Sala de Vacina



Sala de vacina
PROFª ENFª GESSYANE AURÉLIO
As atividades da sala de vacinação são desenvolvidas pela equipe de enfermagem treinada e capacitada para desenvolver os seguintes procedimentos: manuseio, conservação, preparo e administração, registro e descarte dos resíduos resultantes das ações de vacinação.
As atividades da sala de vacinação são desenvolvidas pela equipe de enfermagem treinada e capacitada para desenvolver os seguintes procedimentos: manuseio, conservação, preparo e administração, registro e descarte dos resíduos resultantes das ações de vacinação.
O FUNCIONAMENTO DA SALA DE VACINAÇÃO ENVOLVE AS SEGUINTES ATIVIDADES: - Triagem;
Orientação específica;
Administração dos imunobiológicos.
Funcionamento:
O dimensionamento também pode ser definido com base na previsão de que um vacinador pode administrar com segurança cerca de 30 doses de vacinas injetáveis ou 90 doses de vacinas administradas pela via oral por hora de trabalho (MS, 2014, p.25).
O dimensionamento também pode ser definido com base na previsão de que um vacinador pode administrar com segurança cerca de 30 doses de vacinas injetáveis ou 90 doses de vacinas administradas pela via oral por hora de trabalho (MS, 2014, p.25).
A equipe é composta, preferencialmente, por técnicos ou auxiliares de enfermagem, para cada turno de trabalho. A supervisão e o treinamento em serviço são realizados por um enfermeiro. A equipe pode ser ampliada, dependendo da demanda ao serviço de saúde.
São funções da equipe que trabalha na sala de vacinação:
- Manter a ordem e a limpeza da sala de vacinas; - Prover, periodicamente, as necessidades de material e de imunobiológicos, conforme orientado anteriormente; - Manter as condições ideais de conservação dos imunobiológicos; - Encaminhar e dar destino adequado aos imunobiológicos inutilizados e ao lixo da sala de vacinação; - Orientar e prestar assistência aos pacientes com segurança, responsabilidade e respeito; - Registrar a assistência prestada nos impressos adequados; - Avaliar, sistematicamente, as atividades desenvolvidas.
Antes de dar início às atividades diárias, a equipe executa os seguintes procedimentos:
- Verifica a limpeza e a organização da sala;- Verifica e anota a temperatura do refrigerador ou refrigeradores no mapa de controle diário de temperatura;- Verifica o prazo de validade das vacinas, usando com prioridade àquelas que estiverem com prazo mais próximo do vencimento;- Retira do refrigerador de estoque a quantidade de vacinas e diluentes necessária ao consumo daquela jornada de trabalho;- Coloca as vacinas e os diluentes da jornada de trabalho na caixa térmica ou no refrigerador para imunobiológicos que serão utilizados durante o dia de trabalho.
Na administração dos imunobiológicos adotar os seguintes procedimentos:
- Verificar qual vacina será administrada observando as anotações no Cartão da Criança ou conforme a indicação médica; - Lavar as mãos; - Examinar o produto, observando a aparência da solução, o estado da embalagem, o prazo de validade, a via de administração, o número do lote e a dosagem.
Seguem algumas informações importantes:
O exame do imunobiológico pode ser feito logo no início da manhã, ao separar os materiais. - Esse exame não exclui a observação antes do preparo de cada administração; - Preparar e administrar o imunobiológico segundo a técnica específica; - Observar reações imediatas; - Rubricar no documento de registro, no espaço reservado para tal, e conferir o aprazamento, se for o caso; - Reforçar as orientações, especialmente a data aprazada para o retorno; - Desprezar o material descartável em recipiente adequado; - Lavar as mãos.
Ao final das atividades do dia, adotar os seguintes procedimentos:
- Separar os cartões de controle ou as fichas de registro dos faltosos do dia, com a finalidade de organizar a busca de faltosos;- Arquivar os cartões de controle ou fichas de registro;- Desprezar as sobras de vacinas que ultrapassaram o prazo estabelecido após abertura do frasco;- Desprezar os frascos de vacina que estejam com o rótulo danificado;- Retirar da caixa térmica, ou do refrigerador para imunobiológicos de uso diário, as demais vacinas que podem ser utilizadas no dia seguinte, recolocando-as no refrigerador de estoque;- Verificar e anotar a temperatura do refrigerador, ou refrigeradores, no respectivo Mapa de Controle Diário de Temperatura;- Guardar todo material, em local limpo e seco, de preferência em armário fechado;- Deixar a sala limpa e em ordem.
Ao final das atividades do mês, a equipe de vacinação deve adotar os seguintes procedimentos:
- Somar as doses administradas, registradas no Mapa Diário de Vacinação, transferindo para o consolidado do Boletim Mensal de Doses Aplicadas;- Fazer a revisão no arquivo de cartões de controle para convocação e busca de faltosos;- Avaliar e calcular o percentual de utilização e perda de imunobiológicos;- Avaliar as coberturas vacinais da área de abrangência do serviço de saúde.
A sala de vacinação é classificada como área semicrítica. Deve ser destinada exclusivamente à administração dos imunobiológicos, devendo-se considerar os diversos calendários de vacinação existente.
