Filosofia da miséria
(Parte 2 de 18)
Reichd, aonde Bakunin então residia, e que duravam muitas vezes a noite inteira. Vemm desta forma que Proudhon descobre a filosofia alemã, a economia política inglesa e o socialismo frances -as tres fontes que Lenin atribui ao marxismo -de maneira independente e anteriomente à Marx. Veremos tamhém que ele extrai destas fontes conclusões algu mas vezes próximas, como é o caso da descoberta ela mais-valia, e mui tas outras vezes muito distantes e diametralmente opostas, às de Marx.
Este último tem relações contraditórias e ambíguas com o tipó grafo bisontino. Se nus seus primeiros escritos, na Sagrada Família, por exemplo, de o considera muito, dizendo que O que é a ProjJriedade é um manifesto científico d,) prulcuriado frances e dizendo que o livro terá para o Quarto Estado, a mesma importância que a obra de Seyes teve para o Terceiro; ataclr;'l viL)lentamente as Conrradiçõe5 Econômi cas em um panfleto de m:í-ft'" a Miséria da Filosofia, e conservará pelo resto da vida um rancor prufundo pelo francês. Em uma carta a Engels em 1870, na ocasião da guerra francn-prussiana, ele ainda dirá que "os france5es jJrecisam ser surrados" e que "a vitória de Bismark sobre NajJOleâo I significará a vitória do nosso socialismo sobre o socialismo de ProudllOn".
Por que tal ira? Existem poucos docurnentos sobre as relações entre Marx e
Proudhon, mas é seguro que elas existiram. Proudhon deve ter recehidu Marx no apartamento que alugava eln Paris, na rua :tvL1zarine 36, CI1{ r,' sctembro de 1844 e janeiro ele 1845. Nada podemos dizcr ,slli)J'c " número destes encontros, nen1 sobre a sua duração UII 1' '1'1. '" I1 Quando Marx chega em Paris em 1844, Proudhon já é UI11 I" ,I, de sólida reputação e conhecido em toda a Europa; adelll:I:, ,I, I' goza de alguma influência sobre o proletariado, principalml'l' , Lyon e em Paris. Marx, ao contráriu, é totalmente desconl1l',i,I"
São hOlnens muito diferentes tanto pela origem social quanto Ill'i" tem peramento e é bom citar algLllnas descriçôes de alnbos, feitas Plll admiradores críticos.
| dhon: " | Como eu posso eXjJlicar(...) é um jJToletário (lHe investiga a ciência |
Karl CJrünn assim descreve o sell primeiro encontro com Prou social e que é recompensado c/esta coragem por um tnocesso criminal e que nâo se amargura com isto. Qwmdo eH entrei no CJltarto de Proudhon, eu vi um homem bastante encorpado, nervoso, ele sellS trinta anos, vestindo um colete de la e calçando tamancos, Era um qHarto ele estudante com uma cama, livros nas estantes c sobre a mesa algltns exemplares elo "National" c uma revista de economia j)olítica.(...) Nem bem eram jJassados cinco minutos e já estLÍvmnos engaj([(los em uma cordial entrevista eo diálogo corria taa facilmente que eu nem tive temjJO de perceber o (1uanto tinha me
| ou de um Louis Boerne, | oZ.Já Karl Schuz, que nunca foi inimigo do pen |
enganado ao sUj)or c1ue encontraria aqui a desconfiança de um 1. 1. ROllSseau samento de M,lrx, assim o descrevia: "...0 que Marx dizia era certamente mbstancial, lógico e claro, mas nunca conheci um homem de Umw arrogân ,in nas atitude_I, arrogância que tanto feria e que era insuportâwl. QHando
IImn ojJiniâo ajásuL1Ia-se da sua, ele sequer dava-se ao trabalho de a examinar.
| ,ilssimHlm | Eu me lembro ainda ela tom ele vomirório com o qual ele jm))1un |
\c algHêm o conlraciizia, ele o tratava com um de5jJrezo que mal consegHia , irljJa a palavra bOll1;!{cois(burguês); era de bOll1;!{eoisque ele tmt(!I'n qual
| ,(lIl')' /Jessoa que se /Jermitia contradizê-lo | "J. |
OS contLlstes entre as naturezas, as origens e modos de vida "lllr(' os dois pens,Hlllres deixavam entrever os choques que de fato '1(" 'ITcrian1.
Em 1845, antes de se instalar em Bruxelas, Marx assinou um "1':.'0 como editor Leske de Darmstadt para lima Crítica da Política , ,I" J:,'oJlomia Política. Em abril deste ano Engels passa por Bruxelas L' I, \',1 " :Illli,f';o para a Inglaterra, p,lra qlle esta conheça Weitling. hll
, ,1'1 i[ I i. I: (:lJI'rnf)()nclcncc, carta de 4 de j:lI1cirn de l845. li "I" I"" I ',li 1;\ LEVY: L" }':Jllle,''\e de l'ruWlltOll, I)
I S,'l'llbro nasce Laura Marx. Lil fevereiro de 1846 Marx e Engels llllllalll a iniciativa de lançar um l'l)Initê de correspondência dos co
Inunistas e começam seus ataques CIll1tra Weitling. Em maio, Marx escreve a Proudhon com dupla filla\iILlde: propor que este se torne seu correspundente parisiense e tl'ntar desvinculá-lo de Karl Grünn, este jovem filósofo alemão, disl'Íllldll de Feuerbach e militante socialista, de quem Proudhon é muito ai 1 i,L(Il, ;:lpeS;:lr de divergências ideológic;:ls. Grünn é um humanista feurd)al'lliano e Marx um comu nista e ambas tendências, apesar de numel'l )S;\S nuanças, disputam a influência entre os refugiados alemães de Paris L' ambas querem vincu lar-se a Proudhon. Tanto o Marx ,da Sagradil quanto o Grünn do Movimento Social na Frnnça suas com Proudhon, mas o livro de Marx conhece um sucesso 111l'110r que o do seu rival. Em Paris, por fim é Grünn quen'l é o porta-voz de Proudhon para os alemães exilados, pois Marx tinha sido eXI)ldsll do pais.
Eis () teor das cartas trocadas (os correspondeJTI às ên fases dos próprios autores). Em primeil'l) hl,!;;I' a de Marx:
"Meu caro ProudllOn:
Há muito tencionava ('.\('],'I','I'US, desde que deixei Paris. Cir cunstâncias inclejJcndentes de IIlillilU imjJeL!iram-me até o momento. Peço que acreditei,l '{I' finam um excesso de trabalho, os embaraços de uma mUdilllll1 '/1' ,folllicilio e coisas do tipo os lÍnicos motivos de meu silêncio, Agora tranSI)ull,'IIW 11m in lnedia res. ./lmtetmente com dois de meus amigos, Fn',ini,' 1e PhilijJpe Gigot (ambos em Bruxe
[as), organizei com m ,\IIliillistas e comunistas alemâes uma correslJon dência contíT11w ,{I ocujxlr-se tanto da discussâo das e]uestóes cientifiws ({1{{()Idu .lu Li exercer sobre os escritos jJojJUlares e a jJrojJLlp,Ul\,fu 5oc:íalisw [lue por este intermédio se pode fazer na Alemeln/w. !\ 111e/(l jJrincijxli de nossa correspondência será entretanto colocar os socililisws alemc1es em conWcto com os SOCi[llisws franceses e ingleses e manter os estwng-eiros ao 1)(1' dos movimentos socialistas a ojJerarem-se na Alemanha, bem como informar aos alemâes residen tes na Alemanha sobre os jJrogressos do socialismo na França e na Inglaterra. Desta forma as diferençm de opiniâo poclerâo vir Li luz c chegaremos a uma troca de idêias e a uma crítica irnparcial. 1:5(,' será um passo que o movimento social terá dado em SlUI ",/", ..,',''" literária, para que se desemharace dos limites da nacÍonalíd.,. f., no momento da açdo, será certamente de um grande interess,' /I,,,,, cada um estar informado do estaelo dos negócios no estrangeiro, Cl:i.\1 como em casa.
Além elos comunistas da Alemanha, nossa corresjJondência com/Jreenderá igualmente os socialistas alemdes em Paris e Londres. Nossas relaçcJes com a Inglaterra já estâo estabelecidas; quanto à Fran ça, todos acreditamos que nâo poderemos encontrar melhor corresjJon dente que vós: saoeis que até hoje os ingleses e os alemáes vos aprecia rnm melhor []ue vossos prólnios comjJatriotas,
Vereis portanto que se trata de criar urna correspondência regular e de assegurar os meios IXlra prosseguir o social nos diversos IJaíses, trata-se de atingir um lucro rico e variado, que o trabalho de um só nâo jJoderâ jamais realizar.
Se concordais com nossa jJroposiçdo, as desjJesas ele correio para as cartcrs []ue lhe serâo enviadas, bem corno as daquelas que enviareis, serâo sujJortaelas daqtti, jJois este10 sendo feitcrs coletas na Alemanha elestinadas cohrir as deslJesas de corresjJondência.
O endereço jXlrel o qual escrevereis é o do Sr. P/ülijJjJe Gigot, rua Bodendrocl< 8, Bruxelas. Será ele igualmente o responsáveljJelas cartas ele Bruxelas.
Ndo tenho a necessiducle de acrescentar que toda esta corres
IJOndéncia exige de jJLI1'te o segrcL!o mais absoluto; na Alema n/lU, nossos amigos têm [ine agir com a maior circunsjJecçáo IJara ,'pitar comjJrometerem-se, ResjJondei-nos logo e acreditai na amizade IIllIilo sincem de
Vosso devotwlissimo C/tarles MARX
Bruxelas, .5 de maio de 1846
P>;,: Denuncio-vos CU]tÚ o Sr. Grünn em Paris. Este homem é "1"'1" 11 Ciwalheiro da indústriu literária, uma esjJécie de clwrla
1,1" ,{lI" '/lIn(i1zcr o comércio das idéias modernas, Ele trata ele ocul
1 ''/1 1,':IIIJIIIIlCiil suh frase.\ jJomjJosas e arrogantes, mas allClli/s ,,,"',, "1 (""1\ \,' '1,Ií,'I/O com o SCll galimatia.\. AI,'m ,fi\(I, <,\(,' homem é perigoso. Ele abusa do conhecimento que travou com IH/to res de renome, graças à sua im{lcrtinência, para fazer deles um pedes tal e com1)rometê-los com rc!illlí() iLO público alemão. Em seu livro sobre os socialistas c/,, ()usa denominar-se o 1)rofessor (Privatdozent, uma di,l',lli<iiltl" il,,,,/,;mim na Alemanha) de Proudhon e 1)retende ter-lhe <iCWl'I</il<i() <1.\;()milS illl{i())tantes da ciência alemá e brinca COIlI esnitos. G'lilrclai-vos <ie semelhante parasita. Ta 1il'Z milis tahll' CH volte a falar-vos sobre este inlli1íauo, Aproveito com lnazer a ocasião que me é oferecida 1JCtra assegurar-1OS o quanto me é agradável entrar em relações com um homem tão distinto quanto vós. Aguardando, 1Jermiti (fur.:' me diga
Vosso de10tadíssimo Phili1Jpe GIGOT
Quanto a mim, Sr. Proud/lOn, alJenas {Josso esperar que (1)ro veis este jnojeto que acabmTlos de vos {Jr(1)or e que tereis a comjJlacên cia de não recusar-nos a vossa co01)eraçâo. Assegurando-vos do {)rofun do res{Jeito que vossos escritos ins1)iramm-me sobre 1' ossa 1)essoa, sou
Vosso devotadíssimo Frédéric ENGELS
Vejamos agora a resposta de Proudhon:
Lyon,17 de maio de 1846 Ao Sr. MAI<X
Meu curo Sr. Marx, crmsinto de boa vontade em ser um dos destinatários de vossa corres1)ondência, cuja meta e organizaçâo IXlre cem-me ser muito úteis, Nelo vos 1)rometo entretanto escrever-vos muito e nem com freqüêncio: minhas ocupações de várias naturezas, bem como uma 1)reguiça natural ndo me 1)ermitem estes esforços (1)istolares. Tomarei igualmente a liberdade de fazer algumas reseH'as, que me foram sugeridas 1)01' diversas 1}assogens de vossa carta.
Em In-imeiro lugar, aindo que minhets idéias a resl)ci/o i/" organização e de realizaçiJes estejam no momento com1)lelilnl"I(' radas, ao menos no que diz respeito aos princípios eu crei() ifue l; meu dever, bem como dever de todo o socialista, conservar ainda {ior id,l',ltr1t tempo a forma crítica e dubitativa; em uma única palawa, cu fúl,'iJ uma profissão com o 1)úblico de um antidogmatismo econômico quase absoluto.
Investiguemos em conjunto, se assim o desejais, as leis da sociedade, o modo como tais leis se realizam, o 1Jrogresso segundo o qual nós chegamos a descobri-las. Mas por Deus! Depoís de ter demo lido todos os dogmatismos a prion; náo aS1)iremos de modo algum por nossa parte a doutrinar novamente o 1)OVO; não recaiamos na contra dição ele vosso compatriota Mmtinlw Laero (lue, depois de ter derru bado a teologia católica, 1)ôs-se logo a fundamentar com um grande reforço das excomunhões e dos anátemas, uma teologia 1Jrotcslitnte. Há trés séculos a Alemanlw está ocu1)ada Hnicamentl' em elestnLir este remendo do Sr. Lutero; nào talhemos 1JilW o gl;ncw flurnano uma nova tarefa como esta 1)01' novos des1JCrdícios. AIJlaudo ele todo o cora çelo 1'0550 1)ensamento de trazer à luz todas as opiniões; façamos uma boa e leal polêmica; demos ao mundo o exemplo de lI1na tolerância sábia e lJrevidente mas, como estamos à frente de um movimento, nào nos façamos os chefes de uma nova intolerância, não nos ponhamos como (1)óstolos de uma nova religiáo, mesmo que esta seja a religiáo da lógica, a religielo da razâo. Acolhamos e encorajemos todos os 1)ro testos, condenemos toelas as exclusões e todo o misticismo; nunca consi deremos uma questiJo como esgotada, quando tivermos usado o nosso liltimo argumento recomecemos, se 1Jreciso for, com eloqüência e iro nia. Sob tais condiçôes eu entraria com prazer em vossa associaçào, do contrário não!
Tenho igualmente algumas observações a fazer sobre esta pa lavra em vossa carta: No nl0/11ento da ac;/io. Talvez ainda conserveis a 01)inúlo ele que nenhuma reforma é atualmente possível sem um gol1)e ele mão, sem aquilo que se denomina uma revolução, mas que nilila maís é que um abalo. Esta olJinião, que concebo e escuso e que
<i iscutiria de boa-vonti1de, 1Jois eu mesmo a compartilhei por longo t<'IlI{IO, confesso-vos que meus últimos estudos me fizeram abandonâ /, I i\,rcelito 1[' não temos a necessidade disto para triunfar e que , "'1 \,', /li<'1l I ,'1,'1 (c nelo devemos colocar a nc;,io revolucíon/Íría como I!I, lI! 1"{"'11I1i \()('iiti, 1)orque este 1)retenso meio seria simlJlesmente 1 lil,,'11I li 1"1' li, lill ilr/litrio, ou, em breve, uma contradição. Eu
Ili' i
| combinação econômica, as JiI/Ul·.·.I | 1/1' .'>alr:l1 da sociedade |
coloco assim o problema: fazer ,·o/f.1r ".l1"a a sociedade, por unJa através de outra cOl11binação eC/lJlI illl i, '.1. / ,'1 ulItros termos, usar, na Economia Política, a teOTia da Prolnil',ltI,(,· '''111m a Propriedade, de maneim a gemr aquilo que tIÔS, socialisltll tll"I('S, denominais cOl11unidade c que cu, no momento, limitarllll' itl ti dl'nominar berdade, igualdade. Ora, cu creio saber o meil! ,I,· 1<'\I!/WT em cur to prazo este pTOblema: prefiTO jlois lazer a Proprie(l,ul,' tln/n em fogo lento do que dar-lhe nm1as forças jàzendo um novo -'itlU [;l"tolomeu dos projJrietários. Minha IJróxinw obm, que no momento já se clIClJnlra na metade de sua im/Jressâo, vos dirá mais sobre isto.
Eis, meu caro filósolo, o jJonto em que me encontro neste momento, saltlo engano de minha jJarte, e se isto não oconer JJOSSO receber a férula de vossa mão, ao que me submeto de boa-vontade aguardando o momento da ret'anc1lC. Devo dizer-vos de passagem que luis me jXLrecem ser igualmente dis!Josições da classe operária da hUII\-a; nossos pTOletáTios possuem uma sede teio S,rrande de ciência ,f /I,' "Tio lIlllitI! mal acolhido en tre eles aquele que lhes oferecesse di" '/1(/.1 sangue IJUTtI beber. Em breve, seria, em minha o/Jinião, uma /1 política para nós falm-lhes de exterminadores; os meios rigorosos
JllfUI! na sua hora, o IJOVO não tem necessidade, jJCLra tanto, de nenllU ma exortaçc1o.
Lamento sinceramente as jJeque,ws divisões que, CLO que pa rece, existem no socialismo alemâo, dCLS quais vossas queixas contra o Sr. Grúnn oferecem·me a pTOva. Temo que tenhais t'isto este escrítor sob um luz. falsa, meu caro Sr. Mmx. Grünn está exilado, sem fortu na, com uma esjJOSlL c dois lillws, e, pam t'iver, possui apenas a sua jJluma. O (/ue (lucreis que ele exlJlore jlClm vit1er, senâo as idéias lIlodernas? Com/Jreendo a vossa viva cólem filosófica (' concordo que a santa j)([l(wra humanidade jamais detJeria ser objeto de tráfico; mas quero t'er aCJui ajlenas a infelicidade, a extrema necessidade e descul po o homem. A/l! Se fôssemos todos milionários as coisas se jJassmiam melhor; seríamos santos c anjos. MCLS é preciso e sabeis que esta Ixdavra nao signifiw uindu, infdizmente, a idéia que dela dá a /m teoriu da associaçâo. É preciso viver, e isto significa com/Jrar jlâo, lenha, carne e pagar o senhorio; caramba, aquele que tl,·wl,· i(léias sociais nao é mais indigno do que aquele que tlClIlI,· 1 1("
IlItlU. Ignom completamente se Grünn jactou-se de ser meu p"', "1'1'. I/l'u'/ltor do que? Eu ocupo-me apenas de economia política, COi.I(1 '/'I (]trai ele sabe quase nada; cu considero a litemtum como um brin(J/I" do de menina; quanto à minha filosofia, eu a conheço o suficientl' IlCLm ter o direito de me dit1ertiT ocasionalmente com ela, Griinn nadu desvelou-me de absolutamente novo e se disse o contrário, disse uma impertinência da qual estou seguro que se anependc.
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