Máquinas agrícolas
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ
CAMPUS PROFESSORA CINOBELINA ELVAS
CURSO BACHARELADO EM ENGENHARIA AGRONÔMICA
DISCIPLINA DE MÁQUINAS E IMPLEMENTOS AGRÍCOLAS
DOCENTE Msc. NEISVALDOS BARBOSA DOS SANTOS
MÁQUINAS PARA COLHEITA DE GRÃOS
BOM JESUS - PI
JUNHO DE 2017
ADRIANNA BARREIRA DE MACÊDO CARVALHO
JOÃO VITTOR DE SOUSA AVELINO
KAIO GABRIEL DA CONCEIÇÃO SANTOS
OTÁVIO CÉSAR DE OLIVEIRA SILVA
MÁQUINAS PARA COLHEITA DE GRÃOS
TRABALHO apresentado a disciplina de MÁQUINAS E IMPLEMENTOS AGRÍCOLAS, no curso de ENGENHARIA AGRONÔMICA, na UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ, CAMPUS UNIVERSITÁRIO PROFESSORA CINOBELINA ELVAS. Prof. Msc. NEISVALDO BARBOSA DOS SANTOS
BOM JESUS - PI
JUNHO DE 2017
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO
A colheita da cultura é a etapa final do processo de produção, assim, caracteriza-se como de grande importância nesse processo, uma vez que o manejo incorreto poderá comprometer toda a produção. Dessa fora, afim de maximizar a eficiência da colheita, a utilização de máquinas colhedoras tornou-se uma prática comum. Portanto, é necessário que as máquinas empregadas no processo sejam eficientes, ou seja, apresentem poucas perdas para que todo o esforço aplicado durante as outras etapas de produção não seja em vão.
2. CLASSIFICAÇÃO DAS MÁQUINAS COLHEDORAS DE GRÃOS
As colhedoras de grãos são podem ser classificadas quanto a forma como as máquinas recebem a potência de acionamento e/ou quanto ao fluxo do material trilhado.
2.1. Classificação quanto a Forma como as Máquinas recebem a Potência de Acionamento
Colhedora acoplada: Esta é acionada pela TDP do trator. Apresenta baixo rendimento operacional, dificuldades em manobras de final de talhão e problemas no sistema de acoplamento.

Figura 1. (Colhedora acoplada ao trator)
Fonte: www.jumil.com.br
Colhedora acoplada acionada pelo motor auxiliar: Não muito utilizada, esta colhedora, nos mecanismos de trilha e limpeza, é acionada pelo motor auxiliar.
Colhedora autopropelida: É uma máquina independente. O motor utilizado para acionar os mecanismos no processo de colheita (corte, alimentação, trilha, separação e limpeza) é o mesmo empregado no deslocamento da máquina na lavoura.

Figura 2. (Colhedora autopropelida)
Fonte:www.sindrural.com.br
2.2. Classificação quanto ao fluxo do material trilhado
Colhedora de fluxo radial: O material colhido flui perpendicularmente ao eixo do cilindro trilhador.

Figura 3. (Colhedora de fluxo radial)
Fonte: Mecanize.org
Colhedora de fluxo axial: O material colhido flui paralelamente ao eixo do cilindro trilhador.
Figura 4. (Colhedora de fluxo axial)
Fonte: Mecanize.org
3. ETAPAS DE FUNCIONAMENTO DAS COLHEDORAS DE GRÃOS
Segundo Portella (2000), a colhedora é uma máquina projetada e construída especialmente para colher e trilhar diferentes espécies de grãos de várias culturas agrícolas. Adicionalmente, descreve de forma resumida as funções da colhedora, sendo elas: Corte (corte da cultura e direcionamento para o mecanismo de trilha); Trilha (consiste na separação dos grãos de suas envolturas e de partes de suporte na planta); Separação (separação do grão da palha); Limpeza (limpeza do material); Transporte e Armazenamento.
3.1. Mecanismo de Corte e Alimentação
O conjunto que compõem o mecanismo de corte e alimentação é comumente denominado de plataforma. A plataforma de corte é responsável pelo corte e recolhimento da cultura no campo. Ela é facilmente acoplada à colhedora por meio de um sistema de engate rápido. Dessa forma, com o advento da mudança de plataforma, uma mesma máquina colhedora pode ser utilizada para colher mais de uma cultura. (Figura 5.)
3.2. Mecanismo de Alimentação
Uma vez feito o corte da planta, o material deve ser levado ao sistema de trilha para efetuar a debulha. Nas colhedoras combinadas este mecanismo é realizado pelo transportador alimentar (esteira composta de correntes longitudinais, com pequenos sarrafos transversais, que arrastam o material sobre o fundo trapezoidal, conduzindo ao mecanismo de trilha). (Figura 5.)
3.3. Mecanismo de Trilha
No mecanismo de trilha ocorre a remoção dos grãos das vargens, das espigas ou das panículas. Mais de 70% dos grãos são separados nessa área da colhedora, isto é, quando passam através do côncavo. Por ser o local de debulha, caso esse mecanismo seja afetado, a debulha é prejudicada, e os grãos passam, junto com a palha, para o saca-palha, e posteriormente são liberados da colhedora, o que irá afetar a produção. (Figura 5.)
3.4. Mecanismo de Separação
Após o mecanismo de trilha, o restante do material, que ainda contém grãos não debulhados ou até mesmo os debulhados, passam pelo processo de separação dos demais materiais. A separação é realizada na grade do côncavo, nas grades do cilindro e nos saca-palhas. (Figura 5.)
3.5. Mecanismo de Limpeza
Uma vez concluído as fases de trilha e separação, os grãos e impurezas são direcionadas ao mecanismo de limpeza da máquina, sendo transportados por gravidade ou por meio de transportadores. Os principais constituintes do mecanismo de limpeza são as peneiras superiores, peneiras inferiores e ventilador.
O ventilador é montado em frente as peneiras, assim, devido ao seu fluxo de ar, é responsável por remover a maior parte das impurezas contidas na massa de grãos. (Figura 5.)
3.6. Transporte e Armazenamento dos Grãos
Os grãos, já separados da palha, devem ser trilhados para o tanque graneleiro, esse transporte é realizado pelo sistema de retrilha da máquina. A retrilha é composta por elevador de carregamento de tanque graneleiro, condutos helicoidais, tanque graneleiro e o condutor helicoidal de descarga do graneleiro.
Depois de limpo, o condutor helicoidal de grãos limpos entrega o material ao elevador de grãos que os leva para o condutor superior de grãos limpos ou para o condutor que carrega o tanque grane1eiro, depositando os grãos em seu centro ou diretamente num silo. (Figura 5).
Figura 5. (Estrutura de uma colhedora) Fonte: Fonte: