Relatório de estágio - larissa mayumi p. okada - ceuls ulbra

Relatório de estágio - larissa mayumi p. okada - ceuls ulbra

(Parte 1 de 2)

Termo de Compromisso Nº (05-2016/02) EMPRESA: SANTA RITA ENGENHARIA LTDA

Santarém – Pará – Brasil 2016

SANTARÉM – PA DEZEMBRO 2016

Relatório apresentado como conclusão do Estágio Supervisionado do Curso de Engenharia Civil do Centro Universitário Luterano de Santarém, 2016/2.

Prof.: Glairton Nogueira.

SANTARÉM – PA DEZEMBRO 2016

Identificação da Empresa:

Nome: Santa Rita Engenharia Ltda Bairro: Fátima Cep.: 6.060-060 Endereço: Rua Boaventura da Silva, 1781 Cidade: Belém Telefone: (91) 3246-6188 Área da empresa onde foi realizado o estágio: Setor Técnico / Campo Data de início: 16 de agosto de 2016 Data do termino: 02 de dezembro de 2016 Duração em horas: 300h (trezentas horas) Nome do profissional responsável pelo estágio: Vicente Pedro Negrão Vieira

Identificação da Estagiária:

Nome: Larissa Mayumi Pimentel Okada Bairro: Diamantino Cep.: 68.020-650 Endereço: Avenida Curuá-Una, 3582 Cidade: Santarém Telefone: (93) 99137-5877 Período: 8° semestre

1- INTRODUÇÃO7
1.1- A EMPRESA8
1.2- A OBRA9
2- ATIVIDADES DESENVOLDIDAS10
2.1- ACOMPANHAMENTO DIÁRIO DE OBRAS10
2.1.1. Cravação de Estacas Pré-moldadas10
2.1.2. Prova de Carga Estática14
2.1.3. Fôrmas da Fundação16
2.1.4. Armação das vigas e blocos19
2.1.5. Concretagem de blocos e vigas21
2.1.6. A estrutura25
2.1.7. O reservatório inferior32
2.1.8. A subestação/guarita36
3- CONCLUSÃO37
4- CONSIDERAÇÕES FINAIS38
REFERÊNCIAS39

1- INTRODUÇÃO

O presente relatório tem como objetivo principal, apresentar ao Centro

Universitário Luterano de Santarém – CEULS/ULBRA, a descrição das atividades realizadas por acadêmica na condição de estagiária, registrando as vivências profissionais na área de Engenharia Civil, dentro do canteiro de obras, tais como levantamentos e auxílio na elaboração de Diário de Obra, e demais atividades relacionadas ao acompanhamento diário da construção do Edifício – Sede Procuradoria da República em Santarém (Ministério Público Federal); situado na Travessa Turiano Meira com Avenida Marechal Castelo Branco, bairro Interventoria – Santarém / Pará, sob comando da Empresa Santa Rita Engenharia. Embora o estágio obrigatório tenha sido acordado para ter seu início em 16 de agosto de 2016, os relatos que encontram-se neste documento compreenderão os processos desde o início das atividades que a estagiária já exercia no caráter de estágio extracurricular (início da fundação e estrutura do edifício).

No primeiro capítulo, encontram-se um breve histórico da empresa cedente, em seguida, no segundo capítulo, expõem-se as atividades desenvolvidas com registros apurados e as formas de acompanhamento chegando assim até as conclusões e considerações finais.

8 1.1- A EMPRESA

A Empresa Santa Rita Engenharia foi fundada em 13 de agosto de 1992 pelo Engenheiro Carlos Alberto Moreira Junior, tendo como atividade principal a Construção Civil.

Em 1994, o engenheiro Fabrizio de Almeida Gonçalves ingressou na empresa como sócio do fundador, Carlos Alberto.

Em 2006, o sócio fundador Carlos Alberto veio à falecer e seu filho, o também engenheiro, Rodrigo de Queiroz Moreira ingressou na empresa.

Em 2016, a empresa Santa Rita Engenharia completou 24 anos com uma vasta experiência no mercado da construção civil. Visando a criação de obras com total qualidade e a melhoria constante dos seus serviços para a satisfação de seus clientes internos e externos.

Atualmente a empresa atua nos estados do Pará e do Amapá. Sua matriz é localizada na cidade de Belém do Pará, sob a direção de Fabrizio Gonçalves, e uma filial na cidade de Macapá – Amapá, dirigida por Rodrigo Moreira.

Missão

Agregar valor, de forma ética, através de soluções criativas que assegurem a satisfação, rentabilidade e o contínuo desenvolvimento de organizações e de seus colaboradores.

Objetivo

Disputar o mercado (cada vez mais concorrido) de forma ética, mantendo a qualidade dos serviços para que tenhamos a satisfação do cliente final e fortalecer cada vez mais a amizade da “Família Santa Rita”.

Valores

O respeito ao ser humano; Qualidade;

Resultado.

O edifício está sendo construído em uma área de 10.0 m², com 2.415 m² de área construída; em terreno que pertencia anteriormente ao 8º Batalhão de Engenharia e Construção (BEC). Trata-se do Edifício – Sede da Procuradoria da República em Santarém, que terá 03 (três) pavimentos, incluso um reservatório de água. Em anexo estará disposto uma subestação/guarita.

O edifício está sobre uma fundação executada com estacas pré-moldadas de seção 30x30 cm e 40x40 cm com a média de 16 m de profundidade em solo classificado, conforme sondagem executada pela empresa que antecedeu a atual Santa Rita Engenharia, sendo como: sedimentar aluvionar, de topografia plana solo seco, de boa capacidade de suporte. Seguido das estacas, dando continuidade à fundação, foram executados blocos de coroamento de 03 (três) e 04 (quatro) estacas cada, um com 05 (cinco) e o bloco sob o fosso do elevador com 09 (nove) estacas, todos em concreto armado com resistência de 30 MPa, conforme projeto padrão de dimensionamento de fundação.

Figura 1 - Foto: Ricardo Rocha (fiscal MPF) - Vista geral superior da obra no período de cravação de estacas.

Para união entre os blocos de coroamento executou-se vigamento nas dimensões de 20 cm x 30 cm para toda a fundação, exceto VE1 (viga da escada 1) que possui 25 cm x 30 cm; fundação essa que foi concluída com laje espessura 8 cm e, sobre o reservatório de água 16 cm, que compreendia a tampa deste reservatório, feito com ferragem de malha dupla.

Figura 2 - Placa informativa da obra no portão de entrada principal.

2- ATIVIDADES DESENVOLDIDAS

2.1- ACOMPANHAMENTO DIÁRIO DE OBRAS

2.1.1. Cravação de Estacas Pré-moldadas

O presente estágio teve início exatamente com a demarcação do gabarito da obra, seguido do acompanhamento de cravação das estacas pré-moldadas, com preenchimento de “Boletim de Cravação de Estacas Pré-Fabricadas” (Anexo A) fornecido pela empresa terceirizada responsável por este serviço SONDACIL – Sondagem e Construção Civil Ltda, que era preenchido pela presente estagiária e comparado com o que era preenchido por um funcionário da SONDACIL.

Neste boletim era anotado a quantidade de golpes necessários para cravar cada metro de estaca e quantos metros cada uma alcançava até chegar à “nega” (a nega trata-se do comprimento médio, pré-fixado em projeto, obtido dos dez últimos golpes do martelo durante o processo de cravação de estaca. É uma medida dinâmica e indireta da capacidade de carga de uma estaca e tem o objetivo de verificar a uniformidade do estaqueamento.) que era de 3,5 cm para estacas de seção 30x30 cm e 2,5 cm para estacas de 40x40 cm.

A cravação foi efetuada por meio de bate-estaca com martelo tipo aço com peso de 4.140 kg, apoio em madeira e coxim também em madeira. Altura de queda (nega) de 40 cm e altura de queda para cravação de 80 cm, como mostram as figuras 4 e 5.

As estacas foram fornecidas pela própria empresa SONDACIL, de sua fábrica em Belém. Vieram a princípio peças de 4 m e 8 m, porém devido a profundidade que as estacas estavam alcançando ser maior do que a esperada estabelecida em projeto e a perca de tempo com a solda de peças menores decidiu-se somente utilizar estacas de 8 m juntamente com o uso de extensor metálico (rebate) (figura 6) metálico de 3 m, quando necessário.

Devido à problemas apresentados pelo bate-estaca durante o período de cravação, houve um atraso de pouco mais de um mês na execução da fundação.

Houve também a perda de uma estaca, por motivo de quebra quando estava próxima dos 10 m de profundidade, e por conta disso necessitou-se de um estudo de caso e projeto de um novo bloco com formato e dimensões diferentes, fornecido pela empresa terceirizada GEOFORT – Fundações Ltda, conforme croqui no Anexo B.

Figura 3 - Nega sendo medida com trena.

Figura 4 - Estaca sendo cravada.

Figura 5 - Vista geral do bate-estaca em funcionamento.

Figura 6 - Estaca sendo cravada com auxílio de extensor metálico. Figura 7 - Estacas sendo soldadas uma à outra.

14 2.1.2. Prova de Carga Estática

A prova de carga estática iniciou no dia 19/08/2016 às 07:20h encerrando no dia 20/08/2016 às 01:15h, objetivando verificar o comportamento da fundação da obra em foco, segundo recomendações da ABNT – NBR 12131.

Metodologia e Procedimentos

A prova de carga realizada foi do tipo SML – Slow Maintaned Load (carregamento lento). Trata-se de prova de carga em que o carregamento e o descarregamento são procedidos em estágios de 10 a 20% da carga de trabalho,

Sistema de engate nas estacas de reação do sistema Macaco Hidráulico

Vigas metálicas em formato de HExtensômetro Figura 8 - Equipamento de execução de Prova de Carga Estática.

mantidos em tempo pré-determinado ou o necessário para estabilização dos recalques sob a ação da carga aplicada.

As cargas foram aplicadas através de macaco hidráulico e célula de carga devidamente calibrada. As deformações foram lidas através de cinco extensômetros de elevada sensibilidade (0,01 m), sendo 4 posicionadas nas extremidades do bloco de coroamento da estaca ensaiada à compressão e um posicionado em uma estaca de reação, conforme ilustra figura 9.

A estaca ensaiada na compressão é a estaca pré-moldada (30x30 cm), a qual foi designada de E-PILOTO. O sistema de reação utilizado foi do tipo viga principal intertravada nas ferragens de reação inseridas nas estacas. O sistema foi formado por 04 (quatro) estacas de reação pré-moldadas 40x40 cm, as quais foram designadas de R1, R2, R3 e R4, com suas ferragens, conforme se observa no croquí da planta baixa contida no anexo C. O sistema de reação foi executado com a utilização de um perfil de reação e dois secundários (laterais), os quais ficaram solidarizados nas ferragens de reação da estacas. As vigas de referência utilizadas foram de madeira objetivando assim minimizar os efeitos de dilatação provocados pela variação da temperatura.

O carregamento executado chegou à 40,0 tf. O teste foi realizado seguindo critérios estabelecidos na ABNT – NBR 6122/2010, tabela 6, alínea “D” (pág. 37). O carregamento foi realizado em 10 (dez) estágios de 4,0 tf estabilizados.

Conclusões

Avaliando os resultados obtidos, a estaca ensaiada à compressão, apresentou deformação média acumulada a 4,60 m, quando submetida a um carregamento de 40,0 tf. Após o descarregamento a estaca passou a apresentar uma deformação média de 0,9 m.

Figura 9 - Foto: Tiago Vieira - Prova sendo executada e itens do equipamento.

2.1.3. Fôrmas da Fundação

Fundação é o termo utilizado na engenharia civil para designar as estruturas responsáveis por transmitir as solicitações ou cargas e esforços das construções ao solo, dando assim estabilidade.

Após a cravação das estacas, iniciou-se a estrutura do edifício, tendo como base o gabarito da obra, feito após a locação da mesma, utilizando o levantamento topográfico. Com isso pôde-se determinar o eixo dos blocos para assim iniciar a escavação dos mesmos, de acordo com projeto de formas do térreo. Em paralelo com a escavação estava a produção, na carpintaria, das fôrmas em madeira para esses blocos receberem futuramente a concretagem.

Figura 10 - Após marcação de nível com auxílio de nível de mangueira, bloco sendo escavado manualmente.

Figura 61 - Bloco já escavado na profundidade estabelecida em projeto, com escavação extra para colocação de bomba para retirada de água acumulada por conta de período chuvoso.

Figura 7 - Bloco com estacas já arrasadas. Figura 8 - Bloco após aplicação de lastro de concreto para poder receber forma e armação.

Figura 14 - Forma de um bloco com três estacas sendo colocada.

2.1.4. Armação das vigas e blocos

Ao mesmo passo da escavação do terreno para colocação de fôrmas para vigas e blocos, como foi relatado no item anterior, foram executadas as armações. Estas armações vêm para complementar o concreto em seus esforços de tração, já que o mesmo só apresenta resistência à esforços de compressão, formando assim o concreto armado. Cada viga e cada bloco apresenta sua especificação determinado por projeto e com o auxílio deste foi executado todo este serviço. Assim como toda a estrutura do edifício, também nas vigas e blocos foi utilizado concreto armado resistência 30 MPa, fornecido pela empresa Jade Engenharia.

Figura 95 - Armação de um bloco sendo produzida na ferragem. Figura 106 - Armação introduzida no bloco, já com arranque de pilar.

Figura 117 - Armação de vigas da fundação sendo inseridas.

2.1.5. Concretagem de blocos e vigas

O traço (1:a:b) para a resistência característica de 30 MPa em massa seca é 1:1,26:2,04. Slump: ±12 cm (blocos) e ±14 cm (lajes, pilares e vigas).

O concreto utilizado na concretagem dos blocos e vigas possui resistência à compressão igual ao das estacas pré-moldadas, mesmo que tenha sido levado em consideração que existe um auxílio do solo no caso das estacas, preferiu-se manter a resistência. Todo concreto utilizado nesta obra, ao que diz respeito ao período do estágio, foi devidamente usinado pela empresa Jade Engenharia com controle tecnológico da empresa FCK Controle Tecnológico. Abrindo exceções para casos de uso em pequena escala, onde o concreto era produzido em

betoneira no próprio canteiro, mas Figura 128 - Bloco sendo concretado.

com rigoroso controle e supervisão de qualidade feita pelo engenheiro e mestre de obras.

Figura 13 – Bloco recém concretado.

Figura 140 - Visão geral de blocos desformados aguardando reaterro.

Figura 151 - Vigas do térreo concretadas. Figura 162 - Vigas desformadas aguardando impermeabilização.

Figura 173 - Visão de como fica a união entre estaca pré-moldada e bloco já concretado.

No processo cronológico da fundação, as vigas são produzidas após a desforma dos blocos já concretados e à colocação de uma camada de aterro para alcançar o nível estabelecido em projeto.

Impermeabilização das vigas

Após concluído o processo de concretagem dos blocos e vigas foi efetuado a impermeabilização de todas as vigas utilizando a argamassa polimérica VEDATOP FLEX – VEDACIT. Onde a aplicação foi feita com brocha de 15 cm, de forma manual. Logo após a aplicação do produto foi introduzido a tela poliéster branca para receber novamente outra camada de VEDATOP FLEX com aplicações cruzadas. Ficando assim pronto para receber o aterro.

Figura 184 - Aplicação da argamassa polimérica e tela poliéster para impermeabilização.

Dentro de uma obra, tem-se a estrutura como um dos fatores mais importantes, pois todos os seguintes elementos dependem de sua solidez para estabilidade da edificação. Definindo-a, a estrutura representa o “esqueleto” do empreendimento. Ela engloba a fundação, vigas, colunas, paredes, lajes e telhado. O tipo de estrutura utilizado nesta obra foi concreto armado.

No térreo o processo funcionou da seguinte forma: primeiramente foi concretado as vigas, depois feito sua impermeabilização, somente após isso que iniciou a execução da laje de fundação. Após devido processo de camada impermeabilizadora a laje de fundação recebeu as ferragens positivas e negativas para concretagem.

Figura 195 - Funcionários colocando aterro nos vãos de laje.

Já nos pavimentos superiores, a concretagem das vigas e laje aconteceu de forma simultânea, mas primeiramente é feita a armação das vigas e após isso a armação da laje. A dimensão das vigas utilizadas no 1º pavimento foi em sua minoria 20 cm x 50 cm, exceto V21 e V22a (próximas à escada dos fundos) que possui 20 cm x 70 cm e contra-flexa com 30 cm x 50 cm. Panos de laje com 10 cm de espessura, exceto a área da marquise que disponha de 8 cm e panos L19, L27 e L28 com 12 cm de espessura. Essas vigas, até a junta dilatação foram escoradas com um sistema de cavaletes em madeira, como mostra a figura 28. Isso gera uma economia de até 60%, porém leva mais tempo para deixar

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