Livro - Administração Aplicada a Enfermagem

Livro - Administração Aplicada a Enfermagem

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No gerenciamento, fundado na flexibilidade, a produção é voltada e conduzida pela demanda, é variada, diversificada e pronta para suprir o consumo , que determina a produção; sustenta-se na existência de um estoque mínimo e do melhor aproveitamento possível do tempo de produção, e num processo produtivo flexível e que o trabalhador é polivalente.

Outra abordagem que permite apreender o gerenciamento é a das práticas sociais ou modelos histórico-social. Nesse modelo, o gerenciamento é apreendido a partir da perspectiva das praticas de saúde, historicamente estruturadas e socialmente articuladas , buscando responder às contradições e tensões presentes no cotidiano dos serviços. Nesse sentido, a gerencia não esta voltada apenas para organização e o controle dos processos de trabalho, mas também para a apreensão e satisfação das necessidades de saúde da população. O que requer tomar em consideração a democratização das instituições de saúde e a ampliação da autonomia dos sujeitos envolvidos nos processos de cuidado- usuários e trabalhadores.

O processo de trabalho de gerencia na pratica de enfermagem está orientado por finalidade imediata que é organizar o trabalho e mediada de desenvolver condições favoráveis para a realização do processo “ cuidar”, individual e coletivo.

Diante da finalidade de organizar a assistência para favorecer o processo “cuidar”, individual e coletivo , a transformação operada no processo de trabalho gerencial incide prioritariamente , sobre os trabalhadores, enquanto, objeto do trabalho.

Os meios e instrumento de que se utiliza os saberes administrativos e suas ferramentas , tais como o planejamento , a coordenação, o controle e a direção, dentre outros mais específicos. Vale destacar que as atividades, próprias da gerencia, são organizadas de determinada forma, em que estão presentes a rotinização e a normatização; a hierarquia, o controle e a autoridade; a divisão do trabalho por categorias de trabalhadores, por turnos, por atividade etc.

na articulação e integração, quatro dimensões são inerentes à atividade gerencial:

O processo de trabalho gerencial apreendido da perspectiva das práticas de saúde socialmente estruturadas tem um papel fundamental na construção de um modo de fazer saúde voltado para a necessidade de saúde. No exercício desse papel e pautadas 1) Técnica, 2) Política, 3) Comunicativa e de 4) Desenvolvimento da cidadania. ● DIMENSÃO TÉCNICA:

Refere-se a aspectos gerais e instrumentais do próprio trabalho , tais como planejamento , coordenação , supervisão , controle e avaliação, tanto nos recurso humanos como nos materiais e físicos. ● DIMENSÃO POLÍTICA:

É aquela que articula o trabalho gerencial ao projeto que se tem a empreender , estão presentes as determinações de caráter político-ideológicas e econômicas. ● DIMENSÃO COMUNICATIVA: Essa diz respeito ao caráter de negociação presente no lidar com as relações de trabalho na equipe de saúde e nas relações da unidade com a comunidade. ● DIMENSÃO DE DESENVOLVIMENTO DA CIDADANIA: Essa implica tomar a gerência como uma atividade que contém uma e está contida numa perspectiva de emancipação dos sujeitos sociais , quer eles os agentes presentes no processo de trabalho , ou os clientes que utilizam os serviços de saúde.

A ênfase nas organizações ou nas necessidades de saúde orienta formas distintas de gerenciamento operadas em enfermagem, implicando formas também diversas de organização desses trabalhos, que são determinantes da assistência de enfermagem prestada à população, bem como de sua qualidade .

Atenção Integral a Saúde.

Função do líder, forma de dominação baseada no prestigio pessoal e aceita pelos dirigidos.

Teoricamente, a prática da liderança na enfermagem não difere , em essência , de outras áreas. Para melhor compreender de como ocorre o fenômeno liderança na enfermagem, algumas abordagem são necessárias, uma delas é o significado que é atribuído a liderança, a outra trata da características do líder e a influencia do poder no processo da liderança. A LIDERANÇA APARECE NA LITERATURA DAS CIÊNCIAS SOCIAIS COM PELO MENOS TRÊS SIGNIFICADOS MAIS IMPORTANTES: ■ LIDERANÇA COMO ATRIBUTO DE UMA POSIÇÃO, nessa visão é um conceito relativo que implica dois termos: um agente influenciador e as pessoas influenciadas . ■ LIDERANÇA COMO CARACTERÍSTICA DE UM INDIVÍDUO, nesta são identificados os traços individuais, físicos, intelectuais e de personalidade dos lideres ( Liderança inata). ■ LIDERANÇA COMO PARTE DE UM GRUPO, é aquela considerada como um fenômeno que surge à medida que o grupo se forma e se desenvolve, nesse sentido a liderança é considerada situacional , a interação indivíduo/meio é uma constante , e a liderança é uma conseqüência dessa interação. CARACTERÍSTICA DO LÍDER:

É atribuído ao líder : A coordenação das atividades do grupo; Planejamento dessas atividades; Estabelecimento de políticas ; Conhecimento técnico específico ; a comunicação entre o grupo e o meio ambiente : Coordenação interna do grupo ; Determinação de reconpensas e punições e Substituição da responsabilidade individuais .

É importante salientar que a autoridade do líder deriva da contribuição que dá ao grupo para atingir os obetivos propostos.

Existem vários estudos que descrevem os estilos de liderança: ♦ LIDERANÇA AUTOCRÁTICA , este tipo de liderança explora e estimula a dependência mediante a satisfação de necessidades evidenciadas pelos liderados , esse estilo favorece a centralização de poder , e enfraquece as iniciativas individuais e promove comportamento submisso dos membros do grupo.

♦ LIDERANÇA DEMOCRÁTICA, esse estilo de liderança leva em consideração o desenvolvimento das habilidades e capacidade de seus membros , a qualidade do desempenho e a interação dos indivíduos do grupo.

É importante que o líder democrata tenha segurança técnico-profissional , uma vez que essa equalização de poder é ameaçadora principalmente se o loder tiver competência profissional inferior a de seus subordinados . ♦ LIDERANÇA AUTORITÁRIA, Considera-se aquele líder que pressupõe o homem como um ser preguiçoso e pouco merecedor de confiança ♦ MÉTODO CONTINGENCIAL DE LIDERANÇA, este método adota o conceito que o comportamento adaptativo do líder , e considera que os diferentes estilos de comportamento do líder podem ser eficiente ou ineficientes ,dependendo dos elementos envolvidos na situação . ♦ ESTILO GERENCIAL 3D: Esse estilo é baseado na eficácia dos estilos , há uma integração aos conceitos de estilos de liderança e os requisitos situacionais de ambiente especifico . Diz-se portanto que, quando um lider é apropriado para um determinada situação, chama-se eficaz, quando não , é ineficaz.

De acordo com esse método não exite líder ou estilo ineficaz , a eficácia depende da situação em que o líder atua. ● O PODER DO ENFERMEIRO E A LIDERANÇA

Na formação do enfermeiro , com raras exceções, é enfatizado o cumprimento das ordens e regras, a responsabilidade inquestionável pela execução das atividades a ele prescritas e o conhecimento direcionado para a assistência direta ao paciente hospitalizado.

Na realidade da prática assistencial o enfermeiro encontra , nessas organizações , um ambiente que favorece o cumprimento às ordens dadas e a responsabilidade inquestionável, mas não a assistência de enfermagem direta ao paciente . Essa assistência não é direta, uma vez que na grande parte do tempo o enfermeiro assume atividades denominadas administrativas, entre elas as referentes à administração do pessoal de enfermagem. É no desempenho dessas atividades que o enfermeiro formaliza seu papel organizacional assumindo, frequentemente , cargos de chefia. Talvez pela capacitação técnica específica ou por motivos como interesses organizacionais ou ainda pelas necessidades do grupo dirigido, o enfermeiro assume geralmente a liderança do grupo de enfermagem

As organizações de saúde onde ocorre essa pratica selam esse compromisso das formas mais variada . Assim, os manuais de procedimentos atribuem ao enfermeiro o papel de chefe ou líder, os organogramas refletem uma posição estratégica na hierarquia institucional e a estrutura informal concede-lhe um certo poder. Por sua vez , o enfermeiro aceita o papel e procura desempenhá-lo de acordo com as expectativas do grupo e da instituição. Nesse contexto percebe-se um impasse , pois o enfermeiro sente-se dividido entre o atender às necessidades expectativas do grupo de enfermagem, às do grupo de saúde (usuário) e Às organizações. Somam-se as sua expectativas enquanto profissional e pessoa. ● O ESTILO DE LIDERANÇA ADOTADO

Quando o enfermeiro , atendendo a uma necessidade do grupo de enfermagem , assume um estilo de liderança democrático e participativo, passa, muitas vezes, a ter problemas com a administração superior. Desse modo, é comum encontrar-se o enfermeiro amoldando se estilo de liderança às propostas organizacionais , ou seja , adotando um estilo de liderança autocrática. Em conseqüência, o grupo produz quantitativamente bem, mas em geral qualitativamente mal e sempre sem o conhecimento da totalidade do trabalho realizado. O grupo é mantido imaturo e dependente .

Isso acontece porque a proposta de liderança democrática não coincide com a proposta organizacional. Raramente encontramos , na administração de pessoal de saúde, proposta de liderança.

Por ouro lado, o modelo vivenciado pelo enfermeiro junto à administração superior é por ele reproduzido junto ao grupo de enfermagem. Isto também explica a freqüente adoção , pelo enfermeiro , de um estilo autocrático de liderança.

Segundo a proposta mais atual de estilo de liderança, que é a contingencial, há a necessidade e o líder criar ou reconhecer um ambiente favorável, como também conhecer as expectativas dos liderados antes de adotar um estilo de liderança.

por ele vivenciada , e analisá-la segundo os fatores que a determinam

Cabe ao enfermeiro, portanto, refletir sobre a pratica da liderança na enfermagem

Somente o conhecimento dessa realidade é que permite a possibilidade de escolha.

O SUPERVISOR, antes visava apenas à obtenção do máximo rendimento dos funcionários, sendo indiferente à necessidade de cada um, passa a visualizar o ser humano, a se preocupar em compreende-lo e em ajudá-lo a desenvolver-se. Desse modo, ao conceito da função supervisão foi acrescido o caráter educativo. A fiscalização, utilizada até então como meio para detecção de erros e punição , foi substituída pelo controle associado à educação.

crescimento do pessoal

O elemento supervisor passou a preocupar-se com o passar do tempo com o planejamento , a execução e avaliação do trabalho, visando sempre à sua melhoria e ao

O papel do elemento supervisor mudou para o de um orientador e facilitador no ambiente de trabalho.

A função supervisão tem recebido uma variedade de definições, muitas vezes semelhantes entre sí.

Uma as mais importantes é a definição segundo o Ministério da Saúde, a

“SUPERVISÃO é um processo educativo e contínuo, que consiste fundamentalmente em motivar e orientar os supervisionados na execução de atividades com base em normas, a fim de manter elevada a qualidade dos serviços prestados”.

A supervisão vem sendo caracterizada como uma função administrativa que envolve um processo de orientação contínua de pessoal com a finalidade de desenvolve-lo e capacitá-lo para o serviço.

Na enfermagem, o elemento supervisor desenvolve, junto aos funcionários, atividades diversificada como:

Discussão das convicções , valores e objetivos de serviço de enfermagem; Caracterização da clientela atendida. Identificação das necessidades de assistência de enfermagem; Planejamento e desenvolvimento das ações de enfermagem segundo os critérios e as prioridades definidas;

Avaliação da qualidade da assistência de enfermagem prestada; Previsão e provisão de recursos humanos , materiais , físicos e orçamentários necessários ao desenvolvimento das atividades de enfermagem ;

Identificação da necessidade de treinamento e orientação de funcionários ; Elaboração, implantação e avaliação de normas, procedimentos e rotinas e manual do serviço de enfermagem;

Manutenção de um sistema de informação; Prevenção de situações problemáticas; Estratégias de motivação para os funcionários; entre outras atividades específicas da realidade dos serviços de enfermagem.

Na enfermagem, são poucos os enfermeiros que não desenvolvem a função supervisão, pois desde os que prestam cuidados diretos aos pacientes até os que chefiam divisões ou serviços de enfermagem, todos de maior ou menor complexidade que visam ao aprimoramento do pessoal de enfermagem e à manutenção de condições necessárias para a prestação de uma assistência eficiente e eficaz. Esses são os objetivos principais da função supervisão.

A função supervisão, no seu desenvolviment, abrange três etapas: Planejamento, Execução e Avaliação.

■ 1 - PLANEJAMENTO DA FUNÇÃO SUPERVISÃO:

A partir do momento em que o elemento supervisor passa a almejar o alcance de determinados objetivos , sente a necessidade de planejar ações.

O planejamento compreende desde a percepção de uma necessidade de ação até a decisão quanto a o que será feito , por quem e quando. Desse modo, o elemento supervisor terá informações a respeito do que será feito no dia , semana, mês , ou até mesmo ano, podendo, a partir disso, prever e prover os recursos humanos e materiais.

Existem alguns instrumentos que são comumente utilizados para o planejamento da função supervisão, entre eles Plano de supervisão, cronograma e roteiro. PLANO DE SUPERVISÃO

O plano de supervisão é elaborado com dados principais como: período, atividades, e os objetivos a serem alcançados. O período de tempo deve ser compatível com a complexidade dos objetivos, caso contrario não haverá tempo suficiente ou sobrará muito tempo. As atividades descritas no plano devem ser coerentes para com os objetivos propostos.

Desse modo o plano de supervisão é um instrumento importante , pois ensina a racionalizar o tempo e as ações , tornando-os apropriados aos objetivos , o que propicia maiores possibilidades de sucesso.

Normalmente o Enfermeiro elabora um cronograma de atividades quando quer priorizar ou determinar quando desenvolverá determinadas atividades. Assim sendo um cronograma consta a relação de atividades e dos dias ou períodos em que serão executadas.

No roteiro são correlacionadas informações a respeito do objetivo da supervisão, da área supervisionada, dos aspectos analisados, dos resultados encontrados, das orientações dadas, com ênfase nos problemas e recomendações feita no local. Porem existem roteiro mais simples onde apenas atividades a serem desenvolvidas são listadas.

■ 2 - EXECUÇÃO DA FUNÇÃO SUPERVISÃO:

O Enfermeiro precisa – como requisito para o desenvolvimento da função supervisão – competência profissional , habilidade para relacionar-se com as pessoas , motivação para o desenvolvimento do pessoal , crença no potencial do ser humano e na importância do envolvimento de todos os funcionários nas decisões relativas às rotinas de trabalho ,visando à manutenção de uma assistência de enfermagem eficaz.

subsídios para o aperfeiçoamento da função supervisão

O Enfermeiro que desenvolve a função supervisão deve, durante todo o processo, desde o planejamento, iniciar a avaliação dos resultados obtidos . Essa avaliação durante o processo – ou seja, a imediata- oferece subsídios importantes para replanejamento da função enquanto ela ocorre. Ao término de todas as ações planejadas , deve se feita uma avaliação geral onde são analisados, desde os resultados obtidos , a pertinência dos objetivos e das ações, e as técnicas e instrumentos utilizados. O resultado dessa avaliação dessa avaliação imediata fornece

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