A sala de vacinação é classificada como área semicrítica. Deve ser destinada exclusivamente à administração dos imunobiológicos, devendo-se considerar os diversos calendários de vacinação existente.
funcionamento da sala de vacinação:
Início do trabalho diário:
Antes de dar início à atividade de vacinação propriamente dita, a equipe deve adotar os seguintes procedimentos:
Verificar se a sala está limpa e em ordem;
Verificar a temperatura do (s) equipamento (s) de refrigeração, registrando-a no mapa de registro diário de temperatura – o mapa de registro deve ficar em local de fácil visualização;
Verificar ou ligar o sistema de ar-condicionado – a temperatura ambiente deve variar de 19º C a 22º C;
Higienizar as mãos;
Organizar a caixa térmica de uso diário – inserir as bobinas de gelo ou gelox em formato de ilha, deixando a ponta do termômetro digital afastada da parede da caixa e dos gelos recicláveis – aguardar alcance da temperatura entre 2º C e 8º C, ideal 5º C;
Organizar a caixa térmica de uso diário – inserir as bobinas de gelo ou gelox em formato de ilha, deixando a ponta do termômetro digital afastada da parede da caixa e dos gelos recicláveis – aguardar alcance da temperatura entre 2º C e 8º C, ideal 5º C;
Separar os cartões de controle dos indivíduos com vacinação aprazada para o dia de trabalho ou consultar o Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI) para verificar os aprazamentos;
Retirar do equipamento de refrigeração as vacinas e separar os diluentes correspondentes na quantidade necessária ao consumo na jornada de trabalho, considerando os agendamentos previstos para o dia e a demanda espontânea;
Retirar do equipamento de refrigeração as vacinas e separar os diluentes correspondentes na quantidade necessária ao consumo na jornada de trabalho, considerando os agendamentos previstos para o dia e a demanda espontânea;
Organizar vacinas e diluentes na caixa térmica, já com a temperatura recomendada, colocando-os em recipientes – Atentar para o prazo de utilização após a abertura do frasco para as apresentações em multidose.
Organizar, sobre a mesa de trabalho, os impressos e os materiais de escritório.
Organização da geladeira
Triagem:
De acordo com MS (2014, p. 29), é o processo de escolha, seleção ou classificação ao qual os usuários são submetidos a fim de determinar aqueles que possuem prioridade no atendimento.
A triagem contribui com a organização do fluxo e a otimização do tempo e dos recursos utilizados, favorecendo a redução de aglomerações no serviço de saúde, com possível melhoria na resolutividade do serviço e na satisfação do usuário.
A triagem engloba as seguintes condutas:
- Verifica se a pessoa está comparecendo à sala de vacinação pela primeira vez ou se é retorno; - Àqueles que comparecem pela primeira vez é necessário preencher o Cartão da Criança, documento de registro da vacinação; - Quando for retorno, verificar quais vacinas deverão ser administradas, consultando o Cartão da Criança e a ficha de registro ou o Cartão de Controle; - Obter informações sobre o estado de saúde da pessoa a ser vacinada, a fim de observar as indicações e possíveis contraindicações à administração dos imunobiológicos, evitando as consideradas falsas; - Orientar sobre a importância da vacinação e do esquema básico de vacinação; - Realizar o registro da vacina ou do soro a ser administrado no espaço reservado dos documentos de registro: - Realizar o aprazamento, ou seja, verificar a data de retorno do cliente para receber nova dose de vacina, quando necessário; - Encaminhar a pessoa para receber o imunobiológico indicado;
Se o paciente necessitar da administração de imunobiológicos especiais, esse deverá ser encaminhado para o Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE).
Se o paciente necessitar da administração de imunobiológicos especiais, esse deverá ser encaminhado para o Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE).
Procedimentos anteriores à administração do imunobiológico:
Se o usuário está comparecendo à sala de vacinação pela primeira vez, abra os documentos padronizados do registro pessoal de vacinação (cartão ou caderneta de vacinação ou mesmo cartão-controle) ou cadastre o usuário no SI-PNI;
No caso de retorno, avalie o histórico de vacinação do usuário, identificando quais vacinas devem ser administradas;
Obtenha informações sobre o estado de saúde do usuário, avaliando as indicações e as possíveis contraindicações à administração dos imunobiológicos, evitando as falsas contraindicações;
Oriente o usuário sobre a importância da vacinação e da conclusão do esquema básico de acordo com o grupo-alvo ao qual o usuário pertence e conforme o calendário de vacinação vigente;
Procedimentos anteriores à administração do imunobiológico:
Faça o registro do imunobiológico a ser administrado no espaço reservado nos respectivos documentos destinados à coleta de informações de doses aplicadas;
Na caderneta de vacinação, date e anote no espaço indicado: a dose, o lote, a unidade de saúde onde a vacina foi administrada e o nome legível do vacinador;
O aprazamento deve ser calculado ou obtido no SI-PNI e a data deve ser registrada com lápis na caderneta de saúde, no cartão de vacinação e no cartão-controle do indivíduo.
Vírus Vivo atenuado ou inativado
As vacinas produzidas contra os vírus podem ser de dois tipos a saber: atenuada ou inativada. A vacina atenuada é aquela em que o vírus encontra-se vivo porém, sem capacidade de produzir a doença (caxumba, febre amarela, poliomielite, rubéola, sarampo, tríplice viral, varicela e varíola). Algumas vezes estes vírus podem reverter para a forma selvagem causando a doença.
Estas vacinas são contra-indicadas para imunodeprimidos e gestantes.
A vacina inativada contém o vírus inativado por agentes químicos ou físicos, ou subunidades e fragmentos obtidos por engenharia genética. Neste caso nunca ocorre a reversão para a forma selvagem (gripe, hepatites A e B, poliomielite injetável e raiva).
Estas vacinas podem ser indicadas para os imunodeprimidos
principais vacinas virais disponíveis no Brasil.
Referências: