquitetura.com.br/gil-carlos-de-camillo-arquitetura_/central-de-atendimento-ao-cidadao/481#> acesso em 21/04/2014.

Aspecto funcional do edifício é marcado por sua funcionalidade para uma melhor eficiência com maior demanda por espaços no pavimento térreo, com uma grande face inclinada, revestida por telhas metálicas, acomodando as áreas que recebem o maior número de pessoas. Com isso o arquiteto conseguiu evitar a solução mais convencional, colocando em ordem a plataforma sob o volume da torre.

A fachada inclinada e o ponto alto do projeto, o arquiteto fez o edifício parecer brotar do chão.

Fonte: <http://www.galeriadaarquitetura.com.br/gil-carlos-de-camillo-arquitetura_/central-de-atendimento-ao-cidadao/481#> acesso em 21/04/2014.

Além disso, a estrutura do prédio institucional se compõe numa malha de pilares com 7 m de vão em concreto armado, com balanços de 3,5 m nas extremidades dos dois últimos pavimentos. Treliças espaciais foram implantadas para compensar o vazio central. A cobertura do setor de atendimento e do vazio central e feito com telhas termoacústicas.

Treliças espaciais vencem a barreira visual do vão, no setor de atendimento.

Fonte: <http://www.galeriadaarquitetura.com.br/gil-carlos-de-camillo-arquitetura_/central-de-atendimento-ao-cidadao/481#> acesso em 21/04/2014.

Em razão do calor severo da capital do Mato Grosso do Sul, o volume e as aberturas foram orientados para as faces norte e sul.

Localizada na região central da cidade, colada ao Paço Municipal, a Central de Atendimento ao Cidadão conta ainda com 360 vagas para veículos, já que o transporte individual vem sobrepondo o coletivo.

Segundo o arquiteto Gil Carlos de Camillo, com um pequeno número de andares solicitado pela prefeitura para estimular a circulação vertical independente de elevadores, orientou a busca por uma volumetria que, em parte, ocultasse o reduzido número de pavimentos mais que expressasse formalmente a importância da edificação.

Sede do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), Brasília, DF.

A Fachada mostra painéis que partem do térreo, revelando um brise externo.

Fonte: <http://www.galeriadaarquitetura.com.br> Acesso em 27/04/2014.

Edifício para uso do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), projetado pela equipe liderada por Pedro Paulo de Melo Saraiva, Pedro Melo Saraiva e Fernando de Magalhães Mendonça.

Edifico Sede do Confea, localizado no plano piloto de Brasília DF.

Fonte: < http://vitruvius.es/revistas/read/projetos/11.125/3882> Acesso em 27/04/2014.

O projeto ocupa um lote vizinho à antiga sede da entidade, localizado em terreno entre as avenidas W2 e W3 na Asa Norte de Brasília.

Edifico Sede do Confea, localizado na superquadra, Brasília DF.

Fonte: < http://vitruvius.es/revistas/read/projetos/11.125/3882> Acesso em 27/04/2014.

Com pavimento térreo; 1º, 2º, 3º e 4º pavimentos; cobertura; e três subsolos para garagem de estacionamento. A nova sede do Confea reflete a vontade inicial do cliente de locar parte do prédio para escritórios. Segundo os arquitetos os andares-tipo do primeiro ao quarto pavimento, com 22,5 x 35 m, são livres de pilares e oferecem total flexibilidade de organização da planta. Considerando uma dimensão generosa, criando um bom desempenho para sua funcionalidade e arranjos dos mesmos.

Planta Baixa Pavimento Térreo.

Fonte: < http://vitruvius.es/revistas/read/projetos/11.125/3882> Acesso em 27/04/2014.

O pavimento térreo destina-se à entrada, saguão, recepção, e ao Plenário e aos respectivos ambientes de apoio. Nos demais pavimentos (1º, 2º, 3º e 4º pavimentos) são assim destinados ao uso administrativo.

Planta de baixa cobertura ocupada por um restaurante.

Fonte: < http://vitruvius.es/revistas/read/projetos/11.125/3882> Acesso em 27/04/2014.

O pavimento de cobertura abrigar o refeitório, copa, cozinha, estar/lazer dos funcionários, com dimensionamento e espacialidade adequada abrigando eventos sociais como almoços, coquetéis, e outro tipo de eventos contam também com uma área ampla livre e um jardim.

Ao seu volume, proporcionou-se especial tratamento plástico, afastando-se de uma cobertura convencional, criando um espaço único, resultado em um tipo de coroamento que o sistema de arcos tri-articulados proporciona a estrutura do edifício.

Diagrama de esforços do edifício.

Fonte: < http://vitruvius.es/revistas/read/projetos/11.125/3882> Acesso em 27/04/2014.

A estrutura, mista de concreto e aço, consiste em tramos metálicos centrais de 15 m, apoiados em estrutura de concreto com balanços internos simétricos de 3,75m. O desequilíbrio causado pelo carregamento das extremidades internas dos balanços é compensado pelo atirantamento das extremidades externas dos balanços (de 4,00m); os tirantes de todos os pisos são ancorados nas paredes laterais de fundação, responsável também pelo sistema de contenção lateral dos subsolos.

Desequilíbrio causado pelo carregamento das extremidades internas dos balanços.

Fonte: <http://www.galeriadaarquitetura.com.br> Acesso em 27/04/2014.

Para compensar o desequilíbrio causado pelo carregamento das extremidades internas dos balanços, o arquiteto projetou extremidades externas com atiramentos de 4 metros.

Corte longitudinal.

Fonte: < http://vitruvius.es/revistas/read/projetos/11.125/3882> Acesso em 27/04/2014.

Corte transversal.

Fonte: < http://vitruvius.es/revistas/read/projetos/11.125/3882> Acesso em 27/04/2014.

O edifício foi envelopado por uma membrana têxtil perfurada que serve para proteger os escritórios da excessiva entrada de luz.

Os painéis partem do térreo, revelando um bise externo.

Fonte: <http://www.galeriadaarquitetura.com.br> Acesso em 27/04/2014.

A membrana têxtil protege a fachada, mas permite transparência.

Fonte: <http://www.galeriadaarquitetura.com.br> Acesso em 27/04/2014.

Segundo Fernando Serapião, o prédio evidencia o saber de um arquiteto cuja expressão arquitetônica, como um relógio suíço, traduz-se em eficiência e precisão (SERAPIÃO, F., 2011).

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