Nas teorias de Henry Giroux

Nas teorias de Henry Giroux

Curso:

Licenciatura em historia

Nas teorias de Henry Giroux, vemos alguns aspectos muito importantes para os Professores como intelectuais e transformador da educação na modernidade, visto que ainda hoje á debates a respeito de alguns pontos no qual é apresentado por ele, pois apresenta alguns problemas que juntamente com os textos fornecidos para este trabalho nos leva a três ideias principais, na qual a primeira é o professor como intelectual publico, a segunda a escola como esfera publica e o terceiro a criticas aos currículos.

Cada um destes pontos é discutido hoje na filosofia da educação, no qual proporciona uma reflexão para os professores de como está o seu papel na formação-aprendizagem, pois um dos desafios é despertar o professor tradicional levando-o para além da sala de aula, sendo um intelectual transformador que leve a um sentido democrático e igualitário ao aluno, e quebrando paradigmas curriculares tradicionais que ainda paira como um currículo oculto que hoje ainda é lecionado como dizia o historiador Eric Hobsbawm  no livro sobre história, em que apresenta um padrão de conhecimento contrário de cima para baixo, descartando o debaixo para cima, que não trás em seu conteúdo uma reflexão que transforme a condição do trabalhador que ainda está permanecendo no modelo currículo tecnicista, em que o processo não sai do simples, permanece no obvio, não abrange nem inclui o aluno como sujeito histórico.

Aquele que? Sabe fazer bem? Domina a prática, tem clareza sobre as raízes do fazer, entende a dimensão dos resultados do fazer, tornando-se agente do processo de forma crítica e realista.

O educador não pode se prender às visões simplistas, maniqueístas e ideologizadas de suas funções e persona: o educador competente não se limita.

Aos estereótipos que o desumanizam, mas deve atuar para a formação íntegra de seus alunos. (RIOS, 2001)

Além do que neste sentido o educador de estar de dentro para fora neste processo, na construção da esfera publica socialista, com praticas na sala que vai além da escola, que lutam por uma democracia mais justa, que levem ao uma esfera publica em que manifestam contra as imposições nas estruturas educacionais, nas práxis curriculares que muitas das vezes são más avaliadoras excludentes, visto que há ainda uma cultura em debito com os educando, pois em pleno este aspecto moderno vemos alguns discursos ao contrario a uma historia negra e indígena nas escolas, pois ainda é um desafio a ser alcançado, em que para se alcançar uma educação de aprendizagem mais igualitária, respeitando as diferenças é necessário trazer uma reflexão mais ativa não só para educando mais também a aquele que educa, assim abrindo espaço na participar do processo deste currículo, sendo um transformador não um depositador de conteúdos, como dizia Paulo Freire na concepção “bancaria”.

Na concepção “bancária” que estamos criticando, para a qual a educação é o ato de depositar, de transferir, de transmitir valores e conhecimentos, não se verifica nem pode verificar-se esta superação. Pelo contrário, refletindo a sociedade opressora, sendo dimensão da “cultura do silêncio’ a “educação” “bancária” mantém e estimula a contradição”. Daí, então, que nela:

a) o educador é o que educa; os educandos, os que são educados;

(b) o educador é o que sabe; os educandos, os que não sabem:

c) o educador é o que pensa; os educandos, os pensados;

d) o educador é o que diz a palavra; os educandos, os que a escutam docilmente;

e) o educador é o que disciplina; os educandos, os disciplinados.

(f) o educador é o que opta e prescreve sua opção; os educandos, os que seguem a prescrição (Freire, Paulo. 1997 p. 79).

Nessa teoria Freiriana entende-se que assim com Giroux, buscaram quebrar estas práxis opressoras através de uma educação mais ampla, onde contemplasse mais democrática e igualitária, partindo do conhecimento compartilhado, saindo do simples, mas se decifrando a questão de sua realidade , nessa concepção o professor levaria o aluno a ter uma visão de sua mais critica, fazendo questionar e refletir e entender quem ele é nesse processo, levando o educando a ser um intelectual ativo, transformando-o um transformador em ambos os aspectos, mais critico a este currículo autoritário vindo do Estado, visando um currículo democrático onde se inclui a noção de gênero, etnias culturais nas disciplinas, onde ele tivesse acesso nas pesquisas e formação destes programas educacionais, afinal não existe educação sem o educador. Outro ponto que deve ser avaliado junto com desenvolver destas teorias é que o educador deve ser um intelectual orgânico como se refere no texto identidade do educador no sentido de esclarecer também seus alunos a realidade politica-ideológica que as oprime, mostrando um viés no qual o Estado trabalha sempre favorecendo a umas determinadas classes norteadas de ideias conservadoras, não ignorando o senso comum, mais alavancado outra face do que é ensinado, como Antônio Gramsci descreve em uma das suas teses que para transformar a vida do trabalhador era necessário uma hegemonia que alavanca-se numa contra cultura, na mesma forma encaixe-se na visão de Giroux, só se quebra a forma arcaica curricular se houver uma busca esta contra cultural, assim tanto mudaria a visão do educar como englobaria um cidadão mais intelectual da sua realidade, neste sentido não ficaria restrito o conhecimento a um, mais em ambos alcançaria um saber critico rodeada de uma psicologia critica, desconectando-se deste currículo tradicional e oculto.

Diante desses desafios enfrentados pela sociedade contemporânea, a filosofia ocidental nos apresenta três modelos da formação do homem, na qual a primeira é o essencialíssimo:

O homem, nessa perspectiva é um ser educável. Sua essência é a racionalidade. Trata-se, portanto, de uma educação dirigida ao espírito. Podemos destacar como principais representantes desta filosofia educacional os filósofos Platão, Aristófanes entre outros.

O segundo denota-se no naturalismo, onde O naturalismo é uma Concepção que:

Não admite a existência de nada que seja exterior à natureza, reduzindo a realidade ao mundo natural e a nossa experiência deste. O naturalismo recusa, portanto, qualquer elemento sobrenatural ou princípio transcendente. (JAPIASSU,1996, p. 192).

E no terceiro modelo vemos o que acredito o mais importante para formação do homem contemporâneo:

Na perspectiva do histórico-social, a educação é concebida como processo individual e coletivo de constituição de uma nova consciência social e de reconstituição da sociedade pela rearticulação de suas relações políticas. (SEVERINO, 1994, p. 35)

Neste terceiro modelo, vemos mais relação com a teoria dos autores anteriores, tanto Paulo Freire com Giroux que foram grandes pensadores que tiveram excelentes ideias vista nas necessidades educacionais em seus perspectivos tempos e que eram voltadas para os processos pedagógicos, do professor como intelectual transformador, visto que neste modelo ele destaca não apenas um modelo nem natural e nem essencial da educação como a tempos remotos foi utilizado e qual ainda encontramos nas práxis educacionais em algumas escolas, mais os debates que norteia este terceiro molde esta vinculada uma dialética nas vivencias nas relações humanas e do homem com mundo, as resposta com para o sentido das coisas, como expõem no texto As concepções de homem e mundo no ocidente. Porém apesar de ser o melhor a ser intitulado, trazendo uma construção da esfera publica mais democrática, temos em contra ponto ainda uma maior permanência dos conservadores nos currículos moldado pelo Estado. Acreditamos com este molde iremos com o tempo colocar a educação no seu patamar certo, resultando num excelente processo de aprendizagem no homem contemporâneo, esta escolha deste molde, foi que acredito ser a melhor forma de se alcançar educação melhor, pois somente a pessoa conhecendo a si, quem é? As condições que vive podem torna-las menos oprimidas e menos enganadas pela imposição educacional, tornando-as trabalhador orgânico numa cultura popular nacional, assim fazendo uma educação de qualidade.

Fontes: Freire, Pulo, 2011- pedagogia do oprimido, Rio de JANEIRO: PAZ E TERRA.

Textos de referência para o trabalho.

Educadores: identidades, competência técnica e compromisso político.

André Luís Gabriel

A identidade do educador

Sobre as competências do educador

As concepções de homem e mundo no ocidente

A Fenomenologia como Fundamentação para o Movimento Humano Significativo Aguinaldo César Surdi* Elenor Kunz.

